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Kuyumtzief comenta sobre os desafios da ovinocultura

Por Giorgi Kuyumtzief
postado em 27/12/2010

10 comentários
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Novamente o FarmPoint, com a sua peculiar competência, proporciona a oportunidade de sermos perseverantes em nossa batalha para quebrar as algemas que prendem, há mais de duas décadas, a Ovinocultura Brasileira a uma situação de incompatibilidade entre dois cenários: o processo produtivo e o ambiente de mercado.

Consideramos como Cadeia Produtiva o conjunto de elos que, através de uma combinação harmônica, é responsável pela produção de um produto específico e tem representações dentro dos setores de suprimentos, de produção, de armazenagem e de beneficiamento/transformação. A comercialização não pertence a ela, pois é um componente do Mercado. Sendo assim, para permitir uma reflexão mais exata é necessário que consideremos a ovinocultura como uma atividade capaz de abrigar tantas Cadeias Produtivas quantos forem os tipos de produtos originados. E cada uma desses produtos terá a sua própria condição de mercado. Então, devemos identificar os DESAFIOS dentro do universo produtivo dessa atividade, quando as variantes vão, desde o clima e a vocação regional, até o perfil dos consumidores responsáveis pela composição do Mercado.

Sem querer conflitar ou antagonizar com outras opiniões manifestadas neste espaço, considero que, dentro da universalidade mencionada a pouco, os três maiores e verdadeiros desafios da nossa ovinocultura localizam-se ao longo de um caminho evolutivo que tem como destino a sustentabilidade empresarial dos empreendimentos no setor. Esse caminho passa por duas estações obrigatórias, o DIRECIONAMENTO DA ATIVIDADE, onde estão abrigados os dois primeiros desafios, e os MECANISMOS DE PRODUÇÃO que, para serem alcançados, representam o terceiro.

Desafios para 2011 (os mesmos há mais de duas décadas):

1º) Direcionamento dos empreendimentos em Ovinocultura para a produção específica de produtos predefinidos

A especificidade liberta os processos produtivos do empirismo e de oportunismos. Quando, por exemplo, o objetivo for produzir um padrão predefinido de "lã", todos os manejos são, necessariamente, direcionados no sentido de atingir o resultado almejado.

De outra forma, quem investe na produção de ovinos vai ter ovinos para vender. Mas, o consumidor não quer adquirir ovinos, e sim carne ovina, a qual requer, obviamente, um processo produtivo específico.

Se considerarmos as realidades de atividades já amadurecidas e estabelecidas, todos sabem que, dentro da bovinocultura, as empresas rurais que produzem "carne de boi" funcionam de forma diferente daquelas que produzem "leite"; na avicultura, produzir "ovos" é diferente de produzir "carne de frango"; a suinocultura produz, especificamente, "carne suína" e derivados.

Dentro do mesmo raciocínio, pergunto: dentro dos respectivos casualismos, as criações de "galinhas", "porcos", "carneiros" e da "caprinovinocultura" produzem "o que", "quando", "quanto", "como" e "para quem"?

Se não houver a oferta um produto definido, não haverá hábito de consumo, nem demanda e, consequentemente, não haverá a almejada sustentabilidade econômica dos empreendimentos envolvidos.

Portanto, em OVINOCULTURA, onde notoriamente a vocação do Brasil é produzir CARNE DE CORDEIRO, é preciso que o discurso seja mudado. Outros produtos como peles especiais, leite, lã e campeões de pista dependem de um cenário sócio-ambiental muito regionalizado. O fomento genérico à produção de ovinos, simplesmente, nunca alavancará a atividade a tal ponto de sermos, nós brasileiros, responsáveis pelo nosso próprio abastecimento de carne ovina. Somente a partir do momento em que as referências e expressões forem do tipo "...fomento à carne de cordeiro...", "O aumento da produção de carne de cordeiro foi de X%.", "...produção regional (ou nacional) de carne de cordeiro...", "Carne de Cordeiro=alternativa de renda para a agricultura familiar", "...matrizes especializadas para a produção de carne de cordeiro...", "...leilão de reprodutores com genética especializada para a produção de carne de cordeiro...", "...melhoramento genético dos rebanhos produtores de carne de cordeiro...", "Centro Nacional de Pesquisa e Fomento à Produção de Carne de Cordeiro", etc., poderemos, então, evoluir para estratégias de marketing direcionadas ao aumento de consumo de um produto com características específicas conhecidas pelo consumidor, além de, aí sim, combater o abate artesanal, pleitear ações governamentais e cobrar a presença e comprometimento do setor industrial nos locais em que isso, ainda, não esteja acontecendo.

