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Uruguai: carne ovina segue com alta demanda

postado em 06/08/2010

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O Secretariado Uruguayo de la Lana (SUL) divulgou seu informe mensal sobre o mercado mundial de carne ovina. Os produtores têm apostado no setor ovino, têm retido ventres, têm encarneirado um maior número possível de fêmeas e estão a espera de poder se beneficiar com o bom preço, se esse não baixar nos próximos meses.

O relatório do SUL assegura que o comércio de ovinos vivos é uma variável de muita importância no funcionamento do mercado de ovinos e tem um papel muito importante nos processos de formação de preço.

Nesse marco, o relatório analisa que, há muitos anos, a Austrália vem sendo o principal exportador mundial de ovinos vivos. Por outro lado, o Oriente Médio e, sobretudo, a Arábia Saudita, Emirados Árabes e Kuwait, estão entre os principais compradores. Embora a Austrália se mantenha como o principal exportador mundial, sua disponibilidade de capões para exportar é cada vez menor. A queda do rebanho ovino australiano, acompanhada de um crescimento da produção de carne de cordeiro nesse país, tem provocado uma redução na disponibilidade de capões para exportação em pé.

Até agora em 2010, há uma tendência de redução da oferta. Esse panorama de mercado tem se refletido em uma tendência crescente dos preços de exportação de capões vivos da Austrália. No entanto e apesar do déficit de abastecimento, o Oriente Médio tem mantido a demanda firme, como consequência das festividades religiosas islâmicas.

As exportações de ovinos vivos do Uruguai reduziram, perdendo competitividade frente aos preços de exportação da carne ovina. Durante o primeiro semestre do ano, o Uruguai exportou apenas 10.000 cabeças ovinas. Em julho, repetiu-se a tendência de alta nos preços do cordeiro pesado, enquanto a oferta seguiu sendo baixa; o preço alcançou o recorde de US$ 4,30 por quilo de carne, valor que marcou um aumento de 7% no último mês e de 72% desde o começo do ano. Nos primeiros 7 meses do ano, os abates de cordeiros foram estimados em 210.000 cabeças, número 54% menor do que no mesmo período de 2009.

Nas categorias adultas, o panorama de mercado foi similar ao de cordeiro, com altas de preços refletindo a forte demanda pela carne ovina da indústria e a escassa oferta. Na categoria de borregos, os preços ficaram em US$ 4,05, aumentando 4,6% no último mês. Nas ovelhas e capões, o aumento do último mês foi de 5%. O mercado de reposição de ovinos segue a tendência do gado gordo, pouca oferta como consequência da retenção e demanda ativa quando saem à venda rebanhos sadios e de bom potencial produtivo. Segundo o SUL, os preços médios dessas categorias são os seguintes: cordeiros/as, entre U$S 1,80 e U$S 2,05 por quilo vivo; ovelhas de cria, entre U$S 1,55 a U$S 1,89 por quilo vivo; capões, por U$S 1,67 por quilo vivo.

A reportagem é do LaRepublica.com.uy, traduzida e adaptada pela Equipe FarmPoint.

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