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MST ameaça invadir áreas produtivas

postado em 04/09/2009

12 comentários
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Desencantados com a atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que parece cada vez menos disposto a cumprir a promessa de atualizar os índices de produtividade rural no País, os líderes do Movimento dos Sem-Terra (MST) planejam mudanças em suas táticas. Estudam a realização de uma jornada de ocupação de propriedades produtivas.

O argumento do MST é que o governo, ao postergar a atualização dos índices com receio das reações da bancada ruralista no Congresso, desrespeita a Constituição e outras leis que tratam do assunto. "Se o governo, os empresários rurais e os seus representantes acham que o caminho ideal é o não cumprimento das leis que preveem a atualização dos índices, isso nos dá o direito de descumprir a lei que impede a ocupação de propriedades produtivas", disse ontem João Paulo Rodrigues, porta-voz da coordenação nacional do movimento.

"Ao impedir o debate sobre desapropriação de propriedades produtivas, a bancada ruralista está montando uma arapuca para os próprios empresários rurais. Nós podemos pôr em andamento uma jornada de ocupação das chamadas terras produtivas", continuou o porta-voz do MST. "A reação à atualização dos índices é ideológica, pois não altera grande coisa. O governo prometeu mudar, mas diante da reação, especialmente do PMDB, ficou assustado e recuou, deixando de cumprir o que está determinado na Constituição do Brasil."

Na opinião do líder dos sem-terra, o presidente Lula perdeu uma oportunidade histórica. "Lula, que vai sair do governo como o presidente que não fez a reforma agrária prometida, perdeu a oportunidade de sair como o presidente que teve a coragem de atualizar os índices, após mais de trinta anos de espera", afirmou.

A Executiva Nacional do PT divulgou ontem uma nota afirmando que a atualização dos índices é "legal e necessária". A nota defende a proposta de novos índices encaminhada dias atrás ao presidente Lula pelos ministros Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência, e Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, mas não faz nenhuma referência às indecisões do governo sobre o assunto. Chega a dar a impressão de que a mudança já ocorreu.

"O anúncio da atualização dos índices, feito pelos ministros Luiz Dulci e Guilherme Cassel, foi uma decisão amadurecida e calcada em fundamentos exclusivamente técnicos e legais", diz o texto. "O governo Lula prioriza o combate à pobreza e às desigualdades e não discrimina os setores produtivos, ao contrário, estimula o seu crescimento e melhor desempenho. A medida se reveste de justiça e legalidade, constituindo-se em mais um resgate social do governo Lula."

Os ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e da Agricultura, Reinhold Stephanes, devem se encontrar nos próximos dias para tentar encontrar uma solução que agrade tanto aos sem-terra e aos ruralistas.

A matéria é de Roldão Arruda, publicada no jornal O Estado de S.Paulo, adaptada e resumida pela Equipe AgriPoint.

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Comentários

Pedro

Serra do Salitre - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 04/09/2009

Se os homens de bem desse país, principalmente as elites intelectuais e financeiras não acordarem, e deixarem de fazer que não estão enxergando o que está acontecendo por aqui. Quando acordarem será tarde, esse movimento guerrilheiro de esquerda, de
linha Albanesa e Maoísta, já terá se juntado as FARCS e a outros movimentos de esquerda do continente, e já terão implantado uma ditadura comunista no Brasil, como parece estar acontecendo em outros países vizinhos. Isso já foi decidido em 1995, em São Paulo, num congresso das esquerdas Sul Americanas.

Diogo Dias Teixeira de Macedo

São Sebastião da Grama - São Paulo - Engenheiro Agrônomo
postado em 04/09/2009

Uma pergunta: qual será a produtividade dos assentamentos? Será que ela chega aos índices hoje estipulados?

Paulo Luís Gonçalves Campelo

Belo Horizonte - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 04/09/2009

Amigos, estamos diante de uma prova clara e evidente da necessidade URGENTE da união de TODOS os Produtores Rurais Brasileiros e de todos aqueles que exercem atividades relacionadas ao meio Rural, no Brasil é difícil encontrar um profissional cuja atividade não seja afetada de forma direta ou indiretamente pelos benefícios de uma atividade que movimenta 1/3 do nosso PIB.

Os militantes do MST são em muito menor número se comparados ao número de Produtores Rurais, mas levam uma grande vantagem, estão unidos, não têm nada pra fazer, então vivem fazendo reivindicações pelo país a fora e o resultado disso é o que estamos vendo, possuem representantes fortes no Governo, que os defendem, possuem uma liderança ativa, que briga, que defende os interesses do movimento e com isso estão conseguindo coisas que em qualquer país sério do mundo seria inimaginável.

