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PR: Capanema recebe caprinos para ampliar plantel

postado em 03/04/2008

2 comentários
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O Centro Municipal de Produção de Caprinos de Capanema (PR) recebeu 18 matrizes caprinas mestiças e um reprodutor bôer nesta quarta-feira. Eles foram adquiridos através do programa de apoio à estruturação das cadeias de ovinos e caprinos da Secretaria da Agricultura.

O centro pretende multiplicar os animais e repassá-los aos agricultores interessados em começar uma criação. Segundo o secretário Valter Bianchini os animais vão melhorar a genética da cadeia produtiva que começa a ser implantada na região.

Ele lembrou que Capanema é um importante produtor de grãos - soja, milho e feijão - mas que agora, dentro da linha de diversificação implantada pelo atual governo, passa a contar com outras alternativas, como a produção de cabras, mel, frutas e cana-de-açúcar.

Desde a implantação do projeto, 300 animais foram disponibilizados no Iapar de Pato Branco para multiplicação genética, de acordo com o coordenador estadual do programa, José Antônio Garcia Baena. Em parceria com o Senar, cerca de 3,5 mil pessoas foram capacitadas, além de cursos realizados para 40 técnicos especializados em ovinocultura e caprinocultura, e outro para 16 técnicos especializados em inseminação artificial de caprinos.

O programa também repassou matrizes e reprodutores para oito colégios agrícolas, que se comprometeram a difundir a criação dos animais entre os agricultores familiares, informou a Agência Estadual de Notícias.

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Comentários

Renato Mocellin Lopes

Guarapuava - Paraná - Produção de caprinos de corte
postado em 07/04/2008

Um programa de incentivo a caprinocultura seria ótimo, mas, ficam minhas dúvidas se sob esta forma, não estamos andando ao contrário.

É unânime entre os já criadores da nossa região que existem outros problemas a serem discutidos e solucionados na cadeia antes do repasse de animais para novos criadores.

Convivemos com um problema sério de comercialização. Não existem projetos industriais sólidos que possamos contar no momento de vender a produção. Sempre que os animais chegam no ponto de venda, o próprio produtor precisa sair atrás de quem compre as carcaças e providencie o abate (sem entrar em detalhes sobre o abate clandestino).

Outro problema sério, são os animais de descarte, obviamente não existem industrias (sólidas) elaborando nenhum tipo de produto que possa conter a carne destes animas, como embutidos. O couro está indo para o lixo.

Enfim, possivelmente, da forma como vem sendo trabalhado, o programa irá colocar mais pessoas para enfrentarem os mesmos problemas que estamos enfrentando por vários anos, e não são discutidos nem solucionados. Por desconhecer por completo as ações do programa, porém, tendo por base as ações que são divulgadas, espero que tais pontos sejam colocados em discussão e soluçoes sejam encontradas.

Antônio Ivanir Gonçalves de Azevedo

Curitiba - Paraná - Distribuição de alimentos (carnes, lácteos, café)
postado em 10/04/2008

Dando todo apoio ao que comentou o Renato Mocellin Lopes, vou repetir o que disse em Guarapuava, no ano retrasado, por ocasião da "última" Expoguá que participamos: existe muita conversa, muita fumaça, e pouco resultado no que dizem.

Ou seja: depois da cortina de fumaça não tem nada. Assisti o Secretário estofar o peito, falar mal dos desafetos do Govenador (como se fosse um alter ego deste), e depois dizer que o Estado recebeu milhões em verbas a fundo perdido que, como o fundo e a responsabilidade, perderam-se para outro lugar. Não chegaram na agricultura, no produtor, no setor primário sério.

O projeto panela cheia do passado, deu na importação de bichos de descarte e até animais castrados, que, como o projeto, os animais acabaram mesmo foi na panela, e não na produção. Um projeto eficiente, tem que estar amparado num tripé, em que se produz para sustentar, para comercializar, e para aumentar a produção.

Por isso, quando vejo essas notícias espantosas, gosto de anotar, para ver quando vão falar do resultado. Nunca mais se fala. Num desses encontros em que se falou de muita coisa e nada de prática, ouvi até a balela de que um grande projeto estava sendo desenvolvido no norte do Paraná, e o primeiro passo havia sido dado: contratado um "designer" para fazer o logotipo! Haja paciência! Um certo ocupante de cargo no governo disse uma vez que "o Governador tem todo interesse neste projeto". Respondi: melhor que não tenha interesse, pois eu não tenho no governo e é melhor o governo não se meter nisso. Pois, está visto por dezenas de anos de experiência, que onde ele se mete, atravanca tudo.

Esteio dos anos passados está aí para provar: a incompetência é tal que, para disfarçar, proibe-se a entrada de animais de outros Estados. Já dei também a resposta sobre isso: não comprem mais nada lá, deixem-nos fechados na própria concha, e daqui a pouco teremos efeitos iguais à dinastia dos Capetos: mancos, tortos, etc. Por isso, fomos buscar em outras plagas quem nos trate melhor. Mas, não com o governo.

Os problemas de cadeia produtiva e de comercialização que temos hoje, caro produtor Guarapuavano, deve-se a que nos mantemos tímidos, dizemos amém a tudo que os órgãos ditos controladores - e que não controlam nem a si mesmos - e não procuramos outros mercados. A FEINCO está aí, abrindo opções e crescendo a cada ano. Logo poderá desbancar a Expointer, se a política por lá continuar assim.

As opções do produtor poderão melhorar, se houver uma união maior, e não esse isolamento. Se não atendemos grandes mercados, é porque não temos produção suficiente, ou, até podemos ter, se considerarmos os números globais. Mas a falta de iniciativa e de união prejudica o crescimento desses objetivos.

Temos aí a EFAPI, em Ponta Grossa, em setembro. Vamos prestigiar, apoiar, e começar a fazer barulho.

Temos um enorme mercado para atender, mas, precisamos saber quem poderá formar um grupo para garantir a fidelidade desse mercado.

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