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Código florestal: Dilma diz que prefere ver o governo perder a anistiar desmatadores; votação é hoje

postado em 24/04/2012

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No primeiro sinal de enfraquecimento dos ruralistas na Câmara, o deputado Paulo Piau (PMDB-MG) acenou ontem (23) com a possibilidade de mudar seu relatório sobre a reforma do Código Florestal "até a hora da votação", prevista para hoje, em troca de um acordo com o governo.

A presidente Dilma Rousseff (PT) reiterou ontem que prefere ver o governo perder a concordar com a anistia a desmatadores. Isso significa que a chance de um acordo para a votação está cada vez mais distante se os ruralistas insistirem na oposição à exigência de faixas mínimas de recuperação das áreas de preservação permanente.

Piau insiste em eliminar do texto aprovado em dezembro no Senado a exigência de os proprietários de terras recuperarem pelo menos 15 metros da vegetação às margens dos rios. "É uma burrice imensa tratar todos os biomas de forma igual. Inteligente é não definir faixas mínimas e fazer a análise por bioma, por bacia", disse Piau.

O texto aprovado pelo Senado e defendido pela presidente estabelece faixas mínimas de recuperação da vegetação entre 15 metros e 100 metros, dependendo da largura dos rios. Essa regra já é atenuada para os pequenos produtores. Piau defende uma faixa de recuperação mínima de 5 metros para rios mais estreitos, além de benefícios aos médios proprietários rurais.

Ontem, a presidente disse ao deputado Márcio Macêdo (PT-SE) que prefere perder a votação na Câmara a romper com o compromisso assumido durante a campanha eleitoral. Principal adversário de Dilma na disputa ao Planalto, José Serra, do PSDB, declarou ontem apoio ao texto do Senado, em mensagem no Twitter: "Bem ou mal, o substitutivo do Senado sobre o Código Florestal expressava um acordo político. Voltar atrás é jogar no quanto pior melhor", disse o candidato à Prefeitura de São Paulo, em mais um sinal de isolamento do relator. Em maio do ano passado, tucanos apoiaram a anistia aos desmatadores.

Questionado se não haveria votos suficientes na Câmara para aprovar o relatório que apresentou na semana passada, Piau esquivou-se: "Não tenho essa avaliação de votos nem estou preocupado com isso". Sobre a resistência da presidente Dilma a um acordo que envolva anistia a desmatadores, ele disse: "Se não aceitar, o único caminho é o voto".

Em caso de derrota do texto do Senado, Dilma deverá vetar a reforma do Código Florestal, o que aumentaria a insegurança jurídica dos proprietários de terra que descumprem a atual regra de proteção do meio ambiente.

O líder do PV na Câmara, deputado Sarney Filho (MA) alega que Piau é autor de uma das propostas que foram apensadas ao texto do código quando a matéria ainda tramitava na comissão especial criada para discutir o assunto. De acordo ele, pelo que prevê o Artigo43 do Regimento Interno da Câmara, o peemedebista estaria impedido de relatar a proposta.

A questão de ordem é mais uma tentativa do PV de adiar a votação do novo Código Florestal, por discordar do texto. A intenção do partido é postergar a votação da matéria para depois da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, marcada para o mês de junho na capital fluminense.


A estratégia do governo para a votação será discutida na manhã de hoje pelo líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), os líderes da base e titulares de quatro ministérios: Relações Institucionais, Meio Ambiente, Agricultura e Desenvolvimento Agrário. "É uma prerrogativa da presidente Dilma vetar ou não. Nosso limite é o relatório aprovado no Senado", disse o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP). O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), disse que mantém o compromisso com o relatório de Paulo Piau.

As informações são do jornal O Estado de São Paulo, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.

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Comentários

Dr. JAIRO PINTO DE CARVALHO

Salvador - Bahia - APRECIADOR DE LEITES E SEUS DERIVADOS.
postado em 25/04/2012

Salvador - Bahia,25..04.2012-4ª feira.
Olá. Tenho acompanhado os absurdos cometidos e declarados pelo tal deputado do PMDB-MG, são estarrecedores! Fico admirado com o DESCASO DOS AGROPECUARISTAS COM A PRESERVAÇÃO AMBIENTAL. É uma GRANDE ESTUPIDEZ O QUE PRETENDEM, OU SEJA, O ASSOREAMENTO DOS RIOS POIS É NO QUE VAI DAR, OU MELHOR, JÁ ESTÁ OCORRENDO DE HÁ MUITO TEMPO MAS A GANÂNCIA, O DISPARATE E A ESTÚPIDA BURRICE JÁ ESTÃO PROPICIANDO A DESTRUIÇÃO DOS BIOMAS, PREJUDICANDO AOS PRÓPRIOS AGROPECUARISTAS POIS SEM TERRA FÉRTIL, EM SE PLANTANDO NADA DÁ!  PORTANTO É UMA FACA DE DOIS GUMES. A DESERTIFICAÇÃO DE TERRAS É UMA REALIDADE, A DIMINUIÇÃO DO VOLUME DE ÁGUA DOS RIOS É OUTRA, VEJAM O ESTADO ATUAL, DO RIO SÃO FRANCISCO É TEMERÁRIO, MENOS PARA OS CEGOS E GANANCIOSOS QUE SÓ QUEREM DESMATAR E DESMATAR! O Código Florestal em projeto, mesmo sem as estúpidas emendas do tal deputado ainda assim poderia ser melhor. O QUE MAIS É PRECISO É QUE OS BRASILEIROS TENHAM VERGONHA NA CARA E NÃO ELEJAM INCOMPETENTES E SAIBAM MAIS COMO REAGIR AOS ABSURDOS COMETIDOS. QUEM SABE NUM BELO DIA CHEGAREMOS LÁ?, MAS PRECISAMOS, PARA QUE ISTO OCORRA, DEFENDERMOS A NOSSA DIGNIDADE NACIONAL ,A  MAIOR DIFICULDADE É RESPEITARMOS E CUMPRIRMOS AS LEIS, MANDANDO PARA A CADEIA OS MARGINAIS DISFARÇADOS DE SALVADORES DA PÁTRIA. É NECESSÁRIA UMA MUDANÇA DRÁSTICA NA MENTALIDADE NACIONAL POIS, NEM PARA TUDO TEM QUE HAVER DETERMINADA LEI, BASTA SE TER CARÁTER E NÃO FICAR PROCURANDO BRECHAS NAS PÉSSIMAS LEIS SANCIONADAS E VIGENTES. QUE TAL UMA REVISÃO GERAL EM TODA A LEGISLAÇÃO?, PRINCIPALMENTE, NAS PENAIS E PROCESSUAIS PENAIS, CLT E ETC... DEFENDO,TAMBÉM, A  EXCLUSÃO  DAS PRESCRIÇÕES CONTIDAS NAS LEIS QUE SÓ BENEFICIAM AOS MARGINAIS!
Grato pela atenção.
J.P.C.

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