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Mapa institui nova comissão de bem-estar animal

postado em 27/06/2011

7 comentários
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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estabeleceu a Comissão Técnica Permanente de Bem-Estar Animal (CTBEA) para intensificar iniciativas para o bem-estar dos animais de produção e de interesse econômico nos diversos sistemas pecuários brasileiros, que inclui bovinos, aves e suínos, entre outros. As atribuições estão definidas na Portaria nº 524, publicada no Diário Oficial da União da última quarta-feira, 22 de junho.

O grupo tem como metas propor normas e recomendações técnicas de boas práticas para bem-estar animal e fomentar a capacitação dos diversos profissionais envolvidos nas cadeias pecuárias, como já ocorre por meio do Programa Nacional de Abate Humanitário (Steps). O projeto treinou cerca de 2,5 mil técnicos que atuam direta ou indiretamente com bem-estar animal desde 2009. A iniciativa é uma parceria do Ministério da Agricultura com a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, sigla em inglês).

"A nova Comissão vem ao encontro das exigências de mercados como a União Europeia, que cada vez mais cobra e audita parâmetros de bem-estar animal no Brasil", ressalta a coordenadora da CTBEA, Andrea Parrilla.

Outro objetivo do grupo será incentivar a celebração de acordos, convênios e termos de cooperação com entidades públicas e privadas. Atualmente, a Embrapa Aves e Suínos e o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (Etco) desenvolvem atividades em conjunto com o ministério, como cursos de formação de transportadores de suínos e treinamentos dos fiscais federais agropecuários.

Segundo Andrea Parilla, a norma também prevê uma maior interação dos estados com o tema, pois em cada Superintendência Federal da Agricultura haverá um representante técnico que responderá pelas demandas relacionadas à CTBEA. Os integrantes serão indicados pelos superintendentes e receberão qualificação em bem-estar animal.

O que é bem-estar?

O conceito de bem-estar animal refere-se a uma boa ou satisfatória qualidade de vida que envolve determinados aspectos referentes ao animal tal como saúde, ambiente adequado, dieta e longevidade, entre outros.

A definição segue cinco premissas básicas: o animal deve ser livre de fome e de sede; de desconforto; de dor, lesões ou doença; desimpedido para expressar os seus comportamentos normais e isento de medo e aflição.

O bem-estar animal pode ser medido por meio de metodologias - fisiológicas e comportamentais - que reflitam com exatidão este conceito em diferentes situações.

A WSPA lançou, em junho de 2006, um importante documento para estabelecer critérios uniformes para a proteção dos animais em todo o mundo: a Declaração Universal de Bem-Estar Animal (Dubea). O acordo que estabelece diretrizes básicas de bem-estar, reconhecendo os animais como seres sencientes (que têm sentimentos) e sua proteção como importante meta para o pleno desenvolvimento social das nações.

Atualmente, mais de um bilhão de pessoas no mundo dependem diretamente dos animais para sobreviver, o que reforça a ideia do bem-estar animal como fator-chave no planejamento de estratégias para atingir os objetivos de desenvolvimento do milênio, como redução da pobreza e a promoção da sustentabilidade ambiental e da saúde humana.

As informações são do Mapa, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

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Comentários

Ronaldo Marciano Gontijo

Bom Despacho - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 27/06/2011

Os animais, principalmente os porcos e os frangos tem uma qualidade de vida muito melhor que alguns milhões de brasileiros. Pensem nisto.

Fernando Melgaço

Goiânia - Goiás - Mídia especializada/imprensa
postado em 27/06/2011

Essa Comissão Técnica Permanente de Bem-Estar Animal  (CTBEA) veio em boa hora,embora um pouco atrasada.

Quero lembrar que já escrevi alguns artigos técnicos em jornais de classe dos Médicos Veterinários,sobre os sofrimentos dos animais. Nos referidos artigos, tratei mais especificamente dos atos cirúrgicos sem anestesia. Acredito que hoje os profissionais da área estejam mais cautelosos ao praticarem atos cirúrgicos. No entanto,acredito que ainda existam profissionais fazendo pequenas cirurgias sem anestésicos ou apenas com miorrelaxantes, que imobilizam o animal mas não tem efeito anestésico, como acontece com o coridrato de xilazina e outros da classe dos curares.

Pequenas e até grandes intervenções ainda são feitas por práticos, usando-se apenas miorrelaxantes,principalmente as descornas de bezerros e animais adultos; castrações de equinos e bovinos; dermatite interdigital (frieiras) de bovinos e bubalinos e uma série de outras intervenções altamente dolorosas.

