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Previsões para carne e lã ainda são positivas na Austrália

postado em 12/07/2012

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Há boas previsões de mercado para carne e lã, de acordo com o economista agrícola independente, Peter Rowe. Apesar da recente queda nos preços, ele previu um cenário positivo apoiado pela demanda estável por ambas as commodities.

Durante o DAFWA Agribusiness Sheep #UPD#s na semana passada, Rowe disse que até a recente crise econômica da Europa, a lã estava indo muito bem. "O preço da lã aumentou de A$ 9,90 (US$ 10,09) por quilo em 2010 para um pico de mais de A$ 15,00 (US$ 15,30) por quilo no começo de 2011. Isso mostra a confiança na commodity na chegada da crise financeira global".

Rowe disse que os preços da lã estavam bons até cerca de julho do ano passado, quando a preocupação sobre a crise bancária europeia piorou e as pessoas ficaram preocupadas se a Europa cairia mais. "A partir disso, a demanda de lã declinou". Apesar de a demanda por lã ter declinado, ele disse que ainda existe demanda dos Estados Unidos e um grupo consumidor emergente na China, que foram fortes fatores que serviram de base para um aumento nos preços da lã e que permanecerão no futuro.

Rowe previu que a Austrália produzirá um pouco mais de lã em 2012/13. Ele também previu que a Nova Zelândia e a China produzirão menos e que as quantidades no Reino Unido e na Índia permanecem estáveis. "Nenhum dos países produtores de lã competidores estão aumentando seus rebanhos ovinos. A demanda global caiu um pouco, mas outros mercados em termos de China, Estados Unidos e Índia têm previsões positivas. É importante lembrar que um dos principais mercados para a lã quebrou e o Indicador de Mercado Ocidental (WMI) está em 56º percentil da média dos últimos cinco anos. Com tudo o que está acontecendo ainda estamos acima da média. Quando as coisas se recuperarem, isso poderá ocorrer bastante substancialmente, possivelmente retornando aos preços que vimos em julho do ano passado".

Para a indústria de carne ovina, Rowe disse que a situação da oferta está similar ao ocorrido com a lã, à medida que os números globais de ovinos permanecem sem mudanças. Ele disse que tem havido um alinhamento nos números de ovinos dos países da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE) com relação aos países em desenvolvimento. "Nova Zelândia, Europa Ocidental, América do Norte e partes da Ásia estão reduzindo seus rebanhos ovinos, enquanto países como os do Leste Europeu e grandes partes da África estão aumentando seus números".

A observação sobre onde a carne ovina é consumida fornece razões para otimismo, disse Rowe, à medida que isso ocorre geralmente na curva do Oceano Índico e na China, com os Estados Unidos sendo o maior mercado. "Como mercado, os Estados Unidos são grandes, porque é um participante dominante e o consumo de carne ovina ainda está crescendo lá". Além disso, os Estados Unidos estão apresentando queda no número de ovinos, de forma que os produtores podem esperar maiores exportações de carne processada da Austrália.

Outro ponto positivo sobre a carne ovina é a diversidade dos principais mercados para exportações de animais vivos, diferentemente da indústria de carne bovina que tem a Indonésia como principal mercado, seguido por poucos mercados subsidiários pequenos.

"Um fator base para ser adicionado ao cenário é o crescimento no Produto Interno Bruto (PIB)", disse ele. "Isso não está ocorrendo nos países da OCDE, está ocorrendo no mundo em desenvolvimento e é no mundo em desenvolvimento que existe mercado para exportações de ovinos vivos. Isso mostra que existem bons direcionadores para demanda de carne ovina, com as reduções nas ofertas globais, de forma que isso implica que os mercados para ovinos serão positivos em médio prazo. Embora existam algumas questões domésticas, existem razões fundamentais para sermos positivos com relação à indústria".

Em 11/07/12 - Dólar Australiano = US$ 1,02013
0,98010 Dólar Australiano = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

A reportagem é do Farmonline.com.au, traduzida e adaptada pela Equipe FarmPoint.

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