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Presidente da Embrapa é exonerado do cargo

postado em 01/10/2012

15 comentários
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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento aceitou, neste domingo (30), o pedido de exoneração do presidente da Embrapa, Pedro Antônio Arraes Pereira. De acordo com informações do órgão, o nome do substituto deve ser comunicado nos próximos dias.

A diretora de Administração e Finanças da Embrapa, Vânia Beatriz Rodrigues Castiglioni, assumirá o posto interinamente. Em sua segunda gestão, Arraes foi reconduzido ao cargo no órgão em 16 de agosto deste ano. Ele tomou posse da presidência da empresa pela primeira vez em julho de 2009.

A saída de Arraes do cargo foi o desfecho de uma longa e silenciosa crise, cujo enredo interno vai além das críticas e diagnósticos divulgadas em artigos - a maioria deles no jornal O Estado de S.Paulo, alertando para a falta de rumo da empresa.

A falta de resposta da empresa a essas críticas pode ser interpretada como uma forma de manter sob controle a informação essencial: pesquisadores, cientistas e técnicos passaram a exercer forte oposição à gestão de Arraes, considerada por eles responsável pela perda gradual da capacidade da Embrapa de acompanhar o desenvolvimento tecnológico aplicado aos produtos em seu universo de atuação.

Inchada - a empresa gasta de 70 a 80% de seu orçamento com a folha de pagamentos - perdeu importância na agenda empresarial brasileira. O empresário nacional busca as soluções inovadoras no exterior. A negligência com a obtenção de patentes e a omissão no programa de melhoramento de sementes são outras acusações à gestão agora encerrada, com números expressivos: 60% das sementes de soja, 70% de milho e 80% de algodão, são de programas de melhoramento genético privados.

Sobram acusações de censura a manifestações de pesquisadores inconformados com o isolamento a que se dizem submetidos em razão da crítica à perda da visão estratégica. O processo gerencial, segundo os críticos de Arraes, é pouco oxigenado pela falta de renovação de pessoas e métodos, enfraquecendo a empresa diante dos desafios de um cenário globalizado e altamente competitivo.

Alguns departamentos estratégicos da empresa foram submetidos a comandos burocráticos e outros, como o de Administração Financeira, estão sob o mesmo comando há mais de uma década.

Outra crítica remete à nova estrutura para gestões de projetos internacionais de cooperação, com recursos do Banco Mundial, entre outras instituições. O Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento, que centraliza os programas e projetos da Embrapa, não participa diretamente da coordenação e desconhece até o total de recursos captado.

Por fim, uma das críticas mais contundentes é à coordenação de programas de pesquisa da Embrapa ser feita no exterior. Os sites das plataformas da empresa têm sua logomarca e a do governo federal, mas estão hospedados num servidor em Los Angeles.

A Embrapa
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foi criada em 26 de abril de 1973. A missão da Embrapa é viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agricultura, em benefício da sociedade brasileira.

As informações são de João Bosco Rabello, de O Estado de São Paulo e da Empraba, adaptadas pela Equipe AgriPoint.

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Comentários

Mauro Santos da Rocha

Sarandi - Rio Grande do Sul - Pesquisa/ensino
postado em 01/10/2012

É lamentável que o atual governo deixe chegar a nossa EMBRAPA, patrimônio científico nacional, a este ponto de esvaziamento. Depois de ter passado pela fúria neoliberal do governo Collor, que, deliberadamente,  queria acabar com esta empresa que tanto nos orgulha, esperávamos  uma outra postura dos atuais governates, qual seja, o fortalecimento da EMBRAPA.


Diante do quadro atual e no sentido de revitalizá-la , permitimo-nos apontar o nome do DR. BENAMI BACALTCHUK, ex- gerente da EMBRAPA TRIGO de Passo Fundo para dirigí-la. Seriedade e competência sabemos que ele tem. Com a palavra o Ministério da Agricultura.





MAURO SANTOS DA ROCHA


Deusdedit Luzimar de Souza

Maria da Fé - Minas Gerais - Produção de ovinos
postado em 01/10/2012

È uma pena. Parece seguir o mesmo caminho da Copersucar

Deusdedit Luzimar de Souza

Maria da Fé - Minas Gerais - Produção de ovinos
postado em 01/10/2012

È uma pena. Parece seguir o mesmo caminho da Copersucar

Guilherme Alves de Mello Franco

Juiz de Fora - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 02/10/2012

Prezados Senhores: Esta é a fotografia do setor agropecuário brasileiro e, também, de todo o cenário administrativo do Brasil. A política é posta acima dos interesses científicos e, por isso, podemos entender porque países, com muito menos espaço físico e tradição, são melhores do que nós neste campo de atuação humana - falta-nos seriedade, preparo e, até mesmo, sabedoria para tanto.


