Pesquisadores dos EUA analisam genoma ovino para resistência a parasitas

postado em 21/10/2011

 

A resistência genética a parasitas nematóides que infectam ovinos foi descoberta por uma equipe de cientistas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e do Instituto Internacional de Pesquisa Pecuária (ILRI, sigla em inglês).

Os pesquisadores são os primeiros a detectar Locos de Características Quantitativas (QTL, sigla em inglês) - locais genéticos nos cromossomos - para resistência a parasitas nematóides gastrointestinais em populações de duplo-retrocruzamento em regiões tropicais que causam significativas perdas econômicas. Os ovinos infectados com os parasitas sofrem de diarreia, anemia, perda de peso e, às vezes, morte.

O geneticista do Henry A. Wallace Beltsville Agricultural Research Center, em Beltsville, que faz parte do Serviço de Pesquisa Agrícola (ARS), Tad Sonstegard, bem como pesquisadores do ILRI, no Quênia, esperam identificar os genes que aumentam a tolerância a parasitas e com isso aumentar a produção de animais a pasto. O ARS é a principal agência de pesquisa científica do USDA e essa pesquisa dá suporte à prioridade do USDA em promover a segurança alimentar internacional.

No estudo, os pesquisadores mapearam as regiões do genoma que controlam a resistência a parasitas nematóides gastrointestinais em uma população ovina criada pelo ILRI. Carneiros híbridos foram produzidos cruzando um Red Maasai, que é tolerante a parasitas gastrointestinais, com um Dorper, uma raça que é mais susceptível ao parasita. Vários descendentes dos carneiros híbridos foram, então, cruzados com ovelhas Red Maasai ou Dorper para completar o retrocruzamento.

Os cientistas analisaram o genótipo de 20% da progênie híbrida para mapear o QTL que afeta as características de resistência a parasitas. O volume dos glóbulos vermelhos e a contagem de ovos fecais - indicadores dos parasitas - foram coletados por três meses de mais de 1.060 cordeiros que foram colocados em pastagens infectadas com parasitas. Os cientistas selecionaram os cordeiros para determinar o genótipo baseado nos indicadores de parasitas. Eles detectaram significante QTL para contagem média de ovos fecais e volume dos glóbulos vermelhos nos cromossomos 3, 6, 14 e 22.

Futuros estudos focarão na determinação do genótipo dos mesmos animais usando o OvineSNP50, que é uma ferramenta que pode examinar mais de 50.000 locais no genoma, disse Sonstegard.

A reportagem é do www.wisconsinagconnection.com, traduzida e adaptada pela Equipe FarmPoint.

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Comentários:

eldar rodrigues alves

Curitiba - Paraná - Eletrica
postado em 21/10/2011

Ola
Muito bom , se no Brasil alguem tivesse interesse , eu tenho uma ovelha poll dorset importada no ventre da Australia que numca precisou ser vermifugada, claro eu vermifuguei algumas oportunidades só por preucação, maso famacha sempre esteve otimo, sempre foi feito de 15 em 15 dias . Seria um otimo animal para ser estudado
Eldar
www.cabanhakingsize.com.br

Lucas Aflísio Reis da Silva

Alfenas - Minas Gerais - Produção de ovinos
postado em 22/10/2011

   Uma pesquisa dessas levará à uma inovação enorme no controle  de endoparasitas que é muito complexo para se obter uma baixa infecção de parasitas...

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