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Quase quatro meses depois da erupção do vulcão Puyehué, cinzas continuam causando estragos na Argentina

postado em 27/09/2011

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Após quase quatro meses da erupção do vulcão Puyehué, a situação na Província argentina de Chubut segue se complicando dia a dia com a mortandade de ovinos (mães e crias). As zonas mais afetadas são Gan Gan, Gastre e Lagunita Salada, onde os produtores sofrem os piores estragos em suas econômicas.

"A situação varia em 30 quilômetros: a maioria das vezes é desoladora, pois muitos dos campos ficarão sem ovelhas, sobretudo nos que estão entre a rota 3 e a rota 4", disse o presidente da Federação de Sociedades Rurais de Chubut, Ernerto Siguero. "Precisamos que se forme uma comissão de crise. As cinzas são levantadas com o vento porque há uma seca. Além disso, a situação fez com que as ovelhas tenham um comportamento errático, que não sejam manejadas em grupos e que se dificulte sua reunião porque estão dispersas", disse ele, que também é dirigente das Confederações Rurais Argentinas.

Na Província de Río Negro a situação é tão grave que alguns campos levarão pelo menos quatro anos para voltar a ter animais. A zona sul da província, principalmente a que compreende o departamento de Pilcaniyeu, onde está o município de Ingeniero Jacobacci, é uma das mais afetadas.

"Estamos em época de parição de ovelhas e tudo o que vínhamos anunciando sobre a mortandade está sendo cumprido. Além disso, na zona também está tudo ainda mais complexo por causa da seca", disse o presidente da Federação de Sociedades Rurais de Río Negro, Luis Sacco.

Outro produtor afetado é Oscar Contin, também dirigente da CRA, de Jacobacci. "Segundo a zona, a quantidade de cinzas nas terras vai de 3 a 10 centímetros (de altura sobre o nível do solo). Isso agravado porque não chove há meses, nem nevou, de forma que embaixo das cinzas não há pastagens. As ovelhas estão muito debilitadas, na maioria dos campos, como os que estão em Comayo, onde se perdeu entre 40% e 50% dos animais". Além do endividamento, há a falta de possibilidades para conseguir forragem, o que coloca o produtor em um panorama economicamente devastador.

Além das cinzas do vulcão, a situação se complica ainda mais pela seca e pelos fortes ventos. Embora parte do gado tenha sido preservada, na hora da tosquia a lã será inutilizável.

Além da perda de milhares de ovelhas, o gado que está hoje em pé segue em risco. Os animais tem se alimentado com vegetação dura e cinza e têm feridas e escoriações que incham a mucosa, de forma que deixam de comer e morrem. Os dias de vento agravam a presença de cinzas nos pastos naturais, o que faz com que os animais se neguem a consumir o alimento voluntariamente.

Os exames post mortem dos animais deixam claro a presença abundante de cinza, tanto nas vias respiratórias, como digestivas. Do mesmo modo, há presença de ovinos com cegueira e lesões bucais.

A reportagem é do Infocampo, traduzida e adaptada pela Equipe FarmPoint.

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