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Stephanes acredita que subsídios cairão naturalmente

postado em 24/07/2008

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O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, declarou ao jornal O Estado de S.Paulo que não acredita na Rodada Doha. Na contracorrente dos esforços em Genebra de seu colega Celso Amorim, chanceler da República, Stephanes argumenta que a Rodada "não servirá para nada" e a demanda por alimentos em expansão provocará inevitavelmente a liberalização dos mercados agrícolas e a redução dos subsídios dos países mais ricos ao setor.

"As negociações podem até chegar a uma saída honrosa. Mas esse acordo não significará nada", disse o ministro. "A Rodada Doha joga com números, e não com a realidade. Em termos práticos, não há razão objetiva para trazer impacto positivo à agricultura mundial."

Stephanes trabalha com um cenário de expansão da demanda mundial por alimentos na próxima década, com novos choques nos preços internacionais. O mais próximo, previsto para 2010 e 2011. O "mundo de demanda", em seu ponto de vista, necessariamente forçará os países ricos a reduzir seus desembolsos com os subsídios. Igualmente elevará as pressões internas por mais abertura nos países com estruturas mais protecionistas.

"A liberalização de mercados agrícolas e a redução dos subsídios vão acontecer, inevitavelmente. Não em função de rodadas da OMC, mas por razões de mercado." Stephanes deixou claro que não expôs seu ponto de vista ao presidente Lula - que se tornou entusiasta da Rodada por influência de Amorim - porque nunca foi solicitado a fazê-lo. Mas, em várias oportunidades, apresentou sua opinião ao chanceler.

Embora cético quanto ao impacto de um acordo multilateral sobre o comércio agrícola, Stephanes vem acompanhando a Rodada. Em outubro, em visita à Comissão Européia, conversou com parlamentares europeus, que se mostraram pouco cordiais quando abordados sobre os subsídios da Política Agrícola Comum (PAC). Também ouviu de Peter Mandelson, comissário europeu para a Agricultura, a avaliação de que a Rodada não chegaria a um acordo.

As informações são da reportagem de Denise Chrispim Marin, do jornal O Estado S. Paulo.

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