Tenho absoluta certeza de que existem muitos profissionais liberais por aí, que apoiam o MST, qua acham que é justa a desapropriação de terras produtivas para serem entregues nas mãos de especuladores do MST, e que, só vão perceber os efeitos dessa injustiça ao se verem diante de uma crise econômica provocada pelo extermínio de um setor que é o maior responsável pelo saldo positivo da Balança Comercial Brasileira, só que aí será tarde demais. A conta da farra desses baderneiros será rateada em igual proporção para todos os Brasileiros.
Até quando iremos ficar estáticos diante dessa ameaça? Por favor, caro amigo, ao ler esse artigo, compartilhe-o com seus amigos, esse é um assunto muito sério e oprecisa ser encarado com a mesma seriedade por todos nós.

Abraços.
Paulo Campelo

Paulo Luís Gonçalves Campelo

Belo Horizonte - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 04/09/2009

Se a Constituição Brasileira regulamenta a alteração desses índices de forma arbitrária e irresponsável como estão querendo nos impor, já passou da hora de nos unirmos em prol da alteração dessa Lei através de um forte movimento a nível Nacional, através de um grande abaixo assinado onde, eu tenho certeza, todos os Produtores Rurais Brasileiros assinariam, essa seria uma maneira da gente mostrar que também podemos nos transformar em uma classe organizada. Se isso acontecesse um dia, nunca mais seríamos desrespeitados como somos hoje.

Antonio José Sader Khouri

São Paulo - São Paulo - Produção de caprinos de leite
postado em 04/09/2009

Eu não sei como o governo ainda trata estes baderneiros e foras da lei do MST como movimento social legítimo;eles andão por ai fazendo ameaças e terrorísmo com quem realmente trabalha e o governo usa dos nossos impostos para sustentar estes desocupados.
É hora de toda sociedade de bem se revoltar e enfrentar com as mesmas armas esta "gente".

Antonio José

Paulo Cesar Bassan Goncalves

São José do Rio Preto - São Paulo - Produção de gado de corte
postado em 04/09/2009

E por falar em índices de produtividade basta comparar a resposta do Brasil agropecuário à famigerada crise ao desempenho do resto do pais. Aliás esta questão de determinar quanto uma empresa deve produzir por decreto não passa de uma aberração, anomalia bestial, deformidade de um sistema que não sabe para que lado vai. Não podemos permitir tais imbecilidades. Se necessário for que se mude a Constituição, pois nenhuma constituição torna o mundo quadrado. O mundo é redondo e gira.
Chegou a hora da nossa comunidade dizer adeus a estas idéias fossilizadas e mumificadas do século passado. Lembrem-se que os dinossauros foram extintos porque não se adaptaram às transformações.

Jornal Raízes Rurais

Barra Mansa - Rio de Janeiro - Mídia especializada/imprensa
postado em 04/09/2009

Amigos, estou coletando algumas opiniões para publicar na próxima edição do Jornal Raízes Rurais sobre a questão dos índices de produtividade. Então, se alguém se dispuser a opinar no jornal nossa e-mail é raizesrurais@hotmail.com estamos à disposição.
Grande abraço;
Ádamo
Editor

Orlando Vieira de Figueiredo Silva

Nova Monte Verde - Mato Grosso - Produção de gado de corte
postado em 04/09/2009

Acho que teremos de nos aproveitar e fazer cumprir realmente a Lei, pois vemos inumeros assentamentos improdutivos, que por Lei teriam que ser novamente redirecionados, a quem realmente quer produzir, por que não fazer estas terras, assentadas por estes que dizem querer trabalhar na TERRA.
Pena que isso é quase impossivel, mas o Governo deveria emprestar a Terra e não doar, pois somente assim iria lá quem quer realmente trabalhar, e aqueles que estão lá pra comercializar, ficariam de fora.
Isso sim seria aplicar a LEI.

Tacio Nogueira Costa

Ruy Barbosa - Bahia - OUTRA
postado em 05/09/2009

A fraqueza do Governo encaminha aos cidadões de bem a pegar nas armas para defender seus lares, propriedades e a familia, este e um retrocesso da sociedade, não quero sentir saudade da ditadura, que os homens de boa vontade reflitam.

roney domingues fernandes

Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Produção de gado de corte
postado em 05/09/2009

Proximo a minha propriedade,na regiao de campo grande ms, foi vendida uma fazenda para o incra para fins de reforma agraria,tudo amigavelmente. Para os assentados entrarem no lote levou mais ou menos tres anos.Hoje ja existe 30%dos lotes abandonados,em termos de producao nem para subsistencia. Ate quando esse idiotas irao continuar com esse sistema falido de reforma agraria.

João Andrade de Souza Filho

Vilhena - Rondônia - Instituições governamentais
postado em 07/09/2009

Agora, me digam: pra que que o MST quer saber índice de produtividade? Pelo que sei, a única coisa que eles plantam é a discórdia e a baderna.

João Pires Castanho

São Roque - São Paulo - Produção de gado de corte
postado em 02/10/2009

Este pais esta virando terra de ninguem, daqui a pouco o MST vai querer assumir a presidencia do pais também.

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