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Agricultura terá secretaria para cooperativas
"O cooperativismo é fundamental para que possamos agregar valor, fazer com que o dinheiro chegue na ponta", acentuou o ministro. "Temos que produzir cada vez mais alimentos e eu estou aqui para dizer que as cooperativas são extremamente importantes, junto com o produtor, para que isso aconteça."
Segundo o secretário executivo do ministério, José Carlos Vaz, a intenção é que a secretaria, que deve estar estruturada em cerca de dois a três meses, seja a responsável pelo "desenvolvimento estratégico da política agrícola, dando força ao cooperativismo". O ministro disse que a reforma administrativa no ministério também incluirá alterações na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). "O controle sobre as empresas vai passar para dentro do ministério", afirmou.
"Nós vamos trabalhar o conjunto de instrumentos que temos para favorecer o produtor." Mendes Ribeiro ressaltou que o ministério precisa antecipar-se aos problemas, incluindo os atuais que envolvem a cultura do trigo, em razão de quebra nos principais Estados produtores e de preços considerados baixos. "Nossa política agrícola para o trigo vai ser a política agrícola que tivemos em outras crises no Brasil", disse.
"Vocês viram notícia da laranja e terminou a crise da laranja, vocês ouviram crise do arroz e terminou a crise do arroz." O ministro adiantou que receberá, terça-feira, uma análise sobre a questão do trigo. "Vamos agir de forma objetiva sobre isso", reforçou.
O presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski, disse que o sistema teve um ano positivo no Estado, com crescimento de 14% em termos de faturamento, movimentando R$ 30 bilhões. Em exportação, a previsão era de chegar a US$ 2 bilhões, mas alcançou-se US$ 2,2 bilhões. As vendas de 50 produtos são feitas para mais de cem países. O Paraná é responsável por 40% das exportações de cooperativas do Brasil. "Nós estamos fazendo a nossa parte", afirmou Koslovski.
Segundo ele, a crise mundial preocupa, sobretudo porque há queda em preços de commodities, como se verifica atualmente no trigo. "Já estamos pedindo um mecanismo de comercialização e temos esperança de que isso pode se reverter", disse. Nas previsões para o próximo ano, ele acentuou que é necessário ter cautela. "Vamos analisar bem a conjuntura e fazer o planejamento com os pés no chão", afirmou.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo, adaptada pela Equipe AgriPoint.
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