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Mutirão de combate à sarna ovina cura mais de 50 mil animais no RS

postado em 11/10/2013

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Desde o início de 2013, a equipe do Programa Estadual de Sanidade Ovina e Doenças Parasitárias da Secretaria Agricultura (Seapa) tratou 52,8 mil ovinos nas regiões da Campanha e Fronteira Oeste do Estado. Destes, a maioria, 31.200, estavam em propriedades de Santana do Livramento. Nesses locais, foram constatados os maiores focos do parasita. O tratamento ocorreu em três estágios, sendo o segundo com intervalo de sete dias, totalizando 105,6 mil, uma vez que os mesmos animais foram atendidos duas vezes.

Do total, pelo menos 20 mil pertenciam às propriedades com o foco. Segundo relatório final do trabalho enviado pelos técnicos da Seapa, entre as etapas de tratamento e revisão, com dois meses de intervalo entre elas, houve 100% de cura.

Novos focos estão surgindo, conforme o documento. "Mas estão sendo facilmente controlados, pois não envolvem muitos animais. O trabalho de vigilância ativa deve prosseguir para não corrermos risco de enfrentar novos grandes focos no futuro", recomenda o fiscal estadual agropecuário, Ivo Junior.

Em forma de mutirão, os atendimentos também se estenderam às propriedades lindeiras. Os animais receberam antiparasitários e foram marcados. "Foi importante demonstrar e conscientizar os ovinocultores na condução correta de um tratamento contra a sarna porque o nosso pecuarista e empregados não estão mais familiarizados com esta parasitose e o seu controle", informa Junior.

Sarna

A sarna a doença causada por um ectoparasita (parasita de peles, externo) originado do ácaro Psoroptes Ovis, que provoca coceira intensa no momento em que perfura a pele dos ovinos para se alimentar de soro. Normalmente, leva à diminuição do apetite e, consequentemente, à baixa dos índices produtivos dos animais.

Provoca enfraquecimento e queda da lã, feridas na pele e é extremamente contagiosa. Não raramente causa a morte. É uma doença de notificação obrigatória e deve ser comunicada às Inspetorias de Defesa Agropecuária sempre que se verificar lãs nas cercas, animais se coçando (movimento de pedalar), se esfregando em paredes e cercas, lambendo e puxando a lã nos flancos, perda de lã e feridas em forma de crostas secas e úmidas.

Histórico do controle no Estado

O início do controle e combate à parasitose ocorreu no ano de 1942, através do Decreto Nº 556 que instituiu o combate obrigatório à sarna ovina no Estado.

O problema estendeu-se até o final da década de 1990, quando os focos começaram a reduzir drasticamente. Chegou-se a pensar que haveria um processo de erradicação. A provável causa da redução deveu-se aos endectocidas, principalmente à Ivermectina, que revolucionou o mercado de parasiticidas na década de 1980.

Em 2007, após longo tempo, foi notificado um único foco na região de Arroio dos Ratos. Em 2009, surgiu outro registro na fronteira com o Uruguai, em Santana do Livramento.

Em 2010, houve notificação de mais dois focos. E os números foram aumentando: em 2011, dez focos, e 2012, 12 focos. No final do ano de 2012, a Seapa resolveu iniciar combate mais organizado, na expectativa de frear o aumento dos casos na fronteira.

A Argentina é um centro de referência na pesquisa da sarna ovina. Na estação experimental do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), as pesquisas são constantes, segundo o fiscal agropecuário da Seapa. "É imprescindível a formação de novos servidores nesta área, pois nos dias de hoje, no Estado do Rio Grande do Sul, quem conhece a sarna ovina e sabe como diagnosticá-la e combatê-la são os servidores da Seapa, principalmente os médicos veterinários da região Sul e Fronteira do Estado, onde se encontra a maior concentração da ovinocultura gaúcha", afirmou. De acordo com Ivo Junior, é possível afirmar que a Seapa tem os melhores especialistas brasileiros em sarna ovina.

As informações do Rural Centro, adaptadas pela Equipe FarmPoint.
 

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