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Mendonça de Barros discute crescimento do agronegócio

postado em 04/12/2006

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Segundo o economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, o principal desafio do agronegócio é a retomada do crescimento. Em sua opinião, há duas formas de olhar a agenda do setor para o segundo mandato do governo Lula. A primeira envolve fazer uma retrospectiva da crise enfrentada pelo segmento. A segunda visão é prospectiva.

Em relação à crise, acredita que está ocorrendo superação dos problemas na maior parte das regiões de produção agrícola. Nos estados do Sul, em parte de Goiás e no Mato Grosso do Sul, verifica-se recuperação da rentabilidade. O consultor observa também que, nessas localidades, o clima tem sido "camarada" com os produtores e o estoque da dívida passou a ser "manejável". Essa melhora da lucratividade é causada pelo aumento dos preços dos produtos combinado com queda nos custos.

"Mudou a tendência no setor", diz Mendonça de Barros, referindo-se à reversão do cenário de crise que vinha afetando a agricultura. "O segmento que estava com um quadro bom continua bem ou pode ficar melhor, como é o caso do café." Além do setor cafeeiro, o economista cita também melhora nas culturas de cana-de-açúcar, laranja e algodão. Além disso, ressalta: "Quem estava em situação ruim, começou a ver melhora."

Quanto à agenda para o futuro do setor, José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, acredita que um dos principais fatores de análise daqui por diante é que o dólar continuará barato. As projeções para o final de 2007 são de taxa de câmbio em torno de R$2,2. Para os exportadores, na melhor das hipóteses, o dólar pode chegar a R$2,25.

Assim, é preciso recuperar a eficiência operacional que ficou prejudicada na última safra, em parte, devido à ampliação rápida das áreas de plantio. Mendonça de Barros salientou ainda que houve perda de até 10 sacas/hectare no Mato Grosso, em relação às safras anteriores.

Para o economista, o produtor brasileiro também tem de se acostumar a trabalhar com os mercados futuros para proteger sua rentabilidade. "Não dá para ser bom produtor sem participar também da comercialização. O mercado futuro sempre dá oportunidades para a realização de uma trava nos preços obtidos."

Para que o produtor possa efetivamente aproveitar os benefícios do mercado futuro, além das questões culturais que precisam ser superadas, o consultor indica alguns passos que precisam ser tomados. Primeiro, é preciso ter organização, certo investimento, para que o produtor tenha sempre à disposição fluxo adequado de informações. É importante também a definição de uma estratégia de comercialização.

Na avaliação de Mendonça de Barros, do ponto de vista do produtor, o ideal seria que o mercado de opções fosse mais desenvolvido. O mercado futuro, principalmente no que se refere ao fluxo de caixa necessário, torna essa alternativa inacessível para o produtor brasileiro.

Mendonça de Barros afirma que as políticas públicas que o Brasil precisa para desenvolver o setor agrícola são conhecidas, mas não são praticadas. Deveria haver mais investimento na defesa sanitária e na pesquisa agronômica. "Estamos muito aquém do necessário." É o mesmo quadro existente na questão da infra-estrutura, como em portos e estradas. "Falar sobre isso é chover no molhado."

O economista também vê com preocupação a existência de um viés ideológico contrário ao grande produtor agrícola em parte significativa do governo. Em sua opinião, isso se manifesta nas decisões relativas aos transgênicos e na defesa da propriedade privada. "Há ONGs que recebem dinheiro público e invadem propriedades privadas sem que se tomem providências", declara. O consultor não esconde seu ceticismo em relação a possíveis avanços nessas áreas no segundo mandato do governo Lula, mas cita como contraponto as manifestações quanto a possíveis alterações na política de licenciamento ambiental para obras, o que pode significar postura mais pragmática e menos ideológica daqui por diante.

A matéria é da publicação Síntese Agropecuária, da BM&F.

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