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Se continuar, alta dos alimentos pode gerar guerras

postado em 22/04/2008

7 comentários
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Na opinião do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, a crise mundial dos alimentos pode estar apenas começando e a alta dos preços, se continuar, pode provocar a queda de governos e até guerras.

Nos últimos dias, líderes dos países ricos voltaram suas atenções para o campo. "Esse deve ser um assunto que todo o planeta deve lidar", disse o número 1 do FMI.

Desde meados do ano passado, os preços dos alimentos já subiram 40% e para países pobres essa inflação representou um aumento do número de famintos e pobres. "Em termos de conflitos por causa dos alimentos, o pior está infelizmente por vir. Centenas de milhares de pessoas serão afetadas", destacou Strauss-Khan.

Quanto ao etanol, Strauss-Khan deixou claro que a expansão da produção poderá ter efeitos negativos, mas observou que existe uma diferença entre o etanol feito como milho nos Estados Unidos e o brasileiro, feito a partir da cana-de-açúcar. "Quando fazemos biocombustíveis de produtos agrícolas não usados para a alimentação, tudo bem. Mas quando são feitos de produtos alimentícios, isso representa um verdadeiro problema moral", comentou.

Por isso ele é a favor de uma moratória na fabricação de biocombustíveis feitos de produtos destinados à alimentação.

Segundo Strauss-Khan, o que o mundo precisa agora é garantir maior produtividade agrícola, informou Jamil Chade, do jornal O Estado de S. Paulo.

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Comentários

Fábio de Souza

Barra do Bugres - Mato Grosso - Consultoria/extensão rural
postado em 22/04/2008

Bem meus Amigos Produtores.
Parece que o nosso setor tem um sinal de melhora.
Apesar que o nosso País não se enquadra nesse contexto segundo o que diz "nosso presidente" em entrevistas. Pois o mesmo disse que o aumento dos preços dos alimentos é por que o pobres estão "comendo mais".
Será que Strauss-Khan está equivocado?

Wandemberg Neves Freitas

Resplendor - Minas Gerais - Produção de café
postado em 22/04/2008

Esta é uma preocupação crescente. Contudo, nós temos uma necessidade básica na qual nossa atenção terá que estar ainda mais presente: Água. Não quero menosprezar o item Alimento, mas entendo que a água nos é mais necessária, pois precisamos dela para saciar nossa sede, e também para produzir nossos alimentos. Sem a água nunca teríamos alimentos.

Fernando Cardoso Gonçalves

Santiago - Rio Grande do Sul - Produção de gado de corte
postado em 22/04/2008

A questão é política, certamente.
Os Eua estão sendo acusados de tudo. Tudo de ruim que possa haver no mundo é culpa dos EUA.
Só que ninguém fala da concorrência desleal que a China está fazendo com a produção de manufaturados onde nem leis sociais os seus trabalhadores tem direito.
Os Eua resolvem do jeito que quiser a sua produção de alcool e o resto do mundo não tem nada a ver com isso, da mesma forma que nós aqui no Brasil estamos fazendo de cana. O resultado é o mesmo. Alcool!
Agora, que o assunto é extremamente importante para o agronegócio, não tem dúvida.
Tenha certeza que no momento que se os Eua diminuirem a sua produção de álcool, despenca o preço da soja e do milho. Aí vem tudo junto, porco, galinha e boi.E o produtor, que tem financiamentos e outros compromissos, fica esmagado pelas dividas.

Emerson Figueira

Jussara - Goiás - Produção de gado de corte
postado em 22/04/2008

Quem disse que o álcool brasileiro não compete com os alimentos?

Tudo que é produzido no campo que não seja comida, reduz a produção de alimento, desde a madeira até as flores ornamentais. Tudo é uma questão de prioridades.

A problema do álcool de milho é mais série por uma questão de rendimento na produção de energia, mas o álcool nos Estados Unidos é antes uma opção estratégica que ecológica.

Contudo, se o álcool brasileiro não influencia tanto a produção de alimentos, o mesmo não se pode dizer do biodiesel.

Vicente Romulo Carvalho

Lavras - Minas Gerais - Trader
postado em 24/04/2008

É uma inverdade falar em alta dos alimentos. O que está acontecendo é a alta dos custos de produção, que obrigatoriamente, tem que ser repassada para o produto final. O produtor cansou e não tem mais como bancar os custos de produção sem repassar para o produto final. Como se sabe, para produzir demanda-se insumos, dentre estes fertilizantes e inseticidas, mão de obra, enérgia, combustíveis, transporte, etc. estes é quem ditam o preço final. Com a devida vênia, quem fala em alta dos alimentos, desconhece por completo uma cadeia produtiva.

Geraldo Ribeiro Vieira

Brasília - Distrito Federal - Produção de gado de corte
postado em 24/04/2008

Na minha opinião, nós produtores, temos de trabalhar para esclarecer melhor a opinião pública sobre os mitos que giram em torno da questão dos bio-combustiveis. Atualmente, o mundo destina 1,25 bilhões de hectares para a produção agrícola. Desse total, apenas 10,4 milhões de hectares estão sendo utilizados para a produção de bio-combustiveis, conforme dados das agências internacionais. Fica claro, portanto, que o que esta prevalecendo é uma total desinformação da opinião pública mundial sobre o assunto, particularmente no diz respeito ao Brasil, em decorrência de uma forte campanha patrocinada por produtores e exportadores de petróleo e seus derivados, assim como de outros interessados na produção e comercialização de produtos provenientes de fontes não-renováveis.

Além disto, os preços das comodities agrícolas subiram não apenas porque houve um aumento no consumo, mas sobretudo porque tais preços estavam defasados quando considerados os custos de produção, ou seja, o mercado esta funcionando para equalizar demanda e oferta, como sempre acontece quando não há intervenção estatal, que quando ocorre é quase sempre desastrosa para os produtores rurais.

horacio kuraoka

Glória de Dourados - Mato Grosso do Sul - Produção de gado de corte
postado em 25/04/2008

Nós vivemos em um sistema que chamamos de "economia de mercado" onde o que vale é a lei da oferta e da procura.

Entretanto, países ricos que tanto exigem de nós, os subdesenvolvidos, a economia de mercado, esquecem de usá-las para o seu próprio benefício. Ocorrendo assim os subsídios agro-pecuários causador de toda essa "anomalia de mercado" e conseqüente escassez de alimentos.

Produtores como o brasileiro que não recebe qualquer tipo de subsidio não tem como competir com a agricultura e pecuária altamente subsidiada dos norte-americanos e europeus.
Quando conseguimos concorrer eles vem eles com barreiras fito-sanitárias e exigências sem fim.

Mais algum motivo para a menor oferta de alimentos no mundo?

O produtor como pessoa de negócios procura também a maximização do lucro sobre o capital investido.
No momento, com o aumento do preço do petróleo a alternativa cana-alcool torna-se uma opção para o pecuarista que esteve todos esses anos sem expectativa quanto à evolução do mercado de carne, principalmente com as exigências européias.

Então americanos e europeus. Parem de reclamar por um problema que vocês mesmo causaram. Abram seus mercados, retirem os subsídios agropecuários que mostraremos ao mundo como se produz alimentos fartos e com justo preço.
E deixem para os brasileiros resolverem a questão da floresta amazônica, saindo dessa retórica demagógica e imperialista.

(Uma coisa que me assombra é que o Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, importa quase toda a totalidade de adubos e insumos agro-pecuários que é item limitante de produção!)

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