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Brasil pode avançar na exportação de ovinos

postado em 16/07/2010

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O rebanho ovino mundial voltou a crescer depois de ter diminuído de forma constante de 1990 a 2000. A produção de carne ovina vem crescendo de forma acelerada. No que se refere ao Brasil, a ovinocaprinocultura precisa de mudanças estruturais significativas. Esses e outros cenários estão no Estudo de Mercado Externo de Produtos Derivados da Ovinocaprinocultura lançado neste mês pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco).

O comércio internacional de produtos da ovinocaprinocultura atinge quase US$ 11 bilhões por ano e é bastante concentrado em produtos oriundos de ovinos, principalmente carne e lã. No entanto, a lã vem diminuindo sua participação no volume de comércio, enquanto a carne ovina não para de crescer em importância. Os ovinos significam parcela significativa do mercado. No caso dos caprinos, o comércio de animais vivos é o item mais importante, seguido pela carne.

O estudo é resultado de um encaminhamento feito pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da qual o Sebrae faz parte. O objetivo da publicação é analisar o fluxo internacional da carne ovina e caprina e as oportunidades de negócios para o Brasil. A pesquisa foi desenvolvida entre os meses de junho e novembro de 2009. Foram usados dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Comércio (Comtrade), da Comissão Européia e do IBGE, entre outros.

O Brasil participa do mercado internacional principalmente como importador, perdendo oportunidade real de desenvolver a sua cadeia produtiva de ovinos e caprinos e ocupar as imensas áreas de pasto subutilizadas do país. "Apesar do mercado externo ainda ser uma meta distante no setor, é importante saber que existem janelas de oportunidade. A carne brasileira ainda tem um longo caminho para se tornar competitiva. No caso da comercialização de animais vivos, vencendo as barreiras sanitárias e técnicas, as dificuldades são menores, podendo ser uma opção interessante de atuação", afirma o coordenador nacional da Carteira de Ovinocaprinocultura do Sebrae, Ênio Queijada.

De acordo com o estudo, para ser um importante competidor na ovinocaprinocultura mundial, o Brasil precisa se espelhar no modo como a Austrália, a Nova Zelândia e o Uruguai vêm enfrentando os desafios impostos pelo mercado internacional de carne. Nesse contexto, a garantia da sanidade do rebanho deve ser aprofundada, para que as barreiras não-tarifárias sejam superadas e a carne ovina brasileira possa alcançar os mercados importadores que remuneram melhor o produto.

Segundo o vice-presidente da Arco, Arnaldo dos Santos Vieira Filho, o rebanho de ovinos e caprinos do Brasil é formado por 26 milhões de cabeça. "Termos um grande mercado interno. Primeiro precisamos nos fortalecer internamente, nos tornar competitivos, para depois avançar para o mercado interno", afirmou. Ele acredita que uma das formas para atuar no mercado internacional é por meio do enriquecimento genético.

Ainda segundo o estudo, a exportação de ovinos está bastante concentrada em apenas dois países, Nova Zelândia e Austrália, que têm consciência da dificuldade de continuar fornecendo valores crescentes ao mercado internacional. O rebanho mundial de ovinos diminuiu cerca de 8% nos últimos 20 anos, porém a produção de carne ovina aumentou 27%. De 1997 a 2008 a importação de carne ovina passou de um valor de US$ 6 milhões para mais de US$ 23 milhões. Já o rebanho caprino aumentou cerca de 40% em 20 anos. China e índia se destacam em quantidade de animais, apesar de a Índia ter perdido um pouco de participação percentual nos últimos anos.

Para ter acesso ao estudo, clique aqui.

As informações são da Agência Sebrae de Notícias, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

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