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RS: divulgados novos números do Programa Mais Ovinos no Campo

postado em 24/10/2012

6 comentários
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O coordenador técnico da Câmara Setorial da Ovinocultura, José Galdino Garcia Dias, divulgou nesta terça-feira (23), novos números do programa Mais Ovinos no Campo, que apontam crescimento dos contratos, tanto de retenção de matrizes como de aquisição de ovinos. O programa, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, é operado pelo Banrisul.

As duas modalidades juntas somaram R$ 42.484.977,36 a partir de 1.820 operações para 269.385 mil animais. "Esses dados se referem aos contratos firmados desde o início do programa, no ano passado, e demonstram que, cada vez mais, produtores gaúchos estão interessados em buscar o apoio do programa, seja para manter os animais nas fazendas ou para adquirir mais ovinos", apontou Dias.

No que diz respeito às aquisições foram contratados R$ 20.762.064,36, a partir de 985 operações envolvendo 88.067 mil animais. "Para as retenções foram liberados R$ 21.785.913,00 destinados a 181.318 animais, através de 835 operações", informou o coordenador.

Dias explica que muitos produtores ainda preferem optar pela modalidade de retenção das matrizes, pois, com isso, contam com capital de giro para fazer benfeitorias nas propriedades. "No caso das aquisições, o valor contratado acaba sendo aplicado diretamente na compra de animais." Essa tendência de reter os animais tem favorecido positivamente o mercado de ovinos, pela redução da oferta.


O Programa

Linhas de crédito disponibilizadas

Crédito para Retenção de Matrizes

Recursos destinados a capital de giro para manutenção da atividade.
Dotação: R$ 52.000.000,00
Prazo: 3 anos, com até 1 ano de carência e com pagamentos anuais.

1º ano: carência
2º ano: 50% do principal + juros
3º ano: 50% do principal + juros

Origem dos recursos: Poupança Rural Banrisul

Taxa: 5,75% a.a aos produtores empresariais e 2% a.a aos produtores familiares enquadrados pela Lei 13.515 de 13/09/10 em função da equalização da taxa de captação (10,75%) pelo FUNDOVINOS, desde que os projetos técnicos observem e cumpram as contrapartidas exigidas pelo sub-programa.

Valor: R$ 130,00 por matriz
Limite: R$ 130.000,00 por produtor

Crédito para Aquisição de Matrizes e Reprodutores
Recursos de investimento destinados à compra de matrizes e reprodutores para o aumento do rebanho.

Dotação: R$ 50.000.000,00

Prazo: até 5 anos com até 2 anos de carência, com pagamentos anuais.

Origem dos recursos: MCR 6.2 - Recursos Obrigatórios

Taxas:

- 1% a 2% a.a para produtores enquadrados no PRONAF, de acordo com o valor tomado (até R$ 10 mil; R$ 20 mil e R$ 50 mil, respectivamente);

- 5% a.a. para produtores enquadrados no PRONAMP (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural);

- 5,5% a.a para os demais produtores;

- Limite: R$ 200.000,00 por produtor, sendo que para os produtores enquadrados no PRONAF o limite é R$ 50.000,00 por beneficiário.

As informações são da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

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Comentários

Flavio Schirmann

Formigueiro - Rio Grande do Sul - Ovinos/Caprinos
postado em 24/10/2012

O valor de 130,00 por matriz é muito baixo, assim o produtor já irá iniciar a criação com animais de baixa produtividade. Será que este valor já aumentou após a publicação???

Luciano Piovesan Leme

Barbacena - Minas Gerais - OUTRA
postado em 24/10/2012

Prezado Flávio,

O valor de R$130,00 (cento e trinta reais) refere-se a retenção de animais da própria propriedade, ou seja, você financia os próprios animais existentes na propriedade ao invés de vender estas borregas no mercado. É um capital de giro para investimento na atividade em condições de juros baixo, carência e prazos.
Interessante obviamente é poder fazer um planejamento de como usar os recursos a serem buscados, visando aumentar a capacidade produtiva da propriedade.
Atenciosamente,

Luciano Piovesan Leme
Zootecnista / Ovinocultor
Presidente do NUCCORTE
Barbacena - MG

Flavio Schirmann

Formigueiro - Rio Grande do Sul - Ovinos/Caprinos
postado em 29/10/2012

Obigado pela informação! Quem está iniciando a atividade o que pode ser mais interessante: produção integrada a frigorífico ou independente?

