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Fertilizantes: alta de custo influenciará plantio

postado em 22/08/2008

1 comentário
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Para a próxima safra de verão, que começa a ser cultivada em setembro, a alta excessiva dos fertilizantes pode influenciar a decisão do produtor em plantar milho ou não. "A cultura é muito exigente em adubo, o insumo que mais subiu", diz o agrônomo Vandir Daniel da Silva.

Ele acredita que, se o milho continuar baixando de preço, os agricultores vão migrar para a soja. "Apenas no custo de fertilizantes, a economia para quem planta soja em relação ao milho é de pelo menos R$ 600 por hectare". No sudoeste paulista, a área de cultivo do milho na safra de verão deve cair 10% em relação à anterior. A área da soja vai crescer na mesma proporção.

"É preciso fechar de forma positiva a equação custos de produção e preços de comercialização", recomenda o presidente-executivo da Abramilho, Odacir Klein. Ele se refere particularmente aos preços de fertilizantes, que representam 30% do custo de insumos da produção agrícola. Em 2008, já houve alta de consumo da ordem de 20%, mesmo com uma alta de preços acumulada em 50%, segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). "Como 75% do volume de fertilizantes consumidos são importados, com a firme tendência de alta do preço do petróleo, podemos imaginar como isso poderá se refletir nos custos de produção do milho", analisou.

Para Klein, ao planejar a próxima safra 2008/2009, o produtor de milho brasileiro deve considerar os custos de produção, optando por fatores técnicos como rotação de culturas, correção de solo, adequação de maquinários e possibilidade de uso de sementes transgênicas certificadas.

Ele lembra que tendência altista nos insumos não é só para fertilizantes, mas também para outros itens, como os defensivos.

As informações são de José Maria Tomazela para o jornal O Estado de S.Paulo.

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Comentários

Ricardo Belchior Peixoto

Belo Horizonte - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 22/08/2008

Essa alta dos fertilizantes não influênciará apenas no plantio do milho ou da soja, mas no setor pecuário também. No caso do setor leiteiro, esta alta influênciará também na produção de volumoso a base de milho para silagem, na adubação de pastagens, capineiras e canaviais. Além disso, tornará a aumentar o preço dos concentrados e minerais, utilizados na pecuária.

Caso o governo não intervenha no segmento dos fertilizantes ou haja uma reviravolta no mercado mundial de fertilizantes, o atual preço pago pelos latcínios, aos produtores, não cobrirá as despesas de custos, tornando a atividade inviavél. Pode-se até ficar sem utilizar fertilizantes nas suas culturas, mas a resposta delas será inferior e ainda pode correr o risco de não cobrir o custos dela.

Agora só nos resta esperar a época das águas para ver o que vai acontecer com essa alta dos fertilizantes. E quais serão as sua reais consequências.

Ricardo Belchior Peixoto

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