Fechar
Receba nossa newsletter

É só se cadastrar! Você recebe em primeira mão os links para todo o conteúdo publicado, além de outras novidades, diretamente em seu e-mail. E é de graça.

Preços dos grãos devem se manter elevados, prevê indústria de rações

postado em 30/08/2011

Comente!!!
Aumentar tamanho do texto Diminuir tamanho do texto Imprimir conteúdo da página

 

Os preços dos grãos devem se manter elevados por um período ainda longo. Ao menos é o cenário traçado pela indústria de ração animal, maior consumidora dessa matéria-prima. De acordo com o vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação Animal (Sindirações), Ariovaldo Zani, os pilares responsáveis pela escalada nas cotações internacionais se mantêm intactos, apesar da preocupação com a recessão nos países desenvolvidos. Nos últimos 12 meses, de acordo com o Valor Data, os preços internacionais do milho - principal insumo utilizado pela indústria - subiram mais de 77%. "Não se trata de uma crise de custo conjuntural, como algumas que tivemos no passado, mas estrutural", afirma.

Para ele, a ameaça de recessão nos Estados Unidos vai obrigar o país a manter o dólar desvalorizado por um período ainda longo, o que representa um estímulo à demanda por commodities. Soma-se a isso o aumento do consumo de carnes nos países em desenvolvimento, que devem continuar a crescer em ritmo acelerado nos próximos anos, e do uso de milho para a fabricação de etanol nos Estados Unidos, que deve absorver mais de 110 milhões de toneladas na safra 2011/12. "Vejo o mundo comprando mais alimentos e pagando mais caro por eles. É difícil imaginar uma redução dessa pressão sobre os preços", afirma.

Zani observa que, diferentemente do que aconteceu em 2008, quando os preços das commodities caíram pela metade em poucos meses, desta vez a queda foi contida. Mesmo assim, diz o executivo, o cenário não está livre de riscos. Para ele, o maior deles é a China passar a crescer menos em um cenário de recessão prolongada na União Europeia e Estados Unidos, principais mercados para os produtos fabricados no país asiático. "Isso poderia afetar nossas exportações de carne e a demanda por rações", alerta. Ele observa ainda que, embora o setor de alimentação animal tenha conseguido repassar o aumento de custos, os produtores de carnes tiverem de conviver com margens mais apertadas.

O câmbio valorizado é outro problema. De acordo com o executivo, "as exportações brasileiras de suínos e aves dão sinais crescentes de perda de competitividade, o que é um problema". Os dois segmentos respondem por aproximadamente 80% da demanda doméstica por ração.

O Sindirações estima que a produção doméstica de rações deve crescer cerca de 4% em 2011, ritmo semelhante ao observado em 2010, quando o volume ficou em 61 milhões de toneladas. A expectativa é de que a produção aumente em aproximadamente 30% até o fim da década, superando a barreira das 80 milhões de toneladas anuais. "Isso significa que vamos precisar consumir quase 50 milhões de toneladas de milho ao ano", projeta o porta-voz. No ano passado, estima, o setor processou aproximadamente 36 milhões de toneladas do grão.

As informações são do jornal Valor Econômico, adaptadas pela Equipe AgriPoint.

Avalie esse conteúdo: (e seja o primeiro a avaliar!)

Envie seu comentário:

3000 caracteres restantes


Enviar comentário
Todos os comentários são moderados pela equipe FarmPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

Quer receber os próximos comentários desse artigo em seu e-mail?

Receber os próximos comentários em meu e-mail

Copyright © 2000 - 2019 AgriPoint - Serviços de Informação para o Agronegócio. - Todos os direitos reservados

O conteúdo deste site não pode ser copiado, reproduzido ou transmitido sem o consentimento expresso da AgriPoint.

Consulte nossa Política de privacidade