É importante frisar que, quando existe um produto individualizado por um elevado valor agregado, os seus subprodutos crescem, também, em valor devido à existência de uma escala de produção suficiente para abastecer uma demanda. É o caso da pele, das vísceras, dos animais para reposição de plantel e da carne dos animais de descarte, a qual, depois de processos de industrialização apropriados, tem espaço garantido na mesa do consumidor. Outros produtos da atividade acabam sofrendo especializações para atender às demandas, conforme o que consideramos como o segundo desafio.

2º) Inverter os valores atuais que caracterizam a operacionalidade da Ovinocultura Nacional


Todos sairão ganhando quando a atividade-fim da ovinocultura brasileira deixar de ser a produção de animais melhorados e/ou maquiados para obter resultados lucrativos nas pistas de julgamentos e de leilões e passar a ser, simplesmente, a PRODUÇÃO DE CARNE DE CORDEIRO para abastecer um gigantesco mercado consumidor. A comunidade de ovinocultores precisa reconhecer voluntariamente que produzir reprodutores de genealogia conhecida, desenvolver grupos raciais e promover o melhoramento genético das raças disponíveis são tarefas de importância incontestável, mas, apenas, como atividade-meio. Servem para garantir a evolução da atividade-fim. Esta, mesmo na ausência daquelas, sempre acontecerá, ainda que carente de eficiência e qualidade.

A grande ciranda milionária que representa atualmente os grandes investimentos na atividade considera a produção de carne ovina como uma atividade-meio, necessária para justificar, vez por outra, o preço exagerado de certos reprodutores e o volume descontrolado de investimentos em tecnologia, marketing, importações e instalações. Pergunto: Porque esses grandes investidores, que empenham enormes volumes monetários em propaganda e aquisição de animais renomados, não aproveitam o seu potencial financeiro para implantar dinâmicas de produção de carne de cordeiro que envolvam desde a produção de carcaças até a industrialização das mesmas e o abastecimento regular do mercado consumidor? Parece que não querem reconhecer que essa é a grande estratégia para garantir o retorno financeiro dos investimentos em genética, pistas, etc.

3º) Transformação dos PRODUTOS da Ovinocultura em MERCADORIAS

Produzir um PRODUTO não significa, necessariamente, produzir uma MERCADORIA.
Definição de PRODUTO: resultado de um processo produtivo.
Definição de MERCADORIA: produto de consumo que participa de um ambiente de negócios por atender, simultaneamente, às três exigências fundamentais do Mercado, quais sejam: 1) Padrão de Qualidade (qualidade, preço e pontualidade); 2) Escala de Produção (abastecimento da demanda); e 3) Regularidade de Fornecimento (manutenção do hábito de consumo).
Vencer os dois primeiros desafios é o pré-requisito para que nós, enquanto, ainda, ovinocultores, vençamos o terceiro.

O PRODUTO, resultado de um processo produtivo específico, por mais nobre que seja, embora tenha demandado tempo, trabalho e dinheiro, não garante estar numa condição de autossuficiência para gerar a renda necessária à sustentabilidade do empreendimento. É necessário que haja uma agregação de valor suficiente para elevá-lo à categoria de MERCADORIA. O empirismo e a casualidade podem, também, obter produtos. Mas, somente o conhecimento profissional é capaz de gerar MERCADORIAS.
No caso de considerarmos a carne de cordeiro como o foco principal de um empreendimento, a ação profissional, além de conduzir o processo de produção no sentido de gerar uma mercadoria competitiva (com Padrão de Qualidade), precisa criar um MECANISMO DE PRODUÇÃO COLETIVA capaz de atender às exigências de um determinado ambiente de Mercado, seja ele doméstico ou externo. Esse MECANISMO significa uma integração operacional, funcional e cronológica entre rebanhos formados a partir de critérios específicos ao foco do empreendimento, e que pode ser concretizado por empresas privadas afins e instituições públicas, além de associações, consórcios, condomínios, parcerias e cooperativas de produtores rurais. Já existem programas de produção que permitem esse tipo de MECANISMO. Por favor, não confundam MECANISMO DE PRODUÇÃO com ARRANJO PRODUTIVO. Enquanto o primeiro é dinâmico, o segundo é estático.

