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Cecília Veríssimo fala sobre verminose em cordeiros

postado em 18/05/2009

1 comentário
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A leitora do FarmPoint Cecília José Veríssimo, pesquisadora do Instituto de Zootecnia de Nova Odessa, São Paulo, enviou um comentário ao artigo "Manejo e alimentação de cordeiros para abate precoce". Abaixo leia a carta na íntegra.

"Trabalho com ovinos no Instituto de Zootecnia em Nova Odessa há 15 anos. Desde essa época (década de 90) quando o IZ montou seu sistema de produção baseado em pastagens de qualidade (piquetes de Aruana e Tanzânia, adubados anualmente) e confinamento das matrizes com seus filhotes durante o período da lactação (que, para as lanadas, acontece no período da seca), as contagens de ovos nas fezes (OPG) dos cordeiros criados confinados o tempo todo (desde o nascimento) é sempre muito próxima de zero, podendo ir até o acabamento sem haver necessidade de vermifugação.

No entanto, o confinamento traz outros problemas sanitários, igualmente graves, como é o problema da mastite. Tentamos criar os cordeiros e suas mães em sistema de semi confinamento (um cocho coletivo coberto em uma área pequena, mas com terra. Pois bem, nesta área, mesmo sendo passado herbicida para matar as plantas existentes, sempre acaba nascendo uma plantinha e daí a ovelha come e ensina o cordeiro a comer também.

Então, no semi confinamento, ou quando se cria mãe e filho no pasto, temos que vermifugar os cordeiros quando são desmamados, senão existe a possibilidade de haver muitas mortes e baixo desempenho. O problema é: o que fazer quando a propriedade tem uma cepa de Haemonchus multirresistente (resistente a tudo quanto é vermífugo)?.

Aí, no meu ponto de vista, a solução é utilizar reprodutores sabidamente resistentes à verminose, ou voltar ao confinamento total (em galpões fechados, sem acesso à terra) desde o nascimento, com o cuidado de observar a condição do úbere, e do leite ou do colostro das ovelhas ao parto, tratando convenientemente e imediatamente as ovelhas que apresentarem sintomas de mastite (inclusive a subclínica, diagnosticada com o reagente CMT; geralmente, 3 dias após o parto já se pode utilizar este exame).

Desta forma, ovelhas com peito perdido que tiverem dois filhotes pode-se imediatamente começar a tratar com leite de vaca esse segundo filhote, ou tentar colocar ele para mamar em outra ovelha, senão, a morte desse segundo filho (geralmente o menor) é certa! Outra iniciativa importante no controle da mastite é, uma vez constatada a doença, separar a ovelha doente das outras (pelo menos enquanto realiza o tratamento), a fim de que os cordeiros não sirvam de veículo para levar a doença para outras ovelhas sadias."

Clique aqui para ler mais opiniões sobre este assunto.

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Comentários

Flávio belmonte R. da Silva

São Sebastião do Caí - Rio Grande do Sul - OUTRA
postado em 20/05/2009

Não há dúvidas de que trata-se de assunto da maior importãncia e a contribuição da Dra. Cecília é extremamente útil.

Não posso nem pensar em confinamento de ovinos, pois entendo que não temos mercado (na minha região) capaz de absorver um produto resultante de manejo tão caro, ainda que a qualidade seja superior.

Já utilizamos vários vermífugos - Ovinos a campo com suplementação às mães - e temos conseguido controlar a verminose, utilizando exame da mucosa e análise de fezes.

Todavia, observamos no curso destas ações que, efetivamente, há animais mais resistentes, que dispensam a vermifugação por longos períodos.

Acho que esta é a grande saída para o problema, ainda que mais demorada e trabalhosa.
Parabéns pelo artigo.

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