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FAO: previsões para o mercado de carne ovina

postado em 14/11/2012

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Lutando com altos preços dos alimentos animais e com a estagnação do consumo, a produção global de carnes em 2012 deverá crescer menos de 2%, para 302 milhões de toneladas. À medida que a queda na lucratividade da indústria tem se traduzido em modestos ganhos de produção nos países desenvolvidos, a maioria da expansão mundial deverá ocorrer nos países em desenvolvimento, que agora são responsáveis por 60% da produção mundial. Acredita-se que todo o crescimento do setor em 2012 deverá vir dos setores de carne de frango e suína e que os ganhos nas produções de carne ovina e bovina devem ser modestos.

Figura 1 - Índices de preços internacionais de carne da FAO.



As preocupações sobre a lucratividade do setor de carnes têm sido geradas pelo enfraquecimento do crescimento dos mercados de exportação, com a expansão do comércio desacelerando para 2% a 8% em 2011. As exportações globais de carne deverão aumentar no futuro próximo principalmente sustentadas por maiores fluxos de carne de frango e suína e com grande parte da expansão de mercado sendo capturada nos países em desenvolvimento, em particular Brasil e Índia.

Tabela 1 - Mercados mundiais de carne.



O aumento dos preços dos alimentos animais e a desaceleração do crescimento da produção de carne impulsionaram os preços internacionais da carne no final de 2012, para níveis próximos ao pico registrado em 2011. De acordo com isso, o índice de preços da carne da FAO, que aumentou 5% desde julho de 2012, ficou em média 174 pontos entre janeiro e outubro, que se compara a 176 no mesmo período do ano anterior. A maioria do aumento recente no índice de preços de carne reflete ganhos nos preços da carne de frango e suína, que aumentaram 9% e 12%, respectivamente, desde julho.

Os mercados de carne ovina e caprina se manterão estáveis, à medida que as maiores ofertas estimularão um declínio nos preços. Os mercados de carne ovina se recuperaram com relação ao declínio de dois anos, com a produção global devendo aumentar 1%, para 13,9 milhões de toneladas em 2012. As condições satisfatórias de pastagens induziram uma reconstrução do rebanho ovino em muitos dos países que são importantes produtores da Ásia e da África, incluindo importantes produtores como Paquistão, Irã, Índia e Turquia.

Na África, a produção em 2012 foi afetada pela seca, especialmente no Chifre da África e no Sahel no Oeste da África; entretanto, recentes regenerações de pastagens foram observadas nos últimos meses, levando à previsão de recuperação nos números de animais em 2013. Na África Central, os recorrentes surtos de pestes de ruminantes estão dizimando rebanhos ovinos e caprinos, gerando uma ameaça crítica a esses rebanhos regionais. A Síria é um dos maiores produtores do Oriente Médio e as disputas extremistas poderão levar à redução na produção. Ao mesmo tempo, a produção de carne ovina em países desenvolvidos, que representam quase 22% das ofertas globais, deverá aumentar levemente, com menor produção na Europa e na América do Norte compensada por um aumento de 4% na Austrália e na Nova Zelândia, que se beneficiaram de condições favoráveis de pastagens e altas safras de cordeiros.

A reconstrução dos rebanhos ovinos resultaram em mais animais e maior disponibilidade de carne ovina para exportação. Uma recuperação nas ofertas globais, combinado com maiores envios à China e forte demanda em muitos mercados do Oriente Médio, estão apoiando um aumento de 2% no comércio de carne ovina e caprina em 2012, para 757.000 toneladas. Apesar de certa reconstrução no rebanho ovino e da forte moeda, as exportações de carne de cordeiro da Nova Zelândia deverão aumentar 3%,. As exportações australianas estão se recuperando das ofertas reduzidas pela seca de três anos. Embora as importações pela União Europeia (UE), Estados Unidos e Canadá estejam caindo como resultado da menor demanda, as importações por países do Oriente Médio, em particular, Kuwait e Arábia Saudita, deverão manter aumentos, apesar do comércio sustentado de ovinos e caprinos vivos da Etiópia, do Sudão e da Somália.


As informações são da FAO, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

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