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Indústria pagará mais por lotes de lã no Uruguai

postado em 01/08/2012

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A indústria têxtil do Uruguai anunciou no lançamento da colheita de lã de 2012 que aumentará de 4 para 7 centavos de dólar o preço pago para os lotes acondicionados com embalagem verde (lotes que têm o maior acondicionamento).

Até agora, praticamente há uma década, o sobrepreço era de 4 centavos de dólar (quilo). O anúncio foi feito por Frank Raquet, do Engraw Export Import y Co. S.A., em nome da indústria laneira e da Câmara Mercantil de Produtos do país, surpreendendo os produtores.

O Secretariado Uruguayo de la Lana (SUL) trabalha há décadas formando pessoal e conscientizando os produtores de ovinos sobre a necessidade de apresentar melhor as lãs. Um lote acondicionado não somente gera muita mão de obra dentro da indústria, mas também, permite valorizar o produto final. Há anos, era muito comum nos lotes encontrar fibras vegetais que no momento de tingir, baixavam a qualidade do produto final e prejudicavam a presença dos têxteis no mundo.

O ato inaugural da safra foi feito na Feira da Associação Rural da Flórida, com a presença de produtores, autoridades departamentais da indústria frigorífica e têxtil. O presidente da Associação, Delmiro Costa, foi quem abriu o evento dando as boas vindas aos participantes e destacando a importância do setor ovino.

A safra de tosquia emprega 6.000 trabalhadores em todo o país e distribuiu entre US$ 16 milhões e US$ 17 milhões em 6 meses. A tosquia é uma etapa fundamental e soma muitos postos de trabalho no interior. "Será um bom ano. Se olharmos a série histórica vamos ter bons preços, apesar de esses provavelmente estarem abaixo dos registrados na safra passada. Seguem sendo bons resultados econômicos de investimento", disse o presidente do SUL, Joaquín Martinicorena.

Foram tosquiados 33 milhões de quilos de lã, o que marca um aumento de 4% com relação ao volume produzido no ano passado no país. Martinicorena destacou as forças do setor ovino e garantiu que o estoque de animais de lã crescerá em 300.000 cabeças.

Em seu discurso, ele disse que "as exportações do setor - no final do mês de maio - cresceram 15,2%", mas advertiu que, quanto aos preços, "deve-se esperar entre 20% e 25% a menos que os recebidos na safra laneira anterior, mas estamos em meio de uma crise na União Europeia (UE)". A indústria frigorífica participou pela primeira vez do lançamento da safra. Seu representante foi Gastón Scayola, do Frigorífico San Jacinto.

"A carne ovina, assim como a bovina, em médio prazo só pode subir. Somos otimistas com relação ao setor. Toda essa tendência de alta tende a nos permitir suportar os pequenos altos e baixos que ocorrerão com o tempo", destacou Scayola. "A chave para a indústria é diversificar, mas, os mercados não são feitos de um dia para o outro". Scayola destacou a integração dos produtores com a indústria.

A reportagem é do El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe FarmPoint.

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