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Presidente da CNA destaca a importância do fortalecimento da classe média rural para a agricultura brasileira

postado em 04/07/2012

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A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, destacou, em discurso no Senado, nesta terça-feira (3/7), a importância do fortalecimento da classe média rural para que a agricultura brasileira continue a ser uma das melhores e mais baratas do mundo. "Nós precisamos almejar a classe média rural, assim como foi feito nas cidades. O agronegócio não pode ser uma ilha de prosperidade com um oceano de pobreza em volta", afirmou. Segundo a senadora, o modelo anterior de política agrícola, focado na produção, fez encolher a classe média no campo, enquanto as classes D e E aumentaram. O desafio será aumentar a classe média rural em 30% nos próximos cinco anos, com os novos mecanismos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2012/2013, lançado pelo Governo Federal na semana passada.

Entre as novas medidas do PAP, que proporcionarão o crescimento da classe média no campo, a presidente da CNA ressaltou a ampliação do valor do seguro agrícola, que passou de R$ 250 milhões para R$ 400 milhões, a criação de uma central de risco, com informações transparentes sobre a capacidade de pagamento dos produtores rurais, e com o repasse direto da subvenção econômica aos agropecuaristas, sem a intermediação das traders. Com a ampliação do seguro agrícola, a área de lavouras seguradas no Brasil passou de 5% para 20%. "Ainda não chegamos ao patamar que queremos, mas nós vamos chegar lá. Estivemos em audiência, por duas vezes, com a presidente Dilma Rousseff discutindo a política agrícola e conseguimos sensibilizá-la quanto à importância do seguro agrícola", disse a senadora. "O que queremos é chegar a 50% da área plantada segurada em 2015", completou.

A senadora lembrou que a adesão à central de risco será voluntária, mas que os produtores rurais com baixo risco de inadimplência serão beneficiados com empréstimos a taxas de juro mais baixas. Hoje, segundo a senadora, porque o risco é desconhecido, os juros são altos para todos os produtores. Quanto ao repasse direto da subvenção aos produtores, a senadora explicou que a medida permitirá que o dinheiro chegue mais rápido ao produtor que teve a safra frustrada. Segundo a presidente da CNA, como a política agrícola sempre se baseou na produção e no abastecimento, a ajuda do Governo chegava atrasada, na forma dos leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). "A Conab e o Ministério da Agricultura atuavam em função do abastecimento e da produção, tanto faz o leilão do arroz ser hoje ou daqui a 60 dias. Não tem problema os produtores quebrarem, porque o arroz já havia sido colhido", disse. A senadora ressaltou que o novo mecanismo beneficiará diretamente os produtores da classe média rural, já que os grandes produtores vendem a produção no mercado futuro, antes do início do plantio.

Outras medidas do PAP 2012/2013 elogiadas pela presidente da CNA foram a redução da taxa de juros para as operações de custeio, comercialização e investimento, que caíram de 6,75% para 5,5%, ao ano; o aumento do limite de financiamento por produtor para R$ 800 mil, uma proposta da CNA acatada integralmente pelo Governo; a diminuição de 6,25% para 5%, ao ano, para empréstimos dos recursos contratados no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), assim como a ampliação do limite dessa modalidade de financiamento para R$ 500 mil por produtor. Com o novo PAP, a senadora prevê uma safra recorde de 170 milhões de toneladas.

A matéria é da assessoria de Comunicação CNA, adaptada pela Equipe AgriPoint.

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