Acho isso um absurdo.Para dizer a verdade, trabalhei durante muitos anos como Veterinário de campo e com clínica de pequenos animais e posso dizer com orgulho que nunca realizei uma ato cirúrgico sem anestesia. Até nas descornas de bezerros eu sempre usei anestesia local à base  de xilocaina.

Tantos outros sofrimentos são impostos aos animais, tais como: pancadas, ferruadas, compressão da cauda, principalmente de bovinos e bubalinos, caximbo (torção do lábio superior de bovinos e equinos e uma série de outras atrocidades que se praticam contra os animais.

Faço votos que essa  comissão atue efetivamente,evitando  assim,tantos sofrimentos aos animais.

Atenciosamente,

Fernando Melgaço.

adriano aguilar

ivinhema - Mato Grosso do Sul - Técnico
postado em 27/06/2011

Uma questão de bom senso e principalmente de responsabilidade,falar de bem estar animal é dizer que nos preocupamos com a saude dos nossos animais,principalmente agora em um periodo critico onde muitos não tem nem o que comer nas pastagens,frio e seca e ainda vem as geadas ninguém aguenta né,imagina o bicho nesse tempo sem cuidados,solto no pasto,ja cheguei a ver coisas no campo nessa época que da vontade de chorar,mas com essas iniciativas cada vez mais quem não presta atenção nisso vai ficar em alerta,obrigado!!!

José Ricardo Skowronek Rezende

São Paulo - São Paulo - Produção de gado de corte
postado em 27/06/2011

O bem estar animal em explorações comerciais é assunto importante e delicado. Porém as cinco premissas básicas (o animal deve ser livre de fome e de sede; de desconforto; de dor, lesões ou doença; desimpedido para expressar os seus comportamentos normais e isento de medo e aflição), como qualquer tipo de premissa, dependem de interpretação humana e da definição de critérios de aferição. É um assunto complexo e que muitas vezes envolve aspectos culturais / regionais  bastante polêmicos. Mas não podemos fugir do debate e a participação do governo é vital para que avançemos na direção desejada. Votos de sucesso, de bom senso e tolerãncia a todos os participantes do debate.

Luana Frossard

Brasília - Distrito Federal - Estudante
postado em 27/06/2011

Iniciativas como esta fortalecem a pecuária brasileira. Parabéns a todos que trabalharam em prol da formação da Comissão de Bem-estar animal.

Walter Jark Flho

Santo Antônio da Platina - Paraná - Consultoria/extensão rural
postado em 30/06/2011

Recentemente  assisti reportagem sobre criação de vacas de leite no sistema de confinamento total . As instalações eram bastante sofisticadas contando inclusive com camas especiais. O técnico que apresentava as instalações dava uma ênfase especial ao conforto que estes animais tinham , concluindo sua argumentação com uma frase: "depois de um certo tempo elas (as vacas ) nem saem mais daqui de dentro". Será que esse é o conceito de bem estar animal? Conheço , atraves de literatura, conceitos completamente diferentes com relação a criação de vacas leiteiras. Por ex. ,determinados paises da UE exigem que suas vacas permaneçam em pastagens durante boa parte do ano. Será que fazer vacas produzir  mais de 60 litros leite dia com ingestão de dietas em  que mais de 60% é constituida por concentrados é  confortável para elas? Ah. Esqueci de falar da aplicação de hormônios.


Portanto ,está na hora de discutirmos melhor este assunto . Domingo passado ,foi o primeiro dia deste ano em que minhas vacas foram levadas para piquetes de aveia. Até então estavam sómente no cocho. Foi um espetáculo impressionante como elas expressavam sua felicidade em poder pastejar. Está certo que provocam um estrago pela correria e pulos. Mas tenho certeza de uma coisa . Estavam felizes. Eu tambem fiquei e acho que a médio prazo o verdadeiro bem estar vai ser valorizado.


Pronto! a emoção talvez tenha sido maior que a razão. Podem contestar .


Walter

Francisco Salles de Almeida Filho

Jequié - Bahia - Inspeção sanitaria /matadouro frigorifico
postado em 05/07/2011

Bem-Estar Animal!!!!!!!, Abate Humanitário!!!!!!!
Como as plantas antigas de matadouros -frigorificos vão se adequar "a nova ordem"?.Será que só vai valer pra quem exporta? E o mercado interno? vamos fazer vistas grossas? E o abate clandestino?................como fiscalizar,punir...etc com tão poucos profissionais, ou será que esses 2.5mil tecnicos que dizem que foram treinados darão conta.  

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