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Nova bancada ruralista inclui temas antigos e incômodos

postado em 17/03/2011

9 comentários
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A nova bancada ruralista, composta por 217 deputados e senadores, escolheu uma ampla variedade de bandeiras polêmicas para empunhar até o fim dos atuais mandatos, em 2015. O relançamento da Frente Parlamentar da Agropecuária, comemorado ontem (16) deixou claro que os parlamentares se sentem fortalecidos pela expressiva votação obtida por membros do "núcleo duro" e pelo reforço de nomes ainda mais ligados ao lobby do campo. "Temos força e objetivos", resume o presidente da frente, deputado Moreira Mendes (PPS-RO).

As propostas da renovada bancada ruralista incluem temas antigos e incômodos. E esbarram em outras bancadas influentes, como a sindical e a ambientalista. "Nosso programa é a síntese da nossa realidade. É o que aflige o produtor. Temos que encarar de frente", diz Mendes. "O Brasil precisa enfrentar essas discussões. Não vamos resolver tudo, ainda falta coisa. Mas é um começo".

Depois da reforma do Código Florestal, ainda em polêmica discussão no Congresso, a bancada se prepara para combater o que considera "farra" de criação de unidades de conservação e áreas indígenas. "Não sou nenhum radical, mas precisa ter critério. É grave. Um antropólogo vai lá e resolve que determinado lugar tinha índio, mesmo transposto, e precisa demarcar", critica Mendes.

Para ele, a Fundação Nacional do Índico (Funai) "não quer saber" se tem produção ou famílias na região. "Um simples ato do presidente da Funai, apoiado pelo ministro da Justiça, cria uma reserva e ponto. Isso virou regra para unidades de conservação e terras quilombolas. Generalizou, virou festa".

Outra enorme polêmica está concentrada na revisão da legislação trabalhista. "Não podemos conviver com uma lei trabalhista de 1945. Quantos itens cada empregador tem que cumprir?", questiona Mendes. Os ruralistas se queixam da extensa lista de exigências feitas pelo Ministério do Trabalho nas fiscalizações de campo. "Hoje, um trabalhador não pode nem comer um prato de comida na sombra de uma mangueira que configura trabalho escravo".

Um tema antigo que deve ser objeto de amplo debate da bancada em outras comissões da Câmara e do Senado é a revisão dos índices de produtividade usados pelo governo para fins de reforma agrária. Hoje, basta uma portaria interministerial da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário para modificar os parâmetros. O tema está atualmente em debate.

Os ruralistas rejeitam qualquer alteração nas regras, mas os movimentos sociais buscam atualizar os índices para abrir novas áreas à reforma agrária. "Isso tem que ser debatido por várias mãos. Não pode ser feita por um ministro ou outro nem de forma ideológica. O Congresso precisa debater", reivindica o líder ruralista.

A reportagem é do jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe AgriPoint.

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Comentários

Carlos Heitor Garcia

Jataí - Goiás - Produção de gado de corte
postado em 17/03/2011

Uma estrategia importante para a bancada ruralista,é manter os sindicatos rurais informados de quais deputados fazem parte da frente parlamentar da agropecuária,e,se realmente estão votando e apresentando projetos que beneficiem do pequeno ao grande produtor rural.

Gabriel Affonso Dutra

Jaguarão - Rio Grande do Sul - Produção de gado de corte
postado em 17/03/2011

Agora sim eu vi alguém realmente defender a nossa classe, contra esta zona que são estas leis ridículas e que somos obrigados a aturar. Parabéns ao deputado Moreira Mendes e espero que o seu discurso sirva de exemplo e de base para outros deputados. Pois já chega de alimentarmos as cidades e sermos taxados de improdutivos e exploradores.

LUIZ SIMONI

Umuarama - Paraná - Produção de café
postado em 17/03/2011

Antropólogo acha que aumentando áreas de terras para os indígenas, vai resolver toda os problemas que afligem os índios.
No Mato Grosso do Sul e no Paraguay, é comum o suicídio de jovens indígenas. Toda a semana tem-se notícias de suicídios.
Falta de terra?
Falta de vergonha na cara destes pseudos técnicos da Funai e outros orgãos do governo.
Eles se matam poque enxergam logo cedo que nunca conseguirão, ter o nível cultural, econômico, alimentar, educacional, etc... do chamado branco. Quem não quer tomar um banho quente por dia, tomar pelo menos duas refeições diarias, antena parabólica, motocicleta, roupa e calçados. Eles vivem a metros disto tudo sem acesso. O antropólogo acha que que o índio deve morar em ranchos cobertos com folhas de coqueiro, dormir no cão com os pés voltados para uma fogueira, eles (os antropólogos) sonham que um dia o índio volta a andar pelado na floresta. Porque o antropólogo não põe seus filhos para viverem uma semana num inverno chuvoso no meio dos índios? Nestes dias morrem muitas crianças indígenas. O problema principal é EDUCAÇÃO, deveríamos iniciciar com os pequenos indígenas ensinando o WINDOWS, com uma base alimentar sólida e moradia digna. Quando crescerem não haverá suicídio.

claudio cicero alves

Carmo do Paranaíba - Minas Gerais - Produção de gado de corte
postado em 18/03/2011

Até que enfim estamos vendo alguém defender realmente quem trabalha. Parabéns bancada dos trabalhadores de verdade, que são os ruralistas que sustentam suas familias , as cidaddes as lojas , as revendas de máquinas, sustentam uma cadeia e são taxadas pelos ignorantes que as vezes está sentado numa sala c secretária com hora marcada p atender as pessoas com ar condicionado e tudo mais e chama o proprietário rural de caloteiro de devastador de floresta

José Humberto Alves dos Santos

Areiópolis - São Paulo - Produção de leite
postado em 21/03/2011

Seria pedir demais ao Milkpoint que relacione os 217 deputados e senadores que compõem a tal da Bancada Ruralista e sua respectiva filiação partidária?

osmar bagetti

Ijuí - Rio Grande do Sul - Produção de leite
postado em 21/03/2011

muito bem realmente pode ser bom principalmente com relação as leis trabalistas que presisan mudar pois vejo que se formou uma mafia onde que un procesa outro condena , isso ten q mudar

Lineu Quirino F. Bueno

São Paulo - São Paulo - Produção de gado de corte
postado em 23/03/2011

Não nos deixemos enganar por estes 217 parlamentares ditos ruralistas. Esta definição de ruralistas provém do fato de eles terem registrados em seus nomes algum tipo de propriedade rural, propriedades estas que foram em alguns casos, adquiridas com dinheiro de fontes mais do que duvidosas. Também não vamos é claro generalizar, pois sem dúvida, parte destes 217 nobres parlamentares, além de legislarem em causa própria, também estão do lado da verdade, do realismo, da melhoria das leis e da segurança para o produtor rural.

leo b ferreira

São Sebastião do Paraíso - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 30/03/2011

Apreciei todos os comentários, mas o do Sr. Luiz Simoni (Paraná), muito bom!!! parabéns!!!

Artur Queiroz de Sousa

Cambuquira - Minas Gerais - Produção de café
postado em 01/04/2011

O caminho esta se abrindo. Vamos a Brasilia na segunda-feira, fazer pressão, para que esses parlamentares desçam do muro e votem. Agora é a hora. Se tudo der certo, logo teremos o Novo Código Florestal votado e aprovado, tirando mais de noventa porcento dos produtores da ilegalidade, e dos abutres que estão de olho em nos multar.

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