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Criador aposta na produção de leite de cabra para gerar renda no Tocantins

postado em 06/08/2014

10 comentários
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A produção de leite de cabra é uma atividade em desenvolvimento no Tocantins. Cerca de 30 agropecuaristas, concentrados em Palmas e Araguaína, se dedicam a este negócio no estado e criam 250 cabeças leiteiras que produzem uma quantidade de 150 litros de leite por dia, de acordo com a Associação de Pequenos Produtores de Leite de Cabra de Palmas (Ascabra). Embora incipiente, a atividade é promissora e alguns criadores apostam no negócio para gerar lucros. O produtor Itamar Rodrigues Toledo, de 24 anos, conhecido como Itamarzinho, é um dos criadores mais novos do Tocantins. Ele começou a desenvolver a atividade no ano de 2010, depois que aprendeu sobre a caprinocultura no curso de agronegócio no Instituto Federal do Tocantins (IFTO). O jovem produtor se apaixonou pela atividade e resolveu empregar o conhecimento científico no campo.



“Eu já tinha a mentalidade de fazer a propriedade do meu pai render. E a ideia surgiu na sala de aula. Eu achei interessante a criação de cabras, estudei e comecei a investir”. Toledo começou com duas cabras que produziam 4 litros de leite por dia. Em quatro anos, o criador aumentou o rebanho em mais de 1000%. Hoje, ele cria mais de 20 cabras. A produção é de mais de 20 litros por dia. Na universidade, Toledo também aprendeu a fazer inseminação artificial. Das cabras que ele cria, 10 nasceram por inseminação, processo feito por ele mesmo. A estratégia é criar cabras com maior capacidade leiteira. As cabras para o criador, são como animais de estimação e têm até nomes de artistas. Ele faz carinho, dá “só comida boa” e se preocupa com o manejo. Para tirar o leite, ele mantém a cabra isolada. “O bode tem um cheiro forte e se ele ficar por perto pode impregnar o leite e prejudicar a venda”, justifica.

Parte do leite tirado é vendido diretamente para o consumidor, que vai comprar o produto na propriedade de Toledo. A outra parte é vendida na feira de Palmas. A família do jovem também aproveita a produção para fazer queijo de leite de cabra. O alimento é produzido na Chácara Nossa Senhora Aparecida, na capital. Duas vezes por semana, os pais do jovem, que também criam gado, porcos e galinhas, vão até a feira vender o leite e o queijo.

Segundo o jovem, cerca de 20 queijos de leite de cabra são vendidos mensalmente, sob encomenda. O jovem tira o leite e a família trabalha no processo de fabricação do queijo. “O processo é o mesmo do queijo comum, mas este tem um sabor diferente, é mais fino, mais suave, não tem gosto forte”, conta o jovem.



O queijo do leite de cabra custa 40% a mais que o queijo feito com leite de vaca. O preço é justificado por causa do material primário, o leite de cabra, que é caro e mais difícil de ser encontrado, segundo a mãe do jovem Elvira Aparecida Rodrigues. “O queijo tem um sabor diferente, para temperar colocamos salsa, cebolinha, pimenta de cheiro, cheiro verde e orégano”. Ela argumenta que as pessoas procuram pelo queijo de leite de cabra, mas que na propriedade não há animais suficientes que produzam a quantidade necessária de leite. Já o jovem empreendedor argumenta que o produto não é mais vendido por falta de tempo e mão de obra. “Nós temos demanda, mas eu preciso me dedicar mais. Além disso, a mão de obra especializada no tratamento de caprinos é escassa e não encontramos pessoas dispostas a lidar com a atividade”. Apesar dos empecilhos, o empreendedor acredita que no futuro vai lucrar ainda mais com a atividade.

Desafios da atividade no Tocantins

A criação de cabras leiteiras começou em 2002 no Tocantins. Cerca de 10 produtores foram beneficiados com uma linha de financiamento do Banco da Amazônia para ajudar no desenvolvimento da atividade. No mesmo ano nasceu a Associação de Pequenos Produtores de Leite de Cabras de Palmas (Ascabra). Segundo o presidente Adão Rocha Rego, a atividade é promissora, mas enfrenta desafios.

De 2002 para cá, 30 produtores passaram a desenvolver a caprinocultura, sem contar com outros criadores de assentamento que trabalham com a atividade, mas não geram lucros. No estado, há 250 cabeças leiteiras e a produção de leite gira em torno de 150 litros de leite por dia. “A princípio essa atividade é complementar, nenhum criador consegue viver só dela. Para que ela crescesse mais, teria que haver uma mudança de paradigmas”.

A mudança que o presidente se refere é no consumo do leite. Segundo ele, as pessoas ainda não têm o hábito de consumir o leite de cabra. “O leite ainda é visto como remédio. Quando o leite de cabra for, de fato, inserido na alimentação diária das pessoas, haverá um maior crescimento na produção”.



