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Proteção à indústria não pode prejudicar o agronegócio, diz CNA

postado em 19/11/2012

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A presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Kátia Abreu, atacou em Pequim o suposto protecionismo a setores da indústria nacional e afirmou que o agronegócio não pode ser prejudicado pelo temor do segmento em relação à concorrência internacional, especialmente a chinesa.

"Nós não podemos mais ficar cerceados no acesso a mercados para proteger parte da indústria brasileira que não tem competitividade, que não investe em inovação", afirmou a senadora do Tocantins em Pequim, durante inauguração, na semana passada, do escritório de representação da CNA.

Segundo ela, o agronegócio é muitas vezes prejudicado em negociações comerciais internacionais pela resistência de setores da indústria em reduzir barreiras às importações em troca da abertura de mercados a exportações brasileiras do setor.

A China é um dos principais alvos das medidas protecionistas, mas o país investiu em inovação e tecnologia e deixou de ser um fabricante de produtos de baixa qualidade e preço, disse. "Como é que o governo brasileiro vai proteger a indústria disso? A única forma é também investir em inovação."

Na opinião dela, não se justifica o protecionismo a certas indústrias, entre as quais mencionou fabricantes de máquinas e equipamentos, autopeças e têxteis. "No Brasil nós moramos no mesmo território, o agronegócio e as outras indústrias, sob o mesmo juro, com as mesmas estradas, com os mesmos impostos", observou.

A senadora disse que a CNA pressiona o governo para rever a interpretação legislativa que restringiu a compra de terras no Brasil por estrangeiros. "Já estamos perdendo investimentos importantes de vários países por conta da nova interpretação."

A posição restritiva foi adotada em 2010, depois que estatais chinesas manifestaram a intenção de comprar grandes extensões de terra no Brasil para a produção de soja.

Vendas. O objetivo da CNA com o escritório em Pequim é ampliar e diversificar as exportações de produtos agropecuários à China, com ênfase em carnes, suco de laranja, café e produtos florestais, como celulose.

Atualmente, as vendas são extremamente concentradas em soja - que respondeu por US$ 12 bilhões dos US$ 16 bilhões de exportações do agronegócio para a China no ano passado. Segunda maior economia do mundo, o país vive um processo de elevação da renda de sua população de 1,3 bilhão de pessoas, que deve se traduzir no aumento do consumo de alimentos nas próximas décadas.

Além de pretender conquistar parte desse mercado, a CNA também quer atrair investidores chineses para obras de infraestrutura no Brasil que ajudem a resolver os problemas logísticos de escoamento da produção do setor.

A matéria é do O Estado de S.Paulo, adaptada pela Equipe AgriPoint.

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Comentários

Pablo Jonas Camilo

Nova Olímpia Nova Praia do Iguaçú - Paraná - Estudante
postado em 20/11/2012

Vou usar as palavras de Antonio Delfim Netto e Almir José Meireles para fazer os comentários.


Enquanto se contruíram como nação, os EUA foram uma das economias mais fechadas do mundo. Até a Primeira Guerra Mundial, quase metade da receita do governo federal era proveniente das tarifas alfandegárias (Hiistorical Satistics of the United Satates). A. Delfim Netto. Carta Capital , 29/03/2000


Acredito que falar para os chineses em diminuir  o protecionismo de mercado de seu país seria motivo de risos. É pena que muitos de nossos representates nao aprenderam nada com  as politicas neoliberais após a decada de 1990. ( Quem sabe ela queira discutir isso com os argentinos). Como podemos falar em liberalização do mercado agropecuário sem lembrar de todos os subsídios ofertados aos produtores da Europa e EUA, isso sem falar de dumping.


Eu nao consigo entender como criticar as medidas protecionistas que impediram os chineses de comprarem terra para o plantíu de soja, afinal de contas nos brasileiros NÃO SABEMOS PLANTAR SOJA ?. Recentemente uma matéria da Milk Point falava sobre a Nova Zelândia implantar duas fazendas com 3 mil vacas cada na China. Isso é abertura de mercado ? NÃO isso se chama estratégia de governo. É simples de entender, atrai investimentos para setores importantes (produçao de alimentos) e sob rigido controle estatal se aprende com quem sabe fazer melhor (leite = neozelandeses) uma vez que se aprende como fazer aplica-se as técnicas e tecnologias a empresas nacionais.


"O setor lácteo vive, hoje, as consequencias dos atos inconsequentes daquela época (dec.90), apesar das dificuldades da criaçao de qualquer tipo de barreira ao setor, dificultando, e muito, seu projeto de modernização. E esse é um tema ou um campo em que só teremos alguma chance de vitória se todo o setor estiver unido e convicto sobre a força e estragos que vem causando esse inimigo em comum". Almir José Meireles.

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