Leonardo Fortes

Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Indústria frigorífica
postado em 31/10/2012

Apesar das diversas linhas de créditos disponibilizadas pelo governo para incentivos da cadeia, há sempre o lado negro do negócio, como o FUNDOVINOS, que na verdade é um buraco sem fundo. Apartir de Setembro do corrente ano, as indústrias que abatem ovinos no RS, devem "obrigatoriamente contribuir" para o fundo, apenas R$ 7,38. Para os que sabem, uma quantia dessas por animal, é suficiente para quebrar uma cadeia. Com o agravante da cadeia nao ter isençã ode PIS/COFINS e não haver a isenção de ICMS como em outros estados.Não acredito que o governo "Secretário Luiz Fernando Mainardi". É inadmissível que nao tenha sido uma mera reunião com as indústrias, produtores e sindicatos. A alteração desse fundo foi uma atitude totalmente política, visando beneficiar poucos. E não estou falando de algum segmento da cadeia, me refiro aos próprios políticos.

Jose Galdino Garcia Dias

São Gabriel - Rio Grande do Sul - Médico Veterinário
postado em 30/01/2013

Leonardo
Entendo tua preocupação quanto ao FUNDOVINOS. Infelismente só agora estou vendo tua publicação. O que posso te dizer é que as informações as vezes nem sempre são como a gente recebe. Pode ter certeza que a maior preocupação do Secretário também foi como a tua. O Fundovinos foi criado em 1998, ´só que nunca ninguém pagou e isto criou um divida muito com as indússtrias da lã e da carne. Como o Fundo foi criado pela Lei 11.169e regulaentado pelo Decreto 38.860 do mesmo ano, as taxas passaram a ser tributos do Estado e estavam sendo devidos desde 1998.
O Secretário Mainardi providenciou  junto com o Governador um Projeto de Lei para ser enviado a Assembléia Legislativa para que fosse perdoado esta dívida do Setor com o EStado. A Assembléis aprovou no dia 18 de setembro de 2012  por unanimidade a Remissão desta divida.
Tenho a certeza que o Secretário Mainardi também se preocupou com o valor das taxas, tanto que buscou junto ao Governador uma alternativa para não onerar nem as Indústris nem os produtores de ovinos. O governador assinou um o Decreto 49.523 autorizando a todas as indústria que pagarem as taxas a se creditarem no ICMS até o valor pago pelas taxas do FUNDOVINOS.
Portanto o que posso te dizer é que a Ovinocultura no Rio Grande do Sul tem um Fundo onde o seu valor arrecadado voltará em sua totalidade para a recuperação desta atividade no Estado, uma vez que, como ficou muitos anos deixada de lado se atenção nenhuma, estamos começando quase da estaca zero.
Posso te dizer isto, porque sou Inspetor Técnico da ARCO há mais de 22 anos e nunca neste tempo algué fez algo para ver a ovinocultura crescer no Estado.
Pode ter certeza, que este FUndo é uma grande alternativa que temos para a evolução da Ovinocultura, sem onerar nem o produtor e muito menos as Indústria de lã e de carne.
Abraços

Claudia Moreira

Santana do Livramento - Rio Grande do Sul - OUTRA
postado em 19/12/2013

Alguém já se perguntou quem vai pagar a conta? O Produtor, por que os Frigoríficos e Exportadores de Lã pagarão menos ao produtor, pelos seus produtos.
Não sou contra a melhoria e ampliação da produção ovina.
No entanto, conheço produtores que Importam Matrizes e Reprodutores do Uruguay e possuem pequenos rebanhos de ponta, com o melhor da genética e nunca usaram um único centavo do FUNDOVINO.
Na lã; alguém já calculou? O Kg da lã Texel é comprada do produtor há R$4,50, para pagar  a contribuição do FUNDOVINO, que é de R$ 0,20 por Kg é claro que o Exportador terá de pagar R$ 4,30, além de todos outro impostos como o IRPJ.

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