Fechar
Receba nossa newsletter

É só se cadastrar! Você recebe em primeira mão os links para todo o conteúdo publicado, além de outras novidades, diretamente em seu e-mail. E é de graça.

MS: Embrapa estuda perfil da ovinocultura em Corumbá

postado em 19/04/2011

2 comentários
Aumentar tamanho do texto Diminuir tamanho do texto Imprimir conteúdo da página

 

O Mato Grosso do Sul possui o oitavo maior rebanho ovino do Brasil, e o crescimento da ovinocultura no estado ocorre principalmente devido a aptidão natural das paisagens (áreas de savana e de campo) que já são tradicionalmente utilizadas para a criação de bovinos, promovendo e facilitando as atividades desse setor, além da aceitação de consumo da carne ovina.

Dessa forma vem sendo realizada uma série de medidas técnicas e políticas com a finalidade de fortalecer a cadeia produtiva de ovinos no Mato Grosso do Sul. A região do Pantanal tem um número expressivo de animais, destacando-se Corumbá, o município com maior número de cabeças.

Com o entendimento de que o desenvolvimento sustentável dessa atividade no município necessita de maiores conhecimentos sobre as práticas de manejo da ovinocultura local, a Embrapa Pantanal realizou um trabalho com a finalidade de verificar o perfil das propriedades que criam ovinos em Corumbá.

O estudo contou com a colaboração da Iagro para a realização das coletas de informações, a partir de fevereiro de 2009. O estudo será concluído em maio de 2011.
Entretanto, algumas considerações iniciais merecem ser divulgadas, como estratégia para o direcionamento de atividades futuras e reflexão dos segmentos envolvidos.

Foram respondidos questionários em 51 propriedades rurais do município, distribuídas nas áreas de assentamentos rurais, arredores da BR262 e estrada parque, além das sub-regiões da planície pantaneira (Nabileque, Abobral, Nhecolândia e Paiaguás. Dessas, apenas duas propriedades criam comercialmente animais, destinados ao abate em frigoríficos, fora do município. Os demais produtores praticam a criação de ovinos para subsistência, e apesar de não haver comercialização, utilizam os animais em atividades de escambo, caracterizando um fluxo de animais entre as propriedades.

Não há registro de índices produtivos na maioria dos criatórios e isso dificulta a detecção de fatores que possam estar prejudicando ou colaborando para a sustentabilidade dessa atividade, mesmo como forma de subsistência e uso local. A maioria dos rebanhos está inserida em sistemas extensivos de produção, utilizando gramíneas nativas e plantas como aromita (Acacia farnesiana) e olho-de-boi (Diospyros hispida).

A escassez de alimento é o principal problema apontado nas propriedades localizadas na parte alta e a maioria dos produtores não dispõe de recursos para formação de pastagem ou suplementação no período da seca. Em contrapartida, as propriedades localizadas na planície apresentam problemas de perdas de animais por predação.

Os animais "mestiços" suportam as condições locais, pois são mais adaptados. Entretanto, é preocupante a expectativa que os pequenos agricultores depositam na introdução de raças melhoradas, que são divulgadas como solução para a organização da cadeia produtiva, vislumbrando o aumento da produtividade e lucratividade.

O manejo sanitário dos animais atende aos cuidados básicos como vacinação antirrábica e vermifugação. De maneira geral, os criadores desconhecem quais são as enfermidades que devem ser controladas com vacinas e a vermifugação é feita periodicamente, com maior frequência nas propriedades da parte alta do que na planície. Muitos produtores não têm informações sobre as questões relacionadas à resistência aos vermífugos, por isso não estão atentos ao uso correto dessas drogas.

As doenças mais comumente visualizadas pelos produtores são as "bicheiras" (miíases), problemas de casco, tosse, a requeima (fotossensibilização), anemia, desnutrição e o "caroço" (linfadenite). Entretanto, a ocorrência de diarreias, carbúnculo, feridas na boca, sarna e conjuntivite ocorrem esporadicamente em algumas propriedades. Muitos produtores não têm conhecimento nem orientação de como devem proceder para prevenir, controlar ou tratar as enfermidades.

Esses primeiros resultados sugerem que apesar do grande número de animais criados no município, ainda há muito a se fazer para capacitar os produtores a conduzir a ovinocultura, como atividade comercial.

A organização de arranjos produtivos locais, priorizando ações de formação dos produtores, orientando sobre manejo nutricional, manejo sanitário, administração do sistema produtivo e comercialização parecem fundamentais para estruturar essa atividade no município.

As informações são da Embrapa Pantanal, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

Avalie esse conteúdo: (e seja o primeiro a avaliar!)

Comentários

maria de lourdes silva

Bom Sucesso do Sul - Paraná - OUTRA
postado em 29/11/2013

Boa tarde, sou artesã e meu interesse é na lã gostaria de saber se vcs tem para vender, o preço, endereço  e quando vão tosquear. Grata Maria de Lourdes

maria de lourdes silva

Bom Sucesso do Sul - Paraná - OUTRA
postado em 29/11/2013

Gostaria de saber se tem lã para vender, a época que vão tosquear, endereço sou artesã e vou precisar ed lã. grata Maria de lourdes

Quer receber os próximos comentários desse artigo em seu e-mail?

Receber os próximos comentários em meu e-mail

Envie seu comentário:

3000 caracteres restantes


Enviar comentário
Todos os comentários são moderados pela equipe FarmPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

Copyright © 2000 - 2020 AgriPoint - Serviços de Informação para o Agronegócio. - Todos os direitos reservados

O conteúdo deste site não pode ser copiado, reproduzido ou transmitido sem o consentimento expresso da AgriPoint.

Consulte nossa Política de privacidade