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Inseminação artificial melhora rebanho

postado em 12/07/2006

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A inseminação artificial de caprinos e ovinos é o caminho mais acessível para melhorar o rebanho do Brasil na opinião do presidente da Associação Paulista de Criadores de Caprinos (Capripaulo), Vicente Ribeiro.

"Não há crescimento genético se não se trabalhar com todas as variantes que as espécies oferecem", disse Ribeiro, referindo-se a duas no segmento: trabalhar diretamente com o animal, adquirindo reprodutores, o que é muito caro, ou com o sêmen congelado.

Segundo ele, no estado de São Paulo, é registrado tanto o aumento efetivo dos rebanhos quanto o incremento do número de propriedades rurais destinadas à atividade. O rebanho de caprinos e ovinos no estado em 1996 era de 64.900 e 257.400 cabeças, respectivamente. Em 2005, passou a 82.100 cabeças de caprinos (aumento de 26,5%)e 324.700 cabeças de ovinos (aumento de 26,1%).

Hoje a tecnologia favorece a ovinocaprinocultura, mas há menos de seis anos, sêmen de caprino e ovino era importado da França, do Canadá e dos Estados Unidos, a peso de ouro: US$ 50 a dose.

A virada no negócio se deu quando uma empresa de Porto Feliz (SP), região de Sorocaba, resolveu investir US$ 10 mil na compra de quatro machos reprodutores das raças saanen, anglo-nubiana e bôer, dando início ao negócio. Desenvolveu também tecnologia para congelar o sêmen e fazer coleta e inseminação de ovinos, caprinos e bovinos. Resultado: a dose de sêmen caprino pode ser adquirida, hoje, pela média de US$ 2 a unidade.

Com o preço menor do sêmen, os criadores puderam melhorar mais rapidamente a genética do plantel. Como o pecuarista Wilson Valentini Júnior, proprietário da Granja União, de Pindamonhangaba (SP), utiliza a inseminação artificial em seu rebanho caprino - 350 cabeças para leite e corte, das raças saanen, boggenuerg e anglo-nubiana - há sete anos. "Antes, eu tinha de importar o sêmen dos Estados Unidos e do Canadá, por US$ 50 a dose", contou. Graças a isso, já fatura R$ 25 por cada dose de dois animais premiados que mantém na empresa.

O mercado, no Brasil, tornou-se tão atraente que chamou a atenção de uma empresa holandesa de inseminação artificial, especializada em bovinos. Há cinco anos, ela investiu em caprinos e ovinos e ainda hoje é a única do país a distribuir sêmen congelado desses animais, numa parceria feita com a empresa de Porto Feliz.

Segundo o gerente da empresa, o veterinário André Bruzzi Correia, a aposta deu certo. O mercado de sêmen congelado de caprinos e ovinos cresceu 100%, entre 2004 e 2005, e a tendência é continuar em alta. "Há cinco anos muitos não acreditavam que era um mercado promissor. Hoje, quem não apostou nisso está correndo atrás", disse Correia em matéria de Cláudio Rostellato para o Suplemento Agrícola do O Estado de S.Paulo.

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Comentários

PAULA CAETANO MUTIM

Xique-Xique - Bahia - OUTRA
postado em 03/03/2008

GOSTARIA DE SABER MAIS SOBRE A RAÇA SAANEN

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