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Uruguai busca exportar carne ovina com osso à União Europeia

postado em 29/01/2014

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Com o apoio do setor privado, a Direção Geral de Serviços Pecuários do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP) já começou a trabalhar no isolamento ou compartimento de ovinos, convencida de que essa ferramenta impulsionada pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) é a saída para poder entrar com cortes ovinos com osso na UE e em Israel.

O bloco comercial é o comprador dos cortes de maior valor (lombos e pernas), mas são desossados, o que gera maiores custos para a indústria frigorifica exportadora. Entrar com osso permitirá entrar no segmento de cortes de maior valor e favorecerá a competição com a carne ovina australiana e neozelandesa.

“O compartimento é o caminho que o Uruguai tem que seguir para derrubar o mito de que um país que esteja livre de aftosa com vacinação não pode exportar carne ovina com osso a um país livre”, disse o diretor dos Serviços Pecuários, Francisco Muzio. O trabalho para por em marcha essa iniciativa já começou. “Será feito em um pedaço de campo experimental Alberto Gallinal, localizado em Cerro Colorado, e pertencente ao Secretariado Uruguaio de la Lana (SUL)”.

A ideia é fazer duas engordas de cordeiros por ano. Embora o Uruguai não vacine os ovinos contra a febre aftosa – somente se aplica a vacinação nos bovinos – e por mais que tenha demonstrado que não há circulação viral, os cordeiros de isolamento não estarão em contato com animais vacinados. “Será demonstrado mediante soros que esses cordeiros não têm anticorpos de febre aftosa. Desse modo, serão dadas maiores garantias aos mercados”.

Para ele, “o curral de isolamento deve ser uma conquista do país e o setor privado tem que ter um papel preponderante, porque será uma ferramenta apresentada a todo o país”. A particularidade é que os soros desses cordeiros terão identificação individual, de forma a fornecer as maiores garantias sanitárias, enquanto até a coleta feita na espécie ovina era focada no fato de não existir atividade viral.

Ao conviver com os bovinos nos campos e pelo fato de não estarem vacinados, se houvesse oferta de vírus vivo, os cordeiros seriam os primeiros a se contagiar. Os resultados dessas coletas de sangue fazem parte das ferramentas científicas com as quais o Uruguai garante todos os anos um status sanitário e consegue uma a confirmação da OIE.

Com preços favoráveis e demanda firme, principalmente da China (que se converteu no principal mercado e compra toda carcaça com osso em quatro ou seis cortes) e Brasil, o setor ovino aposta em crescer no Uruguai.

No ano passado, o abate se manteve alto durante todo o ano, mas, além disso, envolveu todas as categorias e isso deu um impulso extra ao produtor, porque não ocorreu em anos anteriores. Atualmente, diante de uma nova encarneirada, o setor aposta no crescimento para aproveitar as oportunidades que são oferecidas nos mercados.

Nos primeiros 18 dias de janeiro desse ano, o abate de ovinos foi 27% maior que o registrado no mesmo período de 2013. Os frigoríficos processaram 73.408 cabeças frente a 53.917 cabeças na mesma data de 2013 citada anteriormente, segundo dados do Instituto Nacional de Carnes (INAC).

A categoria de cordeiro está acima das outras categorias, envolvendo 36.911 cabeças nos primeiros 18 dias desse ano. Em paralelo, foram industrializadas 22.138 ovelhas, 8.569 capões e 5.398 borregos, o que demonstra que os frigoríficos têm interesse por todas as categorias.

A carne ovina segue valorizada e está a US$ 4.180 (valor médio), apoiada pela alta demanda da China (onde o Uruguai tem muito para crescer) e apostas em nichos étnicos (basicamente muçulmanos) no qual o consumo do produto é habitual. Quanto aos outros mercados, o grande desafio é fazer as primeiras vendas aos Estados Unidos para sondar o mercado e recobrar – no caso de algumas plantas – canais comerciais perdidos com os antigos clientes desde 2001.

A reportagem é do El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe FarmPoint.

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