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Fertilizantes: governo reforça intenção de criar estatal

postado em 24/02/2010

7 comentários
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O governo estuda a possibilidade de criar uma nova empresa estatal para atuar no setor de fertilizantes, com atribuições que incluiriam a regulação do setor, a pesquisa e a produção desses insumos, afirmaram ontem (23) os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e da Agricultura, Reinhold Stephanes. A iniciativa reforça a política do governo de intensificar a presença do Estado na economia. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em entrevista ao Estado, que a Eletrobrás seria fortalecida. As diretrizes do PT para a campanha da pré-candidata à presidência Dilma Rousseff defendem um Estado forte.

Pela exposição de motivos, a criação da Febrasa ficaria sob a responsabilidade do Ministério da Agricultura, com sede em Brasília, e teria como objetivo a redução dos preços dos fertilizantes em dois anos. A empresa seria administrada por um conselho de administração e por uma diretoria executiva, além de um conselho fiscal. O mandato estipulado do diretor-presidente seria de quatro anos. Indagado sobre se o modelo da SAE seria usado como referência agora, Stephanes disse desconhecer o documento.

Os ministros Lobão e Stephanes pretendem entregar ao presidente Lula, no próximo mês, o anteprojeto que redigiram. O documento abordaria também "decisões políticas" e "questões administrativas" em relação a jazidas já existentes no Brasil, mas que não estão exploradas devido, principalmente, a empecilhos ambientais. "Seria uma empresa para atuar tanto nas matérias-primas, como no produto final", disse Lobão.

Se a opção for mesmo pela criação da estatal, segundo Stephanes, ainda em 2011 teriam início as operações. Ele defendeu, no entanto, que a nova empresa tenha uma estrutura "pequena, simples e enxuta". O ministro fez, porém, uma ponderação: o setor poderia ser administrado por meio de um órgão já existente. Outra fonte do governo, que preferiu não se identificar, explicou que o tipo de estatal que está em estudo é uma empresa de capital misto. Ela poderia ter acionistas privados, mas o controle do capital ficaria com a União.

O objetivo de antecipar as propostas em relação ao Código Mineral, que deve ter discussões mais extensas, é o de tornar o Brasil autossuficiente na produção de fertilizantes. Para se ter uma ideia, a importação de potássio é equivalente a 91% de todo o uso do insumo para a produção agrícola. Essa independência deve ocorrer em um prazo de seis a 10 anos, de acordo com o insumo em questão. Além da dependência externa, a vulnerabilidade de preços à qual o País está exposto é outro ponto de preocupação.

"A razão disso tudo é sairmos de um cartel, de um monopólio", explicou Stephanes. Ele acrescentou que, com a produção interna, há a possibilidade de reduzir os custos para o produtor e, consequentemente, haver um repasse para o consumidor, já que os gastos com fertilizantes representam de 10% a 30% dos custos totais.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo, adaptadas e resumidas pela Equipe AgriPoint.

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Comentários

Lazaro Alexandre Thomazini

vitoria - Espírito Santo - Empresário
postado em 24/02/2010

É o hugo chaves fazendo escola, vamos estatizar tudo, precisamos arrumar empregos para os companheiros.
assim pensa o nosso presidente.
a embratel já está na incubadora.

Eduardo Haddad Filho

Amparo - São Paulo - Produção de leite
postado em 24/02/2010



Não é o Hugo Chaves fazendo escola. Os ministros do atual governo sempre quiseram, desde há muitos anos, tomar estas atitudes.O ministro das comunicações Franklin Martins esteve detido em 1969 no 2BC em São Vicente, juntamente com o Jose Dirceu. Foram trocados pelo embaixador dos EUA,que tinha sido sequestrado pela ALN(Aliança Renovadora Nacional) da qual alguns individuos fazem parte deste governo.O ministro da justiça Tasso Genro diz ter orgulho de ser taxado de guerriheiro pelos militares.A ministra Dilma atual candidata à Presidencia da Republica,segundo consta tinha até codinome.Em 1969 eu era militar e apoiei o regime na época.Todos os ditos "regimes fortes" são ditaduras e as de esquerda são as mais sanguinárias e duradouras.Paulo Henrique, já sei no que vai dar.Já vi esse filme antes.

Jerônimo Borel

Petrolina - Pernambuco - Pesquisa/ensino
postado em 24/02/2010

Acho que seria interessante ter uma instituição para balizar o preço dos fertilizantes por um fim nesse cartel do adubo, do qual o produtor é refem.

Eduardo Haddad Filho

Amparo - São Paulo - Produção de leite
postado em 25/02/2010


È preciso fazer uma correção ALN significa ALIANÇA LIBERTADORA NACIONAL.
Peço desculpas pelo erro.É que fico atrapalhado e tenso ao comentar um assunto desses.Em 1969 eu era oficial de dia comandante da guarda do 2BC quando houve a troca dos guerrilheiros(terroristas), pelo embaixador Charles Elbrick.Desta vez eles estão de volta atraves de eleiçoes diretas.

Vamos respeitar a democracia. Ainda é o melhor de todos os regimes!!

Eduardo Haddad

Mauricius

Londrina - Paraná - Consultoria/extensão rural
postado em 28/02/2010

A criação da Febrasa é de grande importância, mais essa criação deve ser estudada com muito cuidado para não ser somente mais uma estatal onde os governantes desta democracia fazem o que querem.
Para o agricultor balizar os preços dos fertilizantes é uma grande vitória, pois hoje estamos a mercê de monopólios onde não podemos fazer nada.

José Soares de lacerda

Mauriti - Ceará - Produção de leite
postado em 04/03/2010

Se isso for para frente mesmo vai ser muito bom para a agricultura no Brasil

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