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Dificuldades para encontrar mão de obra qualificada no campo?

postado em 10/08/2011

9 comentários
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Na ovinocaprinocultura, assim como em outras atividades, um dos grandes gargalos é a ausência de mão de obra qualificada e especializada para desenvolver as atividades básicas na produção de ovinos e caprinos. Muitos produtores notam que alguns funcionários manejam ovinos e caprinos da mesma forma que são manejados os bovinos, pois grande parte dos contratados são oriundos de propriedades que têm como foco a bovinocultura, o que gera impactos negativos. Essa falta de mão de obra especializada dificulta a adesão dos produtores a novas tecnologias, como a utilização da inseminação artificial e outras práticas de manejo mais complexas, pois para isso, é necessário pessoal capacitado.

A visão da propriedade rural como uma empresa faz também remeter a essa questão. Hoje qualquer empresa, em qualquer área, busca encontrar profissionais que desenvolvam um trabalho qualificado. Esta excluído do mercado aquele que se apresentar improdutivo e ineficiente. Nas propriedades rurais, na maioria das vezes, essa situação é diferente, pois há um crescente deslocamento de pessoas da zona rural para a zona urbana na busca de melhores condições de vida, fazendo com que os contratadores tornem-se menos seletivos. Uma outra diferença é que em comparação com a indústria e os serviços, a mão de obra rural é a mais despreparada e desqualificada.

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Comentários

Jaime de Oliveira Filho

Itapetininga - São Paulo - Consultoria/extensão rural
postado em 10/08/2011

Realmente  o grande gargalo da atividade no momento, mas os profissionais da área precisam se mobilizarem para treinamento de técnicos .
No projeto Villa Nova em que presto assessoria estamos realizando um projeto para fazer uma parceria com escola técnica"ETEC. Edson Galvão", Centro Paula Souza para que alunos possam aprender sobre a atividade da ovinocultura ,já que na grade curricular  não é tão enfatizado, podendo assim formar MO(Mão de Obra), para atividade onde os alunos poderão aprender na teoria e já fazer a prática, fazendo com que o aluno possa aprender as noções fundamentais da ovinocultura(operacional), incluindo IA e outros.
Interessados  em treinamento podemos fazer na sua propriedade ou aqui num futuro próximo.
Email: conservicesovinos@yahoo.com.br
Tim 15-81058969 / Vivo 97900260

Tiago Schultz

Mafra - Santa Catarina - Produção de ovinos de corte
postado em 10/08/2011

Sim, pessoas migrando para cidade....
Meu pai m conta que a um tempo atraz o pessoal se reunia 20 ou 30 pessoas e iam arrancar feijao. Quem nao acompanhou a tecnologia de colheitadeiras por exemplo ficou pra traz. Se foce contar com esse grupo de pessoas,hoje o feijão ia apodrecer na roça.
Creio que dos grandes grupos de antigamente, sempre tinham algumas pessoas em destaque, com mais area de terras e foram comprando mais e se adquou ao mercado competitivo e as tecnologias que evitam mao de obra.
Poucos daqueles sempre ficaram trabalhando da mesma forma e ganhando pouco, ai vieram os filhos,esposa ( sim muitas vezes os filhos vieram primeiro, depois a esposa) e a coisa foi ficando no vermelho. Cansado d ganhar pouco e trabalhar muito, entao foram pra cidade trabalhar em empresas geralmente de pinus que nescessita de mao de obra mais braçal e se deram bem ou pelo menos sustentao suas familias.
Outros cansados tambem, viram seus companheiros se dando bem e foram atras e se deram mal. Estes agora estao sobrevivendo das bolsas, bolsas e bolsas governamentais. E estes se nao conseguem sobreviver, vao pra cadeia.
Quem sobrou?
Sobrou os proficionais que sairam das faculdades, filhos daqueles primeiros que sobreviveram na cidade e outros que ja estavam la, que hoje ganham seu sustento orientando, fazendo projetos, etc para produtores rurais.
Conclusão: Hoje podemos escolher entre, Mao de obra cara ou tecnologia cara.  

cicero leandro de sousa

Londrina - Paraná - Estudante
postado em 10/08/2011

Concordo que para atividade crescer tem que haver mão-de-obra qualificada, mas a questão de falta dessa deve ser revista, pois todos anos são formados milhares de técnicos nas instituições de ensino, e muitos ficam desempregados por não ter chance à  primeira oportunidade.
Sou aluno de pós graduação e vejo muita dificuldade de encontrar essa primeira oportunidade, sempre é exigido experiencia, mas como colocar em prática toda teoria e vontade de trabalhar que temos ao sair da faculdade se não há espaço.

