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OMC: Rodada Doha deveria focar poupança e consumo

postado em 25/06/2010

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O secretário-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy afirmou que as diferenças em fatores macroeconômicos - não as políticas comerciais - são a principal causa dos desequilíbrios entre os balanços externos dos países. Ele insistiu que a Rodada Doha de negociações sobre o livre-comércio mundial - que até agora não atingiu o objetivo desejado - não está morta. "As negociações internacionais sobre o comércio nunca morrem, elas só ficam mais longas", avaliou.

Um dos motivos pelos quais é tão difícil concluir a Rodada Doha é o fato de as negociações mundiais sobre o comércio terem ficado mais complexas desde a Rodada Uruguai e a formação da OMC, segundo Lamy. O processo agora inclui 153 países-membros e muito mais objetivos do que em rodadas anteriores, acrescentou.

Durante uma sessão de perguntas em uma apresentação no Conselho de Relações Exteriores em Nova York, Lamy também disse que haveria mais sucesso na solução dos desequilíbrios mundiais se o foco da abordagem fosse baseado na poupança e no consumo e não na alteração de políticas comerciais. Os comentários da autoridade foram referentes à relação entre os EUA e a China e vieram após ele se recusar a avaliar a importância da decisão chinesa de flexibilizar a política cambial.

Ele disse ser apropriado o fato de a OMC não comentar políticas cambiais, não apenas porque as regras internacionais separam essas políticas daquelas aplicadas ao comércio, mas também em razão de as negociações sobre o comércio tomarem muito mais tempo do que o necessário para que as taxas cambiais voltem ao equilíbrio.

"Nossos relógios avançam a cada 15 anos", disse Lamy, tendo como base o tempo médio que uma rodada de negociações comerciais leva para ser negociada e implementada. Já as moedas tendem a seguir as economias, acrescentou.

O secretário-geral da OMC porém destacou a "atmosfera" política associada ao debate sobre o regime cambial da China, ressaltando que há uma "discussão acalorada" no país sobre se as reservas do banco central devem ser consideradas propriedade da população. Isso "é algo que não foi estimado" pela maior parte dos analistas fora da China, segundo Lamy.

Ele apresentou uma perspectiva otimista para o comércio mundial, afirmando que o mundo não recorreu, em termos gerais, a medidas protecionistas após a crise de 2008 em parte porque a OMC e a "cultura de transparência" implementada pela organização dificultaram esse tipo de atitude. Segundo Lamy, há também uma compreensão mais ampla da interdependência econômica mundial do que há 20 ou 30 anos, o que estimula "a ideia de que se você restringir as importações, seu vizinho provavelmente fará o mesmo."

A autoridade alertou que "enquanto o desemprego continuar elevado, as pressões protecionistas existirão", mas expressou confiança no enraizamento do comércio mundial. "Não vejo nenhum motivo por que o comércio deixaria de ser global".

As informações são da Dow Jones, divulgadas pela Agência Estado, adaptadas pela Equipe AgriPoint.

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