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Incra: entre os maiores desmatadores do país

postado em 30/09/2008

5 comentários
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Os seis maiores desmatadores na Lista dos 100 Maiores Desmatadores do País divulgada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, nesta segunda-feira, 29, são assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Mato Grosso. Juntos eles desmataram 220 mil hectares. Outras duas áreas, também de assentamentos do Incra, aparecem em 40º e 44º lugares.

Segundo informações do Estado Online, o Estado do Mato Grosso continua sendo o maior desmatador do País, com 49 dos maiores devastadores do Brasil derrubando 357 mil hectares dos 520 mil hectares derrubados em 4 anos por todos os listados. Ao todo, o Ibama aplicou multas de R$ 265.592.000,00 no Incra por "desmatar e danificar" áreas da Floresta Amazônica.

O presidente do Incra, Rolf Hackbart, disse que vai recorrer das multas por desmate: "Estamos recorrendo de todas as multas, elas são indevidas".

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o principal argumento do Incra é que o corte de árvores nos assentamentos é anterior à criação dos projetos de reforma agrária. Os assentamentos multados foram criados no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). E, até 2001, imóveis localizados no bioma amazônia ainda podiam desmatar até metade da área e não apenas 20%, como foi definido já na reta final do governo FHC. "Até agora não obtivemos do Ibama uma informação precisa sobre quando ocorreu o desmatamento. Todos os imóveis rurais que o Incra obteve para a reforma agrária estavam degradados, isso é coisa antiga."

O Estado Online divulgou também que, segundo o estudo, de 100 acusados de devastação apenas dez vão a julgamento e um é condenado. O ministro afirmou, entretanto, que pretende não apenas denunciar os suspeitos, mas garantir a punição dos criminosos. "Nós criamos uma força-tarefa com a Advocacia Geral da União, a AGU, e o Ministério Público Federal para levar esse grupo para o banco dos réus para pegar uma prisão pesada, de preferência plantando muitas árvores até o resto da vida, para pagar pelos crimes ambientais que cometeram".

O desmatamento da Amazônia mais que dobrou em agosto na comparação com o mês anterior, somando 756 quilômetros quadrados, área maior que o território de Cingapura, por exemplo, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados nesta segunda-feira, 29. No acumulado de 2008, a área de floresta perdida soma 5.681 quilômetros quadrados, de acordo com o instituto.

As informações são do Estado Online e do jornal Folha de S. Paulo, resumidas e adaptadas pela equipe AgriPoint.

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Comentários

Antônio Cícero Pires de Campos Jr.

Goiânia - Goiás - Consultoria/extensão rural
postado em 30/09/2008

Gostaria de propor uma análise; refinar um pouco a informação a respeito dos 100 maiores desmatadores.

Fora o Incra, quem são os grandes desmatadores? As multas estão em nome de pessoas que realmente poderiam arcar com os valores nelas descritas?

Coloquei o nome de dois dos grandes desmatadores, pessoas físicas, no google. E não vi nenhuma informação a respeito deles, além das relatadas nos noticiários como os grandes desmatadores.

Deste modo, acredito que algumas multas estão em nomes que podem não ser dos verdadeiros resposáveis.

LUIZ SIMONI

Umuarama - Paraná - Produção de café
postado em 30/09/2008

O governo deveria fazer um plano diretor para toda a Amazônia, contemplando entre outras coisas, um zoneamento das áreas de terras propícias para a agropecuária. Esta mentalidade de desmatamento zero e Reserva de 20% só facilita a destruição total.

Quem viver verá: em 2050 irá dobrar a necessidade de alimentos no mundo.

Clédio Luiz Fabre

Tapurari - Mato Grosso - Produção de gado de corte
postado em 01/10/2008

Este País é uma piada. Não conseguem nem evitar desmatamento na floresta Atlantica, prender bandidos restritos em Cidades. Só sabem fazer leis.

Marcelo Freitas

Brasília - Distrito Federal - Produção de gado de corte
postado em 02/10/2008

Acho que 20% de benfeitorias é tolice e 50% tambem, pois se temos no estado de goias, sao paulo e 80%, aiho que deveria ser igual para todos, pois todos estao culpando a Amazonia e nao podemos esquecer que estes estados ja desmataram suas reservas e agora querem pressionar os produtores da regiao Amazonica, e as pessoas de la tambem precisam viver bem, ou entao calcular uma cota que todos os brasileiros deveram pagar a mais, pois o produtores da Amazonia nao podem produzir "sobreviver " com 20% de area produtiva.

Iria Maria Davanse Pieroni

Cuiabá - Mato Grosso - Advogada e Produção de Gado de Corte
postado em 02/10/2008

Luiz Simoni,
Rondônia, foi o primeiro Estado brasileiro a elaborar a Lei de Zoneamento (e LC-233/2000). Ela divide o Estado em regiões:
* Unidades de Conservação / Rondônia - 23.851.280,00 ha 19,83%
* Área Total: 120.278.769,54 ha 100,00%:
Zona 1 - 50,45% - Agropecuária - 120.310,48 Km² R Legal
Zona 1.1 - 25,75% - Agropecuária 61.417,35 Km² 20%
Zona 1.2 - 12,86% - Agrícola 30.664,01 Km² 40%
Zona 1.3 - 6,22% - Agrícola 14.823,81 Km² 70%
Zona 1.4 - 5,62% - Hídricos 13.405,31 Km² 80%

Zona 2 - 14,60% - Ecoturismo/Pesca 34.834,42 Km² R Legal
Zona 2.1 - 10,75% - Exploração seletiva 25.653,37 Km² 80%
Zona 2.2 - 3,85% - Científicas e econômicas 9.181,05 Km² 80%

Zona 3 - 34,95% - Unidade de Conservação 83.367,90 Km² R Legal
Zona 3.1 - 7,58% - 18.081,29 Km² 100%
Zona 3.2 - 9,96% - 23.752,50 Km² 100%
Zona 3.3 - 17,41% - 41.534,11 Km² 100%

TOTAL (Z1+Z2+Z3) = 100% 238.512,80 Km²

Ainda que a lei não fosse admitida pelo IBAMA e pela SEDAN, ela foi aditada para unificar em 50% a área de Reserva Legal para fins de recomposição conforme acordo assinado pela Ministra Marina Silva e o Governador Ivo Cassol.

A Lei de Zoneamento depende do referendo do Presidente da República e se fosse divulgada e colocada em prática o Estado manteria sua produção aos níveis atuais e as demais áreas - menos produtiva - não seria objeto de exploração.
Todavia, não há vontade política e econômica, nesse sentido.

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