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Uruguai: exportações do setor ovino geraram US$ 365 milhões nos 12 meses até setembro

postado em 01/11/2012

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De primeiro de outubro de 2011 a 30 de setembro de 2012, o Uruguai exportou US$ 365 milhões em produtos do setor ovino, incluindo lãs e produtos de lã, carne ovina, peles e ovinos em pé. Essa quantidade representou um aumento de 3,5% com relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Secretariado Uruguayo de la Lana.

Cerca de 71,9% das exportações de produtos do setor ovino corresponderam a lã e produtos de lã, que totalizaram US$ 262,6 milhões, 1,5% a menos que no período de outubro de 2010 a setembro de 2011. Ao analisar o comportamento de outros itens que compõem o setor ovino, observa-se que as exportações de carne ovina totalizaram US$ 85,8 milhões, aumentando 18,7%. As peles ovinas totalizaram US$ 14,5 milhões, aumentando 23,6%, enquanto os ovinos em pé baixaram 4,1%, totalizando US$ 2,1 milhões.

Em termos de volume físico, durante os últimos 12 meses, o Uruguai exportou um total de 40,8 milhões de quilos de lã equivalentes base suja (considerando lã suja, lavada e cardada), 16,8% a menos que no mesmo período anterior. Do total, 66,2% foram exportadas como lã cardada, 18,3% como lã suja e 15,5% como lã lavada. As exportações em volume físico para as três apresentações consideradas diminuíram comparado com o mesmo período do ano anterior (lã suja, 21,7%; lavada, 15,5%; e cardada, 15,6%). Foram 52 os destinos das vendas ao exterior de lã e produtos de lã do Uruguai durante os últimos 12 meses.



Em termos de valor, as exportações de lã suja, cardada e lavada totalizaram US$ 233,9 milhões, o que implica em um aumento de 1% com relação a outubro de 2010 a setembro de 2011. O principal destino em termos de valor continuou sendo a China, com 37,1% do total. Em seguida, vieram Alemanha (14%), Itália (12%), Turquia (6,8%), Índia (6,7%) e Reino Unido (4,3%).

Na lã suja, a China comprou 77,7% do total, seguida por Índia, com 18,8%. Nessa subcategoria, observa-se uma diminuição da entrada de divisas comparado com o mesmo período do ano anterior de 13,2%.

Na lã lavada, do total de divisas, a China representou 49,4%, seguida por Índia (24,6%), Itália (9%), Estados Unidos (4,3%) e Brasil (3,6%). Nessa subcategoria, o destino mais importante aumentou suas compras em termos de valor em 30,7%. Comparado com o mesmo período anterior, o valor por esse produto caiu 2,3%.

Na lã cardada, a China comprou 24,7% do total, não registrando variação com relação ao mesmo período anterior, seguida em importância por Alemanha (19,1%), que aumentou suas compras em 4,8%, Itália (15,4%), que subiu suas compras em 2,5%, e Turquia (9,8%), que aumentou suas importações em termos de valor em 1,6%. Entre o quinto e o décimo lugar ficaram Reino Unido (6%), Irã (4,2%), Coreia do Sul e Bulgária (3%) e Japão (2,6%).

Se as exportações de lã e produtos de lã forem divididas em dois grupos segundo seu grau de valor agregado, ou seja, um (de menor valor agregado) onde se incluem lã suja, lavada, cardada e desperdícios e outro grupo (de maior valor agregado), composto por fiados, tecidos, roupas, mantas e tapetes, observa-se que o primeiro registrou um aumento em termos de valor de 3,1%, enquanto o segundo diminuiu 17,9%.

As exportações de carne ovina em termos de volume físico durante esse período de 12 meses foram de 14,9 milhões de quilos, 29,8% a mais que no mesmo período do ano anterior. Foram 36 os países de destino, sendo os principais Brasil, que comprou 37,5%, China, com 12,7%, Hong Kong, com 7,9%, Jordânia, com 5,8% e Alemanha, com 4,7%.

Em termos de valor, dos US$ 85,8 milhões exportados em carne ovina, os principais destinos foram Brasil (39,3%), Alemanha (11,1%), China (5,9%), Reino Unido (5,3%), França (5,2%) e Países Baixos (5%).

A reportagem é do www.diarioelpueblo.com.uy, traduzida e adaptada pela Equipe FarmPoint.

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