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Baixa oferta preocupa ovinocultores do Paraná e programa de fomento incentiva cooperativas

postado em 25/02/2014

1 comentário
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Menos de um ano após a Folha Rural mostrar as dificuldades da ovinocultura paranaense em relação às más condições do sistema de produção no Estado, o setor começa a ganhar um novo ânimo. Pelo menos é o que atestam as cooperativas que atuam na atividade. Por meio do Programa de Fomento da Ovinocultura do Paraná, desenvolvido pelo governo estadual, as cinco principais cooperativas que atuam na ovinocultura poderão ser contempladas com recursos para a aquisição de matrizes, além de apoio técnico de entidades associadas ao projeto na condução da atividade.

O programa já liberou R$ 250 mil em um convênio realizado pela Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e a Sociedade Rural do Oeste do Paraná para a compra de animais em uma cooperativa de Cascavel. Além de elevar a quantidade do plantel paranaense, o objetivo da secretaria é reestruturar o setor produtivo, que se encontra desorganizado, adequando oferta, demanda e qualidade da carne produzida em solo paranaense.

José Antônio Garcia Baena, zootecnista e coordenador do projeto, explica que o Programa de Fomento da Ovinocultura faz parte do programa de cadeias produtivas, criado em 2004 com o objetivo de reestruturar diversos segmentos. A base do projeto é aumentar a produção dos criadores ligados às associações e também das cooperativas que atuam no Estado. "Precisamos de uma oferta constante de animais, qualidade de produto e mercado", sinaliza.

Ele conta que a informalidade ainda está muito presente na realidade da ovinocultura paranaense, gerando prejuízos aos produtores. Baena completa que, com a informalidade, não é possível garantir qualidade e muito menos uma capacidade de produção constante. "Quando você se organiza, o mercado vem junto", observa. O zootecnista completa que os produtores paranaenses voltaram a focar no aumento da produção e não só em melhoramento genético.

Próximos investimentos

Depois da cooperativa de Cascavel, Baena revela que o próximo investimento deverá ser na cooperativa Castrolanda, de Castro, que atualmente possui um plantel de 7 mil matrizes, chegando a abater até 4 mil cordeiros por ano. "Acredito que o recurso deverá ser liberado para a cooperativa, mas não sei quando", completa o zootecnista.

O recurso a ser destinado para a Castrolanda deverá ser destinado para fomento da produção e em melhoramento genético. A data para a liberação do recurso ainda é uma incógnita, principalmente devido à crise financeira do governo do Paraná. Cooperativas de Pato Branco, Guarapuava e Londrina também deverão ser contempladas com o plano de apoio a ovinocultura, mas ainda não há data para liberação dos recursos.

Baena conta que, mesmo sem o programa, o empenho dos ovinocultores já dá resultados. Há alguns anos, as cooperativas paranaenses produziam em torno de 80 toneladas de carne por ano, com um plantel de 4,9 mil cordeiros. Em 2013, a estimativa da Seab, em produção de carne ovina, é de 180 toneladas, com um plantel de 10 mil cordeiros. Para este ano, a meta é que as cooperativas cheguem a produzir 220 toneladas de carne, com o plantel estimado em 12,3 mil animais. Atualmente, o Paraná é o sexto maior produtor de carne de ovinos do País, com um plantel total de 530 mil cabeças.

A matéria é do Jornal Folha de Londrina.  
 

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Comentários

Marcos Caliani

Astorga - Paraná - Consultoria/extensão rural
postado em 03/03/2014

  Seria excelente em nossa região a presença de uma cadeia produtiva bem constituída e implantada, principalmente por termos um perfil de pequenas propriedades nesta região.
  Precisamos articular os elos da cadeia produtiva e fazer acontecer para poder atender a região metropolitana de Londrina e Maringá com cordeiros de boa qualidade.

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