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RR: parasitas de ovinos estão mais resistentes a vermífugos, destaca pesquisa da Embrapa

postado em 21/09/2012

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Pesquisa realizada pela Embrapa Roraima constatou uma situação preocupante: alguns vermífugos já não são tão eficientes devido à resistência que os vermes adquiriram a alguns princípios ativos. O estudo foi realizado no Projeto de Assentamento Nova Amazônia, localizado a 40 quilômetros de Boa Vista.

Segundo o pesquisador Ramayana Braga, responsável pelo estudo, foram encontrados vermes resistentes aos produtos à base do princípio ativo Albendazol e Ivermectina. Para realizar a pesquisa, Ramayana analisou as fezes dos ovinos antes da aplicação do vermífugo, registrando a quantidade de ovos dos parasitas presentes. Com 15 dias, foi realizado outro exame de fezes e não foi observado diminuição no número de ovos.

Após um mês, o procedimento foi repetido. Esperava-se que houvesse uma redução no número de ovos dos parasitas, mas o estudo apontou que em nenhum rebanho os vermífugos utilizados foram eficientes. "Achamos estranho o fato de diversos animais estarem morrendo mesmo após terem sido vermifugados. Então, fizemos a necropsia e constatamos uma grande presença de vermes mesmo após a aplicação do remédio", diz.

Um dos motivos dessa situação seria a falta de monitoramento através de exames periódicos e a realização de vermifugações aleatórias por parte dos criadores. Por essa razão o pesquisador alerta sobre a importância de exames de fezes preventivos para se obter um diagnóstico preciso e combater o problema com o medicamento correto e eficaz. "Pelo que analisamos, os vermífugos com o princípio ativo à base de Closantel, Levamisol e Moxidectina foram os que apresentaram melhor resultado", completa.

Outra recomendação é que o produtor procure a orientação de um veterinário antes de trocar o medicamento contra verminose. "Muitas vezes o medicamento tem um nome comercial diferente, mas o grupo químico é igual, e se este não for trocado, a resistência dos vermes vai permanecer".

Sintomas

A verminose atinge ovelhas e cabras de todas as idades, porém é mais grave em animais jovens. A doença é transmitida quando os animais se alimentam nas pastagens contaminadas com as larvas dos vermes.

A doença provoca retardamento no crescimento, perda de peso, redução do consumo de alimentos, queda na produção de leite e de carne e redução da fertilidade. Também pode surgir uma papeira, espécie de inchaço no queixo do animal. Se o rebanho não for tratado, a mortalidade aumenta e os prejuízos para o produtor podem ser enormes.

As informações são da Embrapa Roraima, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

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