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Embrapa no Pecnordeste: pesquisa atesta eficiência econômica do pasto cultivado para ovinos e caprinos

postado em 21/06/2012

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As palestras de quarta-feira (20) do XVI Seminário Nordestino de Pecuária (Pecnordeste), no segmento de caprinocultura e ovinocultura, foram abertas pela pesquisadora Ana Clara Cavalcante, com a apresentação de estudos sobre pastagem cultivada irrigada. A pesquisa, que avaliou o uso dos capins Tanzânia e Tifton 85 para pastejo de cabras leiteiras, conclui que há eficiência econômica no manejo intensivo, com melhores resultados quando a ordenha é manual.

As pastagens são o principal alimento dos rebanhos do semiárido. Oferecem boa cobertura vegetal ao solo, reduzem a taxa de erosão e favorecem a captura do gás carbônico da atmosfera e estocagem do carbono no solo. Dentre as vantagens da pastagem, podem ser destacadas a otimização da produção de pequenas áreas e o rápido retorno do capital investido. Como limitações, temos os custos de implantação e a ocorrência de doenças.

A escolha das espécies vegetais levou em consideração a adaptação da forrageira às condições do semiárido, a resistência ao pastejo, a perenidade, o valor nutritivo para caprinos e ovinos e a presença de muitas folhas e poucos colmos. A pesquisa indicou a adequação do uso de adubação nitrogenada pelo uso da ureia, que deve ser aplicada no pasto em horários mais frescos do dia, com irrigação subsequente, devido à volatilidade. Outro cuidado é o fracionamento da dose, dividindo em pelo menos duas aplicações.

O manejo das cabras no pasto cultivado deve respeitar um período de ocupação entre 1 e 7 dias. No caso do capim Tanzânia com criação do rebanho em sistema intensivo é necessário fazer 25 dias de descanso na seca e 31 dias de descanso no período chuvoso. Já o capim tifton exige 16,7 dias de descanso na seca e 19,5 dias de descanso nas chuvas. Devido a este tempo de intervalo é recomendável fazer a divisão da área em piquetes.

Ana Clara também considerou alguns desafios observados no sistema de pasto cultivado irrigado, que ocorrem principalmente no período chuvoso. "As cabras só passeiam no pasto, mas não se alimentam debaixo de chuva", explica. O comportamento compromete a produção leiteira e a extensão do período de lactação. Por isso, recomenda-se o confinamento dos animais ou o pastejo na caatinga, onde há abrigo e opções de plantas forrageiras. Nesse caso, o pasto cultivado deve receber outros animais, que irão se alimentar evitando que o capim passe do ponto ideal.

Outra questão relevante no período de águas é a necessidade de controle de verminoses mais frequente. A vermifugação pode deixar resíduos no leite, que deverá ser descartado. Portanto, é aconselhável o uso de medicamentos que não deixam resíduos, além da opção por animais menos susceptíveis ou mais resilientes à verminose, bem como o uso de lotes uniformes de animais mais jovens.

As informações são da Embrapa Caprinos e Ovinos, adaptadas pela Equipe FarmPoint.

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