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Uruguai: exportações de lã baixaram 30,5% até agosto

postado em 14/09/2009

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No período de 12 meses que terminou em 31 de agosto passado, as exportações de lã e produtos de lã do Uruguai caíram em 30,5% em valor, quando as de carne ovina aumentaram em 13% com relação ao mesmo período do ano anterior.

Os produtos do setor ovino geraram US$ 248,1 milhões em exportações das categorias que o compõem (lã, peles, carne ovina e animais em pé), de acordo com dados do Secretariado Uruguayo de la Lana (SUL), que tomou como base o período de 1 de setembro de 2008 a 31 de agosto de 2009. Esse total representou uma queda de 22,3% com relação ao período de setembro de 2007 a agosto de 2008.

Do total das exportações de produtos ovinos, 68,2% corresponderam a lãs e produtos têxteis, que totalizaram US$ 169,1 milhões, caindo em 30,5% com relação ao ano anterior. Ao analisar o comportamento dos outros itens que compõem a categoria ovina constata-se que as exportações de carne totalizaram US$ 71,4 milhões, com o que se confirma um aumento de 12,8%. As exportações de peles lanares totalizaram US$ 3,4 milhões e cresceram em 8,6%, enquanto as exportações de ovinos em pé baixaram em 55,1%, totalizando US$ 4,1 milhões.

Em termos de volume físico durante o período analisado pelo SUL, o total de exportações de lã alcançou 45,9 milhões de quilos em seu equivalente base suja, considerando lã suja, lavada e cardada, o que equivale a uma queda de 23,5% com relação ao mesmo período do ano anterior. Do total, 73,3% dessa lã foram exportadas cardadas, 18,5% sujas e 8,2% lavadas. As exportações de lã suja baixaram 27,5%, as de lã lavada, 63,8% e as de lã cardada, 11,1%, segundo a análise.

As exportações de lã e produtos de lã do Uruguai durante os últimos 12 meses foram diversificadas a 54 destinos. Em termos de valor, as exportações de lã suja, lavada e cardada totalizaram quase US$ 125 milhões, o que implica em uma queda de 34,6%.

O principal destino das exportações desse grupo de produtos continuou sendo a China, que comprou 52,1% do total e registrou uma redução de 23,3% nas compras. Em seguida vieram Alemanha (14,1% do total), Itália (11,6%), Turquia (4,5%), Japão (3,2%), Irã (1,9%), Reino Unido (1,8%), Índia (1,6%)e Bulgária (1,4%).

Em termos de lã suja, a China adquiriu 95,2% do total, seguida da Índia (4,0%), Chile (0,3%), Alemanha (0,3%) e Reino Unido (0,2%). Nessa subcategoria, observa-se uma redução nas compras da China, Índia e Alemanha (entre 38,8% e 96%).

Em termos de lã lavada, a China comprou 50% do total, seguida por Itália (21,3%), Índia (14,7%), Estados Unidos (3,0%), México (2,4%), Brasil (1,9%) e Alemanha (1,6%). Nessa subcategoria, o destino mais importante reduziu suas compras em 69%, enquanto os demais destinos mencionados baixaram suas compras entre 24,8% e 84,2%.

Em termos de lã cardada, a China comprou 43,5% do total, registrando um aumento com relação ao mesmo período do ano anterior de 3,6%, seguida em importância por Alemanha (18,0%) - que reduziu suas compras em 44,2% -, Itália (13,1%) - que reduziu suas compras em 32,5% - e Turquia (5,7%) - que aumentou suas importações em 41,6%. Entre o quinto e o décimo lugar ficaram Japão (4,1%), Irã (2,5%), Reino Unido (2,2%), Bulgária (1,8%), Marrocos (1,7%) e República Tcheca (1,4%), segundo a análise do SUL.

A reportagem é do El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe FarmPoint.

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