Triste País em que o desenvolvimento científico não é o carro chefe de seus governantes.

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO


FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG


=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=

Marcelo José Campos Paiva

Euclides da Cunha - Bahia - ovinocultor
postado em 02/10/2012

Não me causa espanto. O desgoverno do PT aparelhou todos os orgãos da admt. federal, querem, e , não é de hoje, acabar com a Embrapa. é lastimavel!

Thiago Alexandre Silva

Pindoretama - Ceará - Produção de leite
postado em 02/10/2012

Prezados,

Trata-se apenas de mais um fato corriqueiro em nosso cenário político nacional. É instigante a atual situação pelas quais as empresas ligadas ao governo e até mesmo o próprio governo vem passando. Virou comuns os escândalos. Ninguém se surpreende mais com a politicagem praticada em todos os âmbitos de governança.  Certa vez, assistindo uma entrevista em um canal televisivo, falaram que a EMBRAPA estava para o Brasil assim como a NASA estava para os EUA. Na época achei um tanto como exagerada a comparação. Mas, hoje compreendo o que o entrevistado queria passar. É inaceitável que em virtude de opiniões egoístas (entenda como interesse financeiro), coloque em xeque uma das empresas de maior prestígio mundial no setor do agronegócio, a EMBRAPA.



--- Girolando TAS ---

Thiago Alexandre Silva.

Wagner Beskow

Cruz Alta - Rio Grande do Sul - Pesquisa/ensino
postado em 02/10/2012

Este é um processo que vem de anos, é complexo, e não se resume ao presidente em questão, ora exonerado.

A Embrapa ficou para trás, isto é notório. Na experiência de ex-professor federal, de ex-diretor de estação de pesquisa privada e de profissional atuante em pesquisa e desenvolvimento agropecuário, vejo estes como seus principais problemas:

- Incapacidade de bem se relacionar com empresas privadas (parcerias com estas são tabu, e quando ocorrem são um parto para o pesquisador que as puxa).

- Empresa que visa lucro, na ótica dos burocratas da Embrapa e de suas normas, é algo antagônico a sua missão e é tratado com desdém.

- Muita valorização de publicações em revistas científicas, que embora necessárias, isoladas não mudam nada no campo.

- Isolamento crescente do pesquisador para com os reais problemas do campo.

- Oscilações grandes de uma gestão para outra, incompatível com pesquisa de longo prazo.

- Politicagem, perseguições, censura, favoritismos políticos em Unidades etc. como grande desestímulo a certas linhas de pesquisa e posturas de pesquisadores.

- Supervalorização da titulação em detrimento à real e provada capacidade de geração de tecnologias pelo pesquisador (como se título fosse tudo).

- Hipervalorização de linhas de pesquisa da moda (ambiental e politicamente corretas) em detrimento às que trazem desenvolvimento econômico como um todo.

- Abandono do simples e de alto impacto, pelo complexo de duvidoso resultado advindo do excessivo academicismo que predomina no quadro atual (salvo algumas exceções).

- Inadmissível peso da folha de pagamentos. Como uma instituição de pesquisa fará pesquisa só com gente? Sim, porque 80% para folha, não sobra nada! E ainda criam mil barreiras contra parcerias.

- Desestímulo ao pesquisador buscar recursos de fora resultante da excessiva burocracia e de um CAIXA ÚNICO DA UNIÃO que devora tudo sem devolver, a menos que usem os subterfúgios perigosos das fundações da Embrapa.

- Entre outras.



O mundo inteiro tem limitações de verbas em pesquisa agropecuária. Aqui vivemos num paraíso. Um país gigante tocado pelo agronegócio! Basta usar a cabeça e saber interagir com a iniciativa privada (talvez algumas leis teriam que mudar para permitir isso também) que teríamos condições de vê-la novamente fazendo a diferença, porque hoje, sinceramente, qual o impacto que ela está tendo no campo? Virou braço político de governo desde o início do governo Lula, infelizmente.

