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Uruguai: produtores buscam ter toda a lã acondicionada no campo

postado em 22/08/2012

1 comentário
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A indústria têxtil está de olho no futuro e busca a meta de contar com toda a lã produzida no Uruguai acondicionada antes da entrada nas fábricas. Há incentivos aos produtores com preços mais altos para que melhorem seus lotes a cada safra.

Há uma década, o Uruguai tinha somente 50% da lã acondicionada durante a colheita; hoje, 80% do volume produzido tem marcação verde ou azul (tem maior ou menor grau de preparação antes da entrada na fábrica). É que o Secretariado Uruguayo de la Lana (SUL), durante todos esses anos, esteve capacitando os trabalhadores de tosquia e os produtores para que melhorassem a apresentação das lãs, não somente para terem mais lucro, mas também, para manter o prestígio do produto. O Uruguai é o segundo produtor mundial de lã lavada, cardada e tops e o terceiro maior exportador mundial de carne ovina.

A grande meta é conseguir que toda a lã que chega à indústria têxtil tenha maior grau de acondicionamento, reduzindo custos operacionais e gerando um produto final (top, fiado ou cardado) de maior qualidade.

A Austrália já deu esse passo e o Uruguai está seguindo esse caminho. Para dar um sinal claro ao produtor sobre o caminho a seguir, a indústria têxtil deu o primeiro passo e aumentou em 4 a 7 centavos de dólar o sobrepreço do quilo de lã acondicionada nessa safra. "Se os australianos conseguiram acondicionar toda sua lã, porque no Uruguai não podemos fazer isso?", disse o presidente da empresa Engraw Import y Export, Frank Raquet. Ele disse que para cada um dos problemas que impedem hoje de obter uma maior porcentagem de lã acondicionada "há uma solução" e disse que "chegou a hora de juntar as partes envolvidas para tratar de projetar uma estratégia". Atualmente, o complexo de produção de ovinos gera 25.000 postos de trabalho ao longo da cadeia produtiva e outros 6.000 postos adicionais na tosquia que dura 6 meses.

"O mercado ativo que tivemos no ano passado, essa demanda tão importante registrada até cerca de outubro, veio desacelerando. Não foi por problemas de preços, mas sim, por falta de demanda. A situação se prolongou muito mais que o esperado e hoje, no começo de uma nova safra, encontramo-nos com um panorama de incertezas importantes. No Uruguai e no mundo laneiro em geral, não há estoque que pressione como fazia há 20 anos. Desse ponto de vista, hoje temos um mercado mais sadio. Por isso, acredito que no futuro pode haver muita volatilidade de preços".

Para ele, até o começo do ano que vem a demanda será baixa. "Temos uma certa expectativa com o que possa chegar a ocorrer na Europa agora que, em duas semanas, as pessoas voltam das férias. Independentemente disso, não somos muito otimistas para o que resta do ano. Cremos que uma certa recuperação de preços pode ocorrer no ano que vem. Tudo depende do grau da demanda".

Sobre a indústria têxtil uruguaia, ele disse que está bem, no sentido de não ter estoques de matérias-primas ou lãs sem vender. "Não estamos com o nível de atividade que tivemos na safra passada a essa altura do ano, mas mantemos uma atividade relativamente boa, basicamente partindo de negócios fechados há tempos".

Ele disse que os problemas passam por vários fatores, mas o principal é a crise que está ocorrendo no norte. "Vemos que o consumo nos diferentes elos da cadeia tem uma queda de 30% e até 50% em alguns dos elos de aplicação laneira têxtil".

O presidente do SUL, Joaquín Martinicorena, também é impulsionador e segue buscando melhorias na qualidade das lãs uruguaias. Essa é a essência pela qual foi criado o órgão que ele preside, apoiado e governado pelos próprios produtores.

Para ele, um dos gargalos que impedem de chegar a um volume maior de lotes de lãs acondicionados "é a falta de máquinas de tosquia", onde as pessoas estão capacitadas para acondicionar a fibra. Esse é um dos gargalos também porque há casos de produtores que apostam na carne ovina e não têm interesse em acondicionar a lã.

A reportagem é do El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe FarmPoint.

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Comentários

Sérgio Souza Fernandes

Pedras Altas - Rio Grande do Sul - Produção de ovinos de corte
postado em 17/05/2013

Acredito que o RS deveria buscar no Uruguay seu aprimoramento. O SUL (Secretariado Uruguaio de La Lana) tem nível altíssimo de técnicos. Sugiro a leitura de seus comentários e notícias  na internet (www.sul.uy). Tivemos em priscas eras dois institutos: o da carne (que não deu certo) e o do arroz e aí está o IRGA, sustentado pela lavoura, com seus problemas mas ditando ciência para o mundo na área da orizicultura. O SUL é um órgão semelhante. A ovelha por excelência no Uruguay é a corriedale e Uruguay nos dá um banho de exportação, veja-se a quantidade de cordeiros que colocam em nossos mercados. Não foram eles e continuaríamos a comer carneiros.

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