Fechar
Receba nossa newsletter

É só se cadastrar! Você recebe em primeira mão os links para todo o conteúdo publicado, além de outras novidades, diretamente em seu e-mail. E é de graça.

Argentina: qualidade e genética na produção de lã

postado em 09/12/2009

Comente!!!
Aumentar tamanho do texto Diminuir tamanho do texto Imprimir conteúdo da página

 

Na Argentina, a produção de lã suja supera os 4 quilos por ovelha. A lã fina da raça Merino predomina em suas diversas variantes e a província de Chubut, localizada na Patagônia Argentina, é a principal produtora de lã, com 3,8 milhões de cabeças ovinas. Em seguida está a província de Santa Cruz, também localizada na Patagônia Argentina, com 2,3 milhões de cabeças ovinas. Por último, esta Buenos Aires, com 1,7 milhões de cabeças ovinas. Somando Río Negro, Neuquén e Tierra del Fuego, a Patagônia tem quase 79% do rebanho ovino argentino e, por isso, lidera a produção de lã e a produção de cordeiros. Na Argentina, o total de cabeças é de 12,35 milhões.

O adiantamento da safra laneira é uma das mudanças que a atividade tem vivido. Conhecida como tosquia pré-parto, esta é realizada à partir de julho e fim do inverno. A tosquia pré parto tem as suas vantagens sobre a tosquia tradicional, sendo esta última realizada na primavera e no verão. O adiantamento da safra resulta em melhor qualidade da fibra, fibras mais fortes, melhor rendimento industrial consequente da menor quantidade de gordura e terra, e melhor condição corporal da ovelha e do cordeiro.

Outro avanço importante foi a chegada do Programa de Qualidade Prolana há uns 13 anos atrás. O Programa determinou pautas claras para melhorar a tosquia e o acondicionamento. A consequência disso foi que clientes laneiros de todo o mundo começaram a pedir lãs certificadas. O Prolana tem forte apoio da Federação Laneira Argentina e das firmas exportadoras.

Há alguns anos, por iniciativa da firma, difundiu-se no exterior a versão em inglês do regulamento do Prolana. Com a melhoria da qualidade da lã para o processamento, os clientes conseguem um melhor preço que as lãs tradicionais. As firmas exportadoras outorgam um estímulo de três centavos de dólar por quilo de lã suja se for devidamente produzida segundo as normas do programa.

Na área da genética, vem ocorrendo um progresso importante que é particularmente visível e muito bem sucedido. Esse progresso é através de um trabalho com Merino Multi Proposito (MPM), originado no rebanho Glendemar na Austrália e levado à Argentina através de Monte Dinero de Río Gallegos. Esse trabalho vem sendo levado à cinco anos pela consultora e rede genética Ovis XXI.

Em média, 15 rebanhos e 100 produtores, em diferentes graus de avanço genético, já possuem 931.200 ovelhas MPM e seus cruzamentos, ou seja, 7,5% do rebanho argentino. O MPM é um biótipo de lã muito fina, de muito bom tato e suavidade, muito larga e de cor branco brilhante, que já se usa para produzir roupas exclusivas, inclusive para uso direto sobre a pele. Seus preços de venda são excelentes, acima dos habituais no mercado devido ao seu excelente desempenho no processamento.

Quanto aos números da atividade, no final da safra de 2008/09, as exportações de lã da Argentina foram destinadas a 34 países. Cerca de 56,4% são exportadas como tops de lã cardada, 19,5% como lã suja, 13,2% como lã lavada, 9% como blousse (dejetos de lã de baixa qualidade produzidos na etapa de fabricação de lã cardada e lavada) e 1,8% como subprodutos. O valor total na safra de 2008/09 foi de US$ 134,29 milhões base FOB.

Os principais clientes são a Comunidade Europeia, a China, o México, o Uruguai e a Turquia. A indústria argentina só processa entre 3% e 4% da produção. O principal desafio é elevar o nível de preços, em geral, a baixo do preço da Austrália, o país "formador" de preços.

Quanto à produção de carne ovina na Argentina, anualmente oscila entre 30 e 35.000 toneladas, das quais 20% a 25% são exportadas, sem cumprir a cota Hilton da Argentina, que é de 23.000 toneladas. Principalmente se exporta cordeiros patagônicos para Espanha, Reino Unido, Irlanda, Grécia, Alemanha e França. O potencial de crescimento é enorme, mas difícil de cumprir, dadas as limitações climáticas na Patagônia e sanitárias no resto do país.

A reportagem é da Infocampo, traduzida e adaptada pela Equipe FarmPoint.

Avalie esse conteúdo: (4 estrelas)

Envie seu comentário:

3000 caracteres restantes


Enviar comentário
Todos os comentários são moderados pela equipe FarmPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

Quer receber os próximos comentários desse artigo em seu e-mail?

Receber os próximos comentários em meu e-mail

Copyright © 2000 - 2021 AgriPoint - Serviços de Informação para o Agronegócio. - Todos os direitos reservados

O conteúdo deste site não pode ser copiado, reproduzido ou transmitido sem o consentimento expresso da AgriPoint.

Consulte nossa Política de privacidade