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Leitor comenta sobre mão de obra na ovinocultura

postado em 05/10/2010

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O engenheiro agrônomo, produtor e instrutor do SENAR/MT Giorgi Kuyumtzief, de Tangará da Serra, Mato Grosso, enviou um comentário ao artigo "Capacitação de mão de obra. Será que o problema é esse?". Abaixo leia a carta na íntegra.

"Prezado Walter:

Sempre que leio as suas matérias, tenho a impressão de que estamos olhando e enxergando a ovinocultura de corte pela mesma "janela". Novamente considero a sua manifestação substancial e oportuna. Parabéns!

Aproveitando o "gancho", quero lembrar que qualquer atividade de produção animal ou vegetal PRECISA estar sustentada em conhecimentos científicos, o produtor querendo ou não, concordando ou discordando. Todo o ambiente que envolve o setor produtivo animal e vegetal vem evoluindo a passos cada vez mais largos nos três principais setores efetivos, quais sejam: sanitário, nutricional e genético. E a grandeza dessa evolução se deve, ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE, aos resultados dos trabalhos CIÊNTÍFICOS nas áreas, principalmente, da genética, química, bioquímica, biologia, microbiologia e informática, as quais geram os novos conhecimentos de biotecnologia, nutrição, melhoramento genético e controle sanitário preventivo e curativo.

Focando, apenas, a ovinocultura, será que, por exemplo, os recursos tecnológicos responsáveis pelo nível de eficiência atual dos processos produtivos australianos e neozelandeses são consequência dos conhecimentos práticos dos produtores tradicionais daquelas nacionalidades? Claro que não. A prática é consequência direta da aplicação certa ou errada de conceitos técnicos que, por sua vez, SEMPRE são forjados por conhecimentos científicos. Um exemplo claro desta afirmação é o que vem acontecendo com relação ao controle das verminoses dos ovinos: enquanto os técnicos especializados e os pesquisadores (cientistas) informam, publicam e repetem, exaustivamente, tudo novamente na esperança de que o produtor APRENDA, este, o produtor, dá-se ao luxo de, baseando-se nos conhecimentos com os quais nasceu e/ou adquiriu na sua forma empírica de conduzir o seu rebanho, opinar e criar manejos sanitários diferentes dos que seriam tecnicamente corretos, eficientes e necessários.

A consequência daninha mais grave do comportamento presunçoso e prepotente dos que já nasceram com a "sabedoria" de um ovinocultor não é o prejuízo monetário que provocam no fluxo de caixa do seu próprio empreendimento, e sim é sofrimento imposto aos indivíduos que formam um rebanho quando são vítimas da fome, das doenças e do desconforto ambiental.

TREINAMENTO e CAPACITAÇÃO da força de trabalho só produzem resultados se a administração do processo produtivo for conduzida de forma profissional e alicerçada em conhecimentos científicos adquiridos em bancos universitários ou, então, comprados de quem os adquiriu.

Um grande abraço".

Clique aqui para ler mais opiniões sobre este assunto.

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