Cicero Leandro de Sousa
Mestrando em Nutrição Animal
leouel@hotmail.com

Marisa Martins Borges de Abreu

Colinas do Tocantins - Tocantins - Produtora de gado, Touros, cria, recria e engorda
postado em 11/08/2011

Artigo muito interessante. É uma realidade em todos os setores da atividade rural. Faltam soluções! Falta interesse ao governo a incentivar a formação de técnicos nesta área, faltam escolas técnicas e falta uma bolsa de empregos, fator que aumentaria o interesse a novos profissionais.

Paulo andrade

São Paulo - São Paulo - Consultoria/extensão rural
postado em 11/08/2011

CONCORDO PLENEMENTE  COM o colega Cicero Leandro de Souza, Dizem que o mercado esta aquecido, que falta mao de obra qualificada, etc , mas eu no papel de Tecnico vejo que muitos produtores preferem contratar uma mao de obra barata, nao especializada ao inves de ter uma pessoa tecnica que esteja capacitada com esse tipo de criaçao, isso tudo alegando que a contrataçao de um Zootecnista é um gasto muito alto, entretanto mal sabem eles que na verdade trata se de um bom investimento na mao de obra capacitada.

Danilo

São Paulo - São Paulo - Produção de ovinos
postado em 12/08/2011

Concordo plenamente com vocês! Me formei em medicina veterinária e estou ha dois anos procurando emprego em fazenda para trabalhar no manejo diário de ovinos, tenho disponibilidade de morar na fazenda, trabalhar em equipe, dedicação, organização, comprometimento, responsabilidade, fiz estágio numa grande empresa do governo federal, mas o que percebo é que a capacidade pouco vale sem oportunidade. Já fui em diversas agencias de emprego como o Centro de Apoio ao Trabalhador e outras agencias do interior de São Paulo, mas você faz a ficha e fica por isso mesmo. A pior coisa é você ter tanta disposição para trabalhar e ter que ficar só na vontade e esperança que um dia isso vai acontecer.

Danilo
dan.vet.br@hotmail.com
São Paulo

Jaime de Oliveira Filho

Itapetininga - São Paulo - Consultoria/extensão rural
postado em 12/08/2011

Na minha opinião precisamos entender que para o produtor que não tem o costume de contratar profissionais realmente é difícil que ele de cara faça uma contratação.
Todo profissional de qualquer área deve entender que para conseguir a confiança do produtor deve ter preços modestos no seu primeiro contato e com o tempo o profissional tem condições de mostrar para o produtor que os resultados valem a pena contratar e daí esse produtor divulga para outros e a coisa começa acontecer, lógico que todo profissional que logo se forma tem a vontade de começar ganhando bem , mas a realidade não é bem assim

Nei Antonio Kukla

União da Vitória - Paraná - Consultoria/extensão rural
postado em 12/08/2011

Vivemos uma carência imensa de Capital Humano.
Ao longo dos anos vários problemas foram aflorando no meio rural como diminuição da margem de lucro, fracionamento das propriedades (situação observada qdo. a propriedade é dividida para os herdeiros ficando pouca área para cd. um, inviabilizando algumas atividades), investimento maciço de empresas em reflorestamento comprando assim as áreas de terras dos pequenos e médios produtores, falta de investimento concreto numa EXTENSÃO RURAL EFICIENTE que levasse soluções aos agricultores, principalmente jovens (nunca vi nenhum órgão de extensão trabalhas com as famílias a Sucessão Familiar, ouve a quebradeira de cooperativas em algumas regiões o que levou ao agricultor levar "mais um tombo", enfim, poderíamos ficar aqui enumerando várias questões que hoje favorecem o "sumiço"da mão de obra no campo.
Não vamos nem falar em mão de obra qualificada, pois não há Mão de obra nem que vc queira treiná-la. Muitos produtores tem a sua exploração limitada ao fator de capital humano, sendo que não podem aproveitar ao máximo o potencial de suas propriedades em decorrência da falta de pessoas para trabalhar.
Repito, vivemos um colapso de capital humano.
Acho na hora de empresas, principalmente as que trabalham em extensão rural, seja ela pública ou privada, a refletir melhor às suas ações e conduzir os seus extensionistas a fazer um trabalho de RESULTADOS. Políticas públicas existem aos montes, mas, de que adianta o agricultor tomar dinheiro e aplicar bem ou mal na propriedade se ele acaba não tendo pernas depois para sustentar o negócio por falta desta MO.
Que se amplie este debate e se apontem soluções para serem colocadas em prática para reverter este quadro crônico que o meio rural se encontra neste sentido.

josafa bezerra nascimento

Monte Santo - Bahia - Técnico
postado em 14/08/2011

A assistencia técnica proporciona melhoria da qualidade e produtividade de cada agricultor, desde que ela seja complexa. Pois no entanto esta havedndo vagas para os tecnicos agricola, que segundo a presidente Dilma vai ampliar nessa area.

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