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Grãos tem alta em Chicago, mas mantém os mais baixos patamares do ano

postado em 29/11/2011

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Ainda à mercê dos movimentos financeiros derivados da crise europeia, as cotações da maior parte das commodities agrícolas foram beneficiadas pela onda de otimismo que prevaleceu nos mercados globais e subiram ontem nas bolsas americanas.

Com a queda do dólar em relação ao euro e o aumento da confiança em relação ao futuro da demanda mundial por alimentos, os principais grãos (milho, trigo e soja) recuperaram parte das perdas recentes na bolsa de Chicago, e em Nova York açúcar, suco de laranja e algodão também registraram valorizações. Café e cacau recuaram.

Apesar das altas de ontem, os preços desses produtos continuam, em geral, nos mais baixos patamares do ano. Mas, mesmo assim, todos seguem acima das médias históricas das últimas décadas, em uma tendência que também encareceu os custos de produção.

Básicos para a produção de alimentos e rações e com forte peso nos índices inflacionários nacionais, os contratos futuros de segunda posição de ainda apresentam variações acumuladas negativas em Chicago em 2011, sobretudo em função da inversão de tendências nos últimos dois meses.

Mesmo com a valorização de 1,44% de ontem, a atual segunda posição do milho (março) aparece com quedas de 9,18% neste mês de outubro e de 5,97% em 2011. Nos últimos 12meses, ainda há alta de 8,23%.

No caso da soja, a tabela é semelhante: alta de 1,37% ontem, mas baixas de 7,09% em outubro, de 19,39% neste ano e de 9,3% em 12 meses.

E isso apesar da demanda do principal país importador da oleaginosa, a China, continuar aquecida. Em novembro, de acordo com projeção do Ministério do Comércio do país, as importações chinesas de soja em grão deverão alcançar 5,63 milhões de toneladas, quase 50% mais que em outubro.

Para dezembro, a expectativa do Ministério do Comércio da China - baseada no movimento de registros de importação - é que as compras de soja em grão no exterior cheguem a 4,2 milhões de toneladas em dezembro. Paralelamente, o governo chinês recomeçou a comprar o produto de agricultores locais para ampliar seus estoques.

Nesse ponto, o problema é que o governo está pagando menos do que o mercado, o que tende a desestimular a produção local, mantendo as importações em elevados patamares.

A matéria é de Fernando Lopes, de Valor, resumida e adaptada pela Equipe Agripoint.

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