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Fusão pode criar gigante das commodities

postado em 27/09/2010

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A Louis Dreyfus, "trading" de commodities francesa que opera sob controle familiar, está negociando uma fusão com a rival Olam, de Cingapura, para criar a terceira maior "trading" agrícola do mundo.

A Olam revelou as negociações na última sexta-feira (24), o que fez com que suas ações atingissem o maior valor em três anos. A empresa informou que as duas companhias estavam discutindo "uma possível colaboração de negócios que pode tomar a forma de, entre outras coisas, uma fusão". A combinação delas criaria uma empresa com valor de mercado estimado de US$ 15 bilhões e que seria a maior operadora nos mercados de commodities como algodão, arroz e café e também nos mercados de cacau, trigo, milho e sementes oleaginosas. Caso a fusão seja concretizada, formaria a terceira maior "trading" mundial, depois da Cargill e da Archer Daniels Midland. A Olam, que tem valor de mercado de cerca de US$ 5 bilhões, anunciou que as discussões por enquanto são "preliminares" e acautelou que elas podem ser abandonadas sem acordo.

As ações da Olam subiram 56,8% em Cingapura depois do anúncio. As ações registraram alta de 30,7% nos últimos 12 meses. A Louis Dreyfus está considerando uma mudança radical em sua estrutura de propriedade e há rumores no mercado de que estaria considerando diversas opções, entre elas, a abertura do seu capital na bolsa de valores. O grupo francês teve receita de US$ 34 bilhões em 2010, o dobro de seu faturamento em 2006. Os executivos de "tradings" rivais acreditam que seu valor de mercado seja da ordem de US$ 10 bilhões a US$ 11 bilhões.

Dirigida por Serge Schoen desde 2005, a empresa anunciou que sua prioridade seria desempenhar um papel na consolidação do comércio de commodities nas Américas, mas também deseja "materializar" suas ambições na Ásia e "aproveitar oportunidades de crescimento no Oriente Médio e na África". Com o tempo, a Louis Dreyfus afirma que "o comércio de produtos agrícolas crescerá, dada a expectativa de um alargamento do desequilíbrio entre as regiões de oferta e as de procura". No passado, a empresa conseguiu bancar sua expansão por meio de empréstimos e aproveitando seu fluxo interno de caixa, como aconteceu no período de rápido crescimento das décadas de 70 e 80, quando começou a comercializar algodão, frutas cítricas e café.

Setor de fusões e aquisições já cresceu 21% neste ano

Com cenário estável nos EUA e com crescimento em mercados emergentes, a atividade de fusões e aquisições cresceu 21% até agora neste ano, impulsionada pelo mês de agosto mais movimentado em mais de uma década.

Um ressurgimento da força nas opções de financiamento tem incentivado a busca de acordos que tinham sido deixados de lado na primeira metade do ano. Até agora neste ano, a atividade global de fusões e aquisições totalizou US$ 1,7 trilhão, segundo dados da Thomson Reuters. A atividade nos países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) representou 18% do total, percentual recorde. No geral, o nível de atividade dos Brics cresceu 65% em relação ao mesmo período de 2009. O diretor de fusões para as Américas do UBS, Cary Kochman, diz que a atividade nos emergentes "vai encerrar o ano em níveis recordes".

No terceiro trimestre, o terceiro de crescimento e o mais forte em dois anos, a atividade global totalizou US$ 599 bilhões, alta de 35,6% ante o mesmo período de 2009. "Estamos vivendo em um ambiente frágil. Uma taxa estável sem um catalisador negativo vai levar a mais atividade", disse Jimmy Elliott, diretor global de fusões e aquisições do JPMorgan.

A reportagem é do jornal Folha de São Paulo, resumida e adaptada pela Equipe AgriPoint.

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