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Produção de ração animal deve crescer 4% em 2010

postado em 13/12/2010

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A produção da indústria de alimentação animal no Brasil deve registrar crescimento da ordem de 4% em 2010. De janeiro a novembro de 2010 foram produzidas mais de 55 milhões de toneladas de rações, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).

O Sindirações estima fechamento do ano com produção de quase 61 milhões de toneladas de ração que devem movimentar cerca de US$ 16 bilhões, além de dois milhões de toneladas de sal mineral com receita de US$ 1,1 bilhão.



Os produtores de cereais e oleaginosas acumularam grandes prejuízos durante o primeiro semestre. Desde então, o cenário sofreu rápida modificação e de julho a dezembro os principais insumos - farelo de soja e milho - foram pressionados por diversos fatores e corrigidos em média 25% e 40%, respectivamente. O preço do farelo de soja praticamente compensou as perdas de janeiro a junho, enquanto o preço do milho acumulou grande salto, apesar de estoque suficiente para abastecimento do consumo local e atendimento das exportações.

"O risco é o setor de alimentação animal pressionado causar descompasso suficiente para comprometer os fornecedores ou criadores, alguns precocemente, outros mais tardiamente, pela inibição do consumo de carnes pelo consumidor", alerta Ariovaldo Zani, vice-presidente executivo do Sindirações. Ou seja, a capacidade de compra do consumidor é testada constantemente no varejo e determina seu índice de fidelidade a determinado tipo de carne ou alternativamente a substituição de uma por outra.

Bovinocultura de Corte

O setor de alimentação animal para bovinos de corte deve compensar as perdas acumuladas em 2009 e a estimativa é produzir pouco mais de 2,5 milhões de toneladas com crescimento de quase 7% em 2010. A partir de julho houve melhora na relação de troca entre boi gordo e bezerro, porém abaixo do ideal. A matança de vacas em anos anteriores, a queda na taxa de confinamento, a restrita oferta de boi gordo por conta da longa estiagem, o descompasso nas relações comerciais entre bezerreiros, produtores, confinadores, frigoríficos e varejo, o consumo interno em ascensão e a retomada das exportações retroalimentaram o ciclo virtuoso de reajustes e alavancaram a arroba que superou a barreira dos R$ 100,00 no pico da entressafra.

Bovinocultura de Leite

Apesar da estimativa de crescer quase 5% e produzir 4,6 milhões de toneladas de ração para bovinocultura leiteira, a quantidade demandada foi insuficiente para compensar a queda apurada em 2009. O comportamento dos preços do leite em 2010 foi atípico e caiu mesmo na entressafra, apesar da queda na produção e incremento na importação de lácteos. A longa estiagem disponibilizou pasto de baixa qualidade que exigiu maior uso de rações e concentrados inflacionados pelos custos do milho e farelo de soja que impactaram ainda mais o desempenho dos produtores leiteiros.

Desoneração de insumos pecuários deve ocorrer em breve

A desoneração dos tributos federais que incidem sobre os insumos pecuários, como rações e suplementos minerais, deve ocorrer no início de 2011, informou o vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), Ariovaldo Zani. Segundo ele, o Ministério da Fazenda já sinalizou que deve isentar o segmento da carga de 9,25% de PIS/Cofins, como já ocorre com os insumos agrícolas.

As informações são do Sindirações e da Agência Estado, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

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