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Vacina para o vírus Schmallenberg está sendo desenvolvida

postado em 05/03/2012

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Um vírus mortal, anteriormente desconhecido, que desencadeia abortos em ovinos, caprinos e bovinos, está se espalhando na Europa, causando problemas para a indústria pecuária. Porém, os produtores poderão ter uma vacina para combater essa doença no próximo ano.

Virologistas estão reunidos em Leylstad, Holanda, nessa semana, para discutir o vírus Schmallenberg, que pertence a uma família de vírus nunca vista na Europa antes. Três companhias já estão testando vacinas candidatas. Normalmente, levaria anos para essa vacina chegar ao mercado, mas uma aprovação mais rápida poderia evitar o contágio com o vírus.

Desde que o Schmallenberg foi identificado na Alemanha em novembro passado, causou ondas de abortos de ovinos em todo o norte da Europa e no Reino Unido, e agora se espalhou para a Itália.

O subgrupo da família ao qual o vírus pertence inclui o vírus Oropouche, que afeta humanos e é a segunda causa mais comum de febre na América do Sul, depois da dengue. Os parentes mais próximos do Schmallenberg, como o vírus Akabane, encontrado no Japão, Austrália e Israel, somente infectam ruminantes, e acredita-se que não infecta humanos.

O último vírus animal que pegou a Europa de surpresa foi o da doença da língua azul que, como o Schmallenberg, é disseminado pela picada de mosquitos e explodiu nas mesmas regiões da Alemanha, Holanda e Bélgica em 2007. A aprovação acelerada da vacina removeu a doença da língua azul da Europa em 2010.

Um senso de urgência também poderá fazer com que o Schmallenberg pare de disseminar. "Todos os testes requeridos para licenciar uma vacina levariam dois anos", disse o chefe do departamento de vírus disseminados por insetos do Instituto de Saúde Animal de Pirbright, no Reino Unido, Peter Mertens. Se os governos suspenderem os requerimentos mais onerosos de testes, as vacinas podem ser permitidas após serem dadas aos animais e observadas por tempo suficiente para ver se são seguras, induzem anticorpos efetivos e previnem infecções.

Em Lelystad, entretanto, pesquisadores focarão em melhores maneiras de detectar anticorpos ao vírus, disse o representante do Friedrich Loeffler Institute em Insel Riems, Alemanha, Martin Beer, que primeiramente isolou o vírus e provou sua ligação com a doença.

Os anticorpos revelam quais animais foram infectados. Testes rápidos no momento quando os mosquitos retornam na primavera mostrarão onde o vírus se dissemina. Um teste de anticorpos pode também dizer aos pesquisadores quando o vírus causou a deformação no feto, disse Beer. Os testes também provarão quais animais são seguros para exportação.

A reportagem é do www.newscientist.com., traduzida e adaptada pela Equipe FarmPoint.

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