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Preço do cordeiro sobe e anima criadores no RS

postado em 22/11/2010

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A escalada do preço do cordeiro anima os criadores do Rio Grande do Sul para a temporada de feiras de ovinos. Com o consumo da carne em alta e a escassez de oferta pela redução do rebanho no Uruguai, tradicional fornecedor para o Brasil, o preço médio do quilo vivo no Rio Grande do Sul, conforme a Emater, chegou na semana a R$ 4,30 valor 81,43% maior do que na mesma época do ano passado.

"Haverá intensa procura nesses leilões de final de primavera, e os preços irão às alturas. Existem criadores novos e outros estão retornando à atividade" - diz o presidente da Federação Brasileira de Criadores de Ovinos Tipo Carne (Febrocarne), Vilson Ferreto.

A valorização do cordeiro, sustenta, já se refletiu nos primeiros negócios da temporada. Reprodutores e matrizes PO (puro de origem) que, ano passado, eram arrematados por valores entre R$ 700 e R$ 1 mil estão valendo agora de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil, cita Ferreto.
Proprietário da Cabanha do Carmo, em Viamão, o criador da raça Texel Cláudio Hatje nota uma corrida de produtores para repor rebanhos.

"A procura é grande principalmente por matrizes" - diz Hatje, lembrando que a busca por fêmeas retrata a ânsia dos ovinocultores por aproveitar o horizonte favorável e produzir mais cordeiros nas próximas temporadas.

Leiloeiro rural e dono da Cabanha Geribá, de Cachoeira do Sul, Maximiliano Neves da Fontoura diz não ter lembrança de valores tão remuneradores para os criadores de ovinos voltados à produção de carne. A disparada da cotação do cordeiro - com relatos de preços de até R$ 6 na Fronteira Oeste, acima do aferido pela Emater - foi sentida no remate do criatório de texel no início do mês.

"As médias foram 117% superiores ao ano passado", conta Fontoura, que espera a manutenção do atual patamar de preços pelo menos para os próximos três anos.

A valorização também é explicada pela abertura de mercados como China, Estados Unidos e Rússia para a carne uruguaia, o que praticamente paralisou as exportações do país vizinho para o Brasil. Pelo lado da demanda, são ainda apontados fatores como a decisão de grandes frigoríficos de apostar em abates em larga escala e a conquista pelo paladar em outros Estados.

"Há uma grande procura de restaurantes do Rio, além de São Paulo, um mercado tradicional", diz Ferreto.

A reportagem é do Zero Hora, adaptada pela Equipe FarmPoint.

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