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Milho e soja continuam subindo

postado em 31/07/2012

2 comentários
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Investidores dos mercados de commodities agrícolas estão preocupados com as lavouras de milho e de soja dos Estados Unidos que estão puxando os preços na Bolsa de Chicago. O clima permanece quente e seco nas principais áreas do país, um dos maiores exportadores de grãos. Participantes do mercado estão especialmente atentos à safra de soja, que está em floração, período que exige umidade para assegurar produtividade. Embora o milho já tenha passado desta etapa, pois é plantado antes, ainda há temores com relação a perdas no potencial produtivo.

A alta dos grãos vem mobilizando os setores mais afetados. Representantes da indústria de carnes dos Estados Unidos estão pedindo que o governo suspenda temporariamente a obrigação de se misturar etanol à gasolina, como pede a política energética nacional. Como o etanol no país é feito principalmente de milho, a alta do grão tende a elevar não só o custo de produção do biocombustível como também o das carnes.

Como consequência dos preços altos internacionalmente e a quebra de produção da soja no Brasil os preços praticados internamente continuam altos. Esta semana, no Estado de Goiás o preço médio pago sojicultor foi R$ 67,48/60kg, no Mato Grosso R$ 66,75/60kg e nos Estados do Paraná e Rio Grande do Sul, R$ 69,14/60kg e R$ 64,46/60kg, respectivamente.

Diferentemente da quebra de produção nos Estados Unidos, o milho brasileiro apresenta situação completamente atípica. O Brasil atingirá seu maior volume plantado da história e os preços voltam a registrar altas, justamente no momento da colheita da 2ª safra. O mercado interno voltou a se aquecer, os compradores tentam fechar novos negócios. Muitos, porém, com prazo de pagamento e entrega futura devido à deficiência logística. Mesmo assim a paridade de exportação, mesmo com deságio, está permitindo preços acima de R$ 20,00 no Mato Grosso, R$ 29,00 no Paraná e R$ 30,00 no Rio Grande do Sul. Evidentemente, que este cenário preocupa os produtores, pois com a soja também em alta, os custos da ração se tornam muito elevados.

A matéria é da Equipe AgriPoint, com informações do O Estado de S.Paulo e da Conab.

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Comentários

Pedro Jorge Forte Batista

Fortaleza - Ceará - Produção de gado de corte
postado em 31/07/2012

Excelente informação, pois estamos numa região mais carente deste produto e dependendo das variações de preço e oferta complica nosso planejamento...

Guilherme Alves de Mello Franco

Juiz de Fora - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 31/07/2012

Prezados Senhores: Isto tudo é fruto de uma política interna predatória ao setor produtivo rural brasileiro, já que, em tempos de alta de dólar e de quebra acentuada dos estoques internacionais de soja e milho, motivada pela seca estadunidense, muito melhor aos que produzem estes grãos exportar suas produções que vendê-las no mercado doméstico. Com isso, outros setores, como a pecuária de leite, que poderiam estar se beneficiando da excelente safra e safrinha nacionais e do fato de que, com a quebra da produção nos cinturões americanos, a perspectiva da baixa produtividade leiteira daquele país se nos afigurar, por isso mesmo, alta, estão sendo prejudicados ante a inércia governamental em promover-lhes a necessária e indispensável ajuda, através uma política de preços e de incentivos à produção.

O resultado disso tudo é que ao invés de progresso no campo, teremos uma forte quebradeira, que se materializará nas safras futuras, com a redução drástica dos volumes produzidos e a retirada de muitos do setor, em detrimento do equilíbrio da balança comercial.

Enfim, novamente, o Governo Federal "mata a galinha dos ovos de ouro".

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=

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