Vamos aproveitar este fórum para, também, identificar, sugerir, opinar e debater de forma construtiva sobre as BARREIRAS impostas por aqueles que obtém benefícios com o engessamento atual da atividade.
Os DESAFIOS para 2011 que estou apontando e justificando, na realidade, são de todos nós e não da Ovinocultura Brasileira, pois ela, humildemente, é, apenas, o resultado do trabalho e profissionalismo dos ovinocultores espalhados por todo este enorme Brasil.

Um abraço a todos.

*** GiORGi***

Saiba mais sobre o autor desse conteúdo

Giorgi Kuyumtzief    Outro - Mato Grosso

Consultoria/extensão rural

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Comentários

EDUARDO AMATO BERNHARD

Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Consultoria e Assessoria Veterinária
postado em 27/12/2010

Prezado Giorgi,

Parabéns pela clareza e a objetividade de seu artigo, além da coragem em apresentar alguns aspectos que, ao contrário do que muitos pensam, é uma das grandes barreiras ao desenvolvimento da ovinocultura de corte. No mundo inteiro a comercialização de reprodutores se baseia em dados objetivos e a valorização dos mesmos se dá por sua capacidade como melhorador, que pode se dar em diversos aspectos.
Da mesma forma, acredito que temos a maioria das respostas às questões levantadas por você e precisamos de ações objetivas e estruturadas que nos permitam construir uma base forte a produção de carne ovina.
O resultado disso tudo será uma cadeia produtiva forte e eficiente, capaz de produzir um produto de alto valor agregado que se reverterá em renda a cada um de seus elos.

Um forte abraço!!!

Andrea M. Swiatovy

Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Produção de ovinos
postado em 28/12/2010

Caro Giorgi,

Eu acredito que futuramente a ovinocultura vai ser um grande polo comercial, mas para que isso aconteça é necessário uma nova visão, ou seja o produtor precisa renovar seus paradigmas.

Abraço.

KiLOViVO - Ovinocultura de precisão - (65)99784004

Tangará da Serra - Mato Grosso - Técnico
postado em 28/12/2010

Prezado Eduardo Amato Bernhard:

Em primeiro lugar, obrigado pela sua consideração ao referir-se aos temas apresentados.
Continuando, agora é a minha vez de cumprimentá-lo pela clareza e objetividade do seu comentário, além da coragem de externá-lo. Tenho certeza e você deve concordar que não são poucos os colegas ovinocultores que leram este artigo e reconhecem que os desafios são verdadeiros, mas, para não macularem a própria imagem diante dos atuais clientes e diante de clientes em potencial, preferem não se manifestar. São colegas de todas as áreas: criadores, consultores e assistentes técnicos, empresários do setor agroindustrial, etc.. É muito mais fácil, e, às vezes, lucrativo no curto prazo, manter aquela atitude hipócrita de ficar quieto quando o assunto é polêmico e pode descontentar alguém. Afinal, o silêncio é sinal de consentimento. Mas, consentir com o que? Com o engessamento atual ou com a necessidade de vencer os desafios citados no artigo?
Seria importante para a atividade se, a partir dos três temas citados como desafios e deste fórum, acontecesse um debate em nível nacional, onde cada manifestação, assim como a sua, mas independente de ser a favor ou contra, teria o papel de uma pedra a mais no alicerce dessa grande edificação que pretendemos construir: a Ovinocultura de Corte Brasileira. Não devemos desperdiçar esta iniciativa do FarmPoint e o seu objetivo de compilar opiniões no sentido de que, acredito eu, seja identificado o grau de interesse e comprometimento dos ovinocultores brasileiros para com a prosperidade da atividade.
Um grande abraço!