José Volni Costa

Bom Retiro - Santa Catarina - Produção de ovinos
postado em 02/10/2012

A condução da Embrapa ficou entregue a interesses do grande capital transnacional. O governo não quer o desenvolvimento da produção agropecuária brasileira , pois toda a gestão é feita por gestores envolvidos partidariamente até o pescoço com o PT e estes ideologisam tudo, impedindo o desenvolvimento das famílias rurais brasileiras. Tudo isto porque temem que a classe de produtores rurais obtenham poderes políticos pelo desenvolvimento economico que possam alcançar. Ledo engano, pois os produtores rurais querem apenas cumprir o seu papel de atores importantes na geração de emprego e renda. A Embrapa se tivesse todo o seu maior patrimònio , que é o seu corpo de pesquisadores, sendo utilizado para a geração de tecnologia , nós seriamos imbatíveis na produção de alimentos no mundo. José Volni Costa, Produtor rural -SC

Mauro Santos da Rocha

Sarandi - Rio Grande do Sul - Pesquisa/ensino
postado em 02/10/2012

Prezada Wagner !

Perfeita tua análise sobre a nossa EMBRAPA. Há um tempo foi quase dizimada pela linha neoliberal de COLLOR, que pretendia extinguí-la. Hoje,  está mais a serviço do governo do que da pesquisa.  Em um e outro caso, terminamos importando tecnologia.


Lamentável.


Mauro Santo Rocha

Luciano Renato Cúppari

Timbó - Santa Catarina - Consultoria/extensão rural
postado em 02/10/2012

Mais uma consequência da administração socialista do PT

Márcio Teixeira

Uruana - Goiás - Produção de leite
postado em 02/10/2012

Isso apenas reforça o descaso que existe com aqueles que trabalham no campo. O maior patrimônio do Brasil está totalmente fora das  reais necessidades dos produtores, é uma pena. De alguma forma, existe um "movimento" contra a extensão rural e, já algum tempo, da pesquisa - EMBRAPA. A pesquisa sem a particição direta de quem produz não tem sentido, não é possível enxergar apenas o que os livros relatam, é preciso escutar quem produz.


sergio murilo braz

Betim - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 05/10/2012

Tanto investimento, tanto prestigio sendo desperdiçado de maneira tão ignorante. Que pena que nossos políticos não consigam enxergar o óbvio, um pais que não desenvolve e não domina a tecnologia, independente do setor, jamais conseguira ser um pais de ponta.

Se nossos políticos sonhassem com uma grande nação, como sonham com seus grandes partidos, com suas bandeiras sendo colocadas acima da nossa bandeira, poderíamos sim ser a maior nação desse planeta rapidamente.

Eu amo o Brasil radicalmente.

juraci de paiva junior

Goiânia - Goiás - Produção de gado de corte
postado em 06/10/2012

É muito simples; o mercado dita a regra; ou a "digníssima"  o acompanha ou será esquecida; só que quem paga a conta, inclusive, por alguns mestrados, doutorados, phds e demais depesas é o contribuinte, não esqueçamos.

Valter Alves Nascimento

Itabuna - Bahia - Pesquisa/ensino
postado em 06/10/2012

Sem ser fisiocrata, quero parabenizar os comentários efetuados pelos produtores e outros. Organizações e instituições criativas, competentes e ágeis são fundamentais para o desenvolvimento da agropecuária brasileira. Hoje não se admite mais gestores despreparados na condução desses seguimentos. Onde os recursos públicos estão presentes, compete a participação da sociedade na condução e fiscalização de todo processo administrativo, do planejamento ao contole e avaliação dos resultados.Outro ponto limportante levantado nos questionamentos: resultados positivos no campo, dependem enrte outros,  da pesquisa, da extensão, do produtor e do crédito rural. O link entre esses seguimentos é fundamental para o sucesso desse setor. O conhecimento científico é válido tanto quanto o conhecimento empírico ou não do produtor, "basta baixar a bola e juntar as pedras"

Paulo Luís Gonçalves Campelo

Belo Horizonte - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 08/10/2012

É indiscutível a importância estratégica que a EMBRAPA possui para o desenvolvimento do Brasil. É lamentável perceber que nossos ilustres ocupantes do Legislativo e Executivo são fortemente influenciados ($) por ONGs de países que investem forte em ações com objetivo de diminuir a participação do Brasil no Mercado internacional de Produtos Agopecuários. Nossos concorrentes internacionais são poderosos e conhecem mais o potencial do Brasil do que os próprios Brasileiros, e o que é pior, sabem exatamente onde intervir para deixarmos quietinhos onde estamos. Brasil, o eterno gigante adormecido.


O Pedro Antônio Arraes Pereira está saindo ?? e daí ?? existem muitos outros Pedros Antônios Arraes Pereiras por aí... aos montes... Mas resta um fio de esperança, por isso vou dizer, ANTES TARDE DO QUE NUNCA.


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