O zootecnista Helio Sousa, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), também afirma que a atividade ainda encontra empecilhos para alavancar no estado. Segundo ele, o desenvolvimento da atividade se esbarra no baixo consumo e no alto preço do produto, além disso, a produção do leite poderia ser maior, de acordo com o profissional. “A caprinocultura ainda não pode ser uma atividade primária. O adequado é que a atividade seja secundária, para pequenos produtores e ideal para jovens que querem a inserção no mercado”.



Ainda de acordo com Sousa, o consumo do leite de cabra, que a propósito, possui um valor nutritivo maior que o do bovino, poderia ser estimulado. “A preferência da população ainda é para o leite bovino. Para estimular o consumo, poderíamos ter campanhas, o produto também poderia ser acrescentado à merenda escolar”. Mas o zootecnista diz que não há nenhum projeto neste sentido no Tocantins e que deveria haver um esforço entre produtores, Estado e outras instituições no sentido de popularizarem o leite de cabra.

As informações são do G1, adaptadas pela Equipe FarmPoint.
 

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Comentários

GUILHERME BENKO DE SIQUEIRA

Monte Santo de Minas - Minas Gerais - Produção de ovinos de corte
postado em 09/08/2014

Olá Itamar, parabéns pelo empenho no setor da caprinocultura.
Além de Produtor Rural também sou Professor e Zootecnista na Universidade Federal do Tocantins (UFT Palmas- TO). Temos muitos trabalhos na área de produção animal com pequenos ruminantes. Também atuamos com projetos de pesquisa com tecnologia e processamento de produtos de origem animal junto à Engenharia de Alimentos. Gostaria de convidá-lo a vir nos conhecer e se houver interesse poderemos desenvolver um trabalho em conjunto. Grande abraço! Prof. Guilherme Benko (63) 8442-1210.

Walderi Francisco de Carvalho OLiveira

Palmas - Tocantins - Produção de ovinos de corte
postado em 11/08/2014

A atividade tende a crescer. Como tem sido demonstrado, tanto os produtores quanto profissionais técnicos cada vez mais revelam interesses pela atividade, aqueles a traídos por resultados que a atividade pode oferecer, estes pelo melhoramentos que pretendem disponibilizar em prol do efetivo desenvolvimento da atividafe.

Lourival Couto

Pedro Afonso - Tocantins - Instituições governamentais
postado em 11/08/2014

Bom dia Dr. Guilherme! Estamos tentando desenvolver, em Pedro Afonso - TO, projetos na área da pequena agro-pecuária (familiar).
Gostaria de entrar em contato, pois uma das atividades que tenho sugerido aqui para a região, é justamente a produção de alimentos de origem animal, em agrovilas do Município. Existem alguns produtores interessados e o mercado é promissor.
Se não for incomodo, ligarei para o número publicado.
Atenciosamente,
Lourival Couto
(verdumrs@hotmail.com / (63) 8414-9804)

GUILHERME BENKO DE SIQUEIRA

Monte Santo de Minas - Minas Gerais - Produção de ovinos de corte
postado em 11/08/2014

Olá Sr. Lourival Couto,
Primeiramente agradeço o contato. Seria muito interessante conversarmos a respeito. Certamente temos muita coisa a compartilhar.
Fique a vontade para telefonar. Já anotei o seu telefone e tentarei ligar amanhã para você.
Grande abraço,

Prof. Guilherme.
(63) 8442-1210

isabel martinha s. leite

OUTRA - OUTRO - advogada/ ramo de direito agrario
postado em 13/08/2014

  Bom dia,   Itamar, Parabéns pela empreendimento, o Brasil tem necessidade de pessoas com essa visão, especialmente Jovens.
Há alguns anos estive conhecendo o Estado de vocês é lindo, com jovens tão idealistas tende a crescer.

Aqui na Bahia, se tem muito caprino  para produção de carne, pouca incentivo ao leite, mas que sabe, se criadores do nordeste( Vale do São Francisco),  não utilizam ideias semelhantes para agregar valores a criação.

Boa sorte no empreendimento.

Isabel Leite

Luiz Carlos de Oliveira

Barbacena - Minas Gerais - Produção de caprinos de leite
postado em 17/08/2014

Meus parabéns,continue assim.

Jose Vitor de lima Pereira

Cuiabá - Mato Grosso - Produção de caprinos de leite
postado em 26/10/2014

infelizmente nos aqui na baixada cuiabana passamos pelos mesmos problemas não a nenhum isentivo para os pequenos criadores de caprinos leiteiros dos cincos criadores que começamos só em venho lutando para não parar.  

Luiz Carlos de Oliveira

Barbacena - Minas Gerais - Produção de caprinos de leite
postado em 28/10/2014

Bom dia José.

Tenha paciência , você chega lá.

Kayky Barbosa

Palmas - Tocantins - Estudante
postado em 18/05/2015

Bom dia eu queria deixa meu contato 63 81527602 eu tenho bastante iterece na criação de cabras! E gostaria de algumas dicas se possível

Jose Vitor de lima Pereira

Cuiabá - Mato Grosso - Produção de caprinos de leite
postado em 26/05/2015

estou a disposição apesar de não ter muita esperiencia mas ja estou na atividade desde 2010

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