KiLOViVO - Ovinocultura de precisão - (65)99784004

Tangará da Serra - Mato Grosso - Técnico
postado em 28/12/2010

Prezada Andrea M. Swiatovy:

Quem sabe se a Ovinocultura de Corte e seus integrantes, antes de enfrentarem vários desafios específicos, não tenham que enfrentar, apenas, um grande desafio? Qual? Este que você citou: renovar paradigmas. Ou, numa expressão mais crua, quebrar os paradigmas, pois eles, por serem nocivos a qualquer atividade, devem ser evitados.
Sonho com um dia em que uma grande liderança do setor, que talvez nem exista ainda, convoque a classe dos ovinocultores e respectivos fornecedores de bens e serviços para uma Grande Conferência, onde o tema principal seja dividido em três segmentos sequenciais:
1º) Definição de Produtos para a Atividade;
2º) Criação de Mecanismos Operacionais para abastecer o Mercado com os Produtos definidos para a Atividade; e
3º) Sincronização da Pesquisa e dos Manejos Zootécnicos quanto à Nutrição, à Sanidade, à Genética e às Instalações com os Mecanismos Operacionais criados para abastecer o Mercado com os Produtos definidos para a Atividade.
Agradeço a sua consideração ao manifestar-se.
Um grande abraço!

Ivan Saul

São José dos Pinhais - Paraná - Produção de ovinos
postado em 28/12/2010

Caríssimo amigo Giorgi.

Congratulações pela brilhante abordagem dada ao tema dos desafios da ovinocultura, como já é tua marca registrada, uma "verdadeira lição de administração"! Te parabenizo, ademais, pela visão que tens do ´ovinonegócio´, enxergas adiante do ponto em que as "forças ocultas" querem que pensemos. Ainda que enxergar adiante signifique estabelecer as bases sobre as quais a atividade deve se desenvolver.

Sem a definição do ´produto´, por parte de quem compra, o produtor encontra-se numa espécie de vazio legal, impossibilitado de planejar sua criação, de comparar seus resultados, de reclamar dos maus tratos; trabalhar assim é um passo para a "artesanalidade dos abates".

A inversão de valores e a conversão da lã, da carne, da pele e do leite ovinos em mercadoria, só podem ocorrer se o lanifício, o frigorífico, o curtume e o laticínio disserem claramente o que querem comprar. O resto é a boa e velha "lei da oferta e procura", enquanto perdurarem as indefinições - que, com certeza, são um desserviço aos interesses dos produtores e da nação - vigora a "lei do quem pode mais chora menos".

"É com o andar da carreta que os mogangos se ajeitam - basta ter para quem vender os mogangos."

Grande abraço Dr. Kuyumtzief, parabéns novamente, Ivan.

Saudações ovelheiras!
Ivan Saul D.V.M., M.Sc.Vet. - Granja Po´A Porã, 28/dez/2010.

KiLOViVO - Ovinocultura de precisão - (65)99784004

Tangará da Serra - Mato Grosso - Técnico
postado em 29/12/2010

Prezado amigo Ivan Saul:

Agradeço a sua manifestação, pois, além de concordar com o que foi exposto, contribui para completar e tornar mais clara a idéia principal.

Infelizmente,é uma realidade a existência da "lei do quem pode mais chora menos" dentro da ovinocultura brasileira. Se, em países tradicionalmente produtores, é uma condição natural, aqui entre nós é demonstração de imaturidade empresarial. Pretender dominar uma atividade, a produção de carne ovina, que nem, ao menos, está definida como integrante da nossa balança comercial é ter decidido conspirar para que ela nunca atinja esse patamar. Superar, dentro da atividade, esse dogma da cultura tupiniquim de "sempre levar vantagem" não é, apenas, um desafio, é um objetivo a ser atingido e será o primeiro passo para o seu amadurecimento.

A nossa condição atual é de dar-nos as mãos para superar, em primeiro lugar, as dificuldades peculiares as nossas realidades culturais, ambientais e, dentro da espécie ovina, genéticas. A Ovinocultura de Corte nacional vai demorar muito tempo, ainda, para comportar competitividades entre os produtores de carne, pois os mesmos nem, se quer, pertencem, ainda, a uma cadeia produtiva definida e, muito menos, estruturada.

Então, meu amigo, sigamos nessa batalha, pois, como diz uma expressão da nossa terra, "não podemos nos entregar p´ros ...".
Um forte abraço!

***GiORGi***

Marcos Vinicius Grein

Balsas - Maranhão - Consultoria/extensão rural
postado em 06/01/2011

Caro Giorgi,
Brilhante a sua exposição, é de uma clareza solar! É realmente hipócrita a posição adotada pela maioria dos ovinocultores produtores de "animais de elite" que querem nos passar a imagem de que a ovinocultura é uma atividade rentável e a verdadeira solução para as pequenas e médias propriedades rurais. Parabéns!

KiLOViVO - Ovinocultura de precisão - (65)99784004

Tangará da Serra - Mato Grosso - Técnico
postado em 07/01/2011

Prezado Marcos Vinicius Grein:

Fico contente em saber que existe mais um companheiro que comunga com o posicionamento de fazer interagir a visão realista do momento atual, reconhecendo a existência de problemas crônicos, e a coragem para trabalhar na busca de modelos de produção organizados e direcionados que, numa quantidade expressiva de situações, vão contrariar os interesses daqueles indivíduos que parasitam a nossa ovinocultura para sugar as energias e o fôlego dos verdadeiros ovinocultores. Mas esses, com toda a perseverança que os qualifica para continuar na atividade, certamente vencerão essa guerra contra as políticas oportunista daqueles. Perder algumas batalhas faz parte de um aprendizado.

Agradeço o voto de apoio, pois, como você mesmo pode verificar, não foram muitos os que, com opinião própria e visão, se manifestaram quanto as colocações feitas nessa matéria. Infelizmente, entre essa, certamente, gigantesca maioria que discorda das afirmativas ali expostas, não apareceu o manifesto de, ao menos, um que, por considerar as idéias erradas, mostrasse qual deve ser, então, o caminho mais certo. Há décadas vemos, através de diversos veículos publicitários, as mesmas observações cientificamente medíocres culpando sempre os mesmos fatores pela ineficiente ovinocultura nacional: o abate informal; o governo não incentiva; os produtores não atendem a demanda; falta assistência técnica; falta mão-de-obra qualificada; a verminose não tem solução; o custo de produção é muito alto; existem frigoríficos que querem comprar, mas não há produto para ser vendido; é preciso melhorar a qualidade; etc., etc., ... São queixas e mais queixas.

Será que, em vez dessa postura que, pela idade e insistência, já pode e deve ser chama de medíocre, não inteligência e competência para agir? Onde estão os grandes criadores de animais campeões de pista pelo Brasil a fora, que, com os exageros do poderio financeiro, constroem palácios para abrigar e manejar animais que são programados, apenas, para enaltecer os seus proprietários ao vencerem outros concorrentes nas pistas de julgamento das raças da moda. Por que não colocam, paralelamente, toda essa genética alardeada à disposição de produtores de carne? Não de graça, mas nem pelos preços exorbitantes praticados nos ambientes dos eventos especializados que acontecem por aí a fora. É tão fácil criar processos de parceria produtiva, planejada e impulsionada por quem tem condições. Já existem exemplos, embora raros, a serem seguidos. A atividade precisa daqueles que se dispõe a edificá-la. Já, os que só querem levar vantagem PRECISAM ser eliminados.

Um grande abraço parceiro.

Temos um novo ano pela frente. Vamos continuar nosso trabalho.

***GiORGi***

Marcos Vinicius Grein

Balsas - Maranhão - Consultoria/extensão rural
postado em 21/04/2011

Caro Giorgi, mais uma vez, parabéns!

KiLOViVO - Ovinocultura de precisão - (65)99784004

Tangará da Serra - Mato Grosso - Técnico
postado em 25/04/2011

Prezado Marcos Vinicius Grein:

Mais uma vez, obrigado pelo voto de opoio.

Reparou como nesse início de 2011 houve discussões bem calorosas, aqui no FarmPoint, sobre assuntos que, conforme já comentei, não alteram a realidade da atividade. Manifestar-se culpando instituições e/ou organizações é bem mais fácil do que ter a iniciativa de criar, propor e executar ações concretas e efetivas que solucionem os reais gargalos dessa atividade. Cito, como exemplo, o assunto que discutiu a clandestinidade e informalidade dos abates de ovinos; muitos manifestaram as suas opiniões e, quando sugeriam soluções, o compromisso  da execução era: ou do governo, ou das indústrias frigoríficas. Assim é fácil, cômodo e lucrativo sair do anonimato.
Um grande abraço meu parceiro e, como diz o meu amigo Dr. Ivan Saul: "Saudações ovelheiras!"
*** GiORGi ***

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