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Especialista comenta sobre prevenção de verminose

postado em 07/10/2009

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A colaboradora do FarmPoint Cecília José Veríssimo, pesquisadora do IZ de Nova Odessa, São Paulo, respondeu a dúvida de um leitor ao seu artigo "Proteína na alimentação de ovinos e verminose - Parte I". Abaixo leia a carta na íntegra.

"Prezado Antonio

Sim, nas pastagens (ou no ambiente, fora do animal) estão 98% dos parasitas na forma de ovo e larva (vida livre).

Sim, podemos atuar ativamente para tentar diminuir o número de larvas na pastagem. Algumas formas de atuarmos são:

- Manejo dos pastos: o rodízio de pastagens (principalmente quando se utiliza forrageiras de crescimento ereto, tipo Aruana) é um modo muito interessante de controle de larvas e ovos nos pastos. O controle não se dá devido ao período de descanso (que é em torno de 30 dias no verão e 60 no inverno), e sim, devido à insolação que sofre o pasto desfolhado. Os ovinos entram no pasto, ficam no piquete num período (preferencialmente) inferior a 7 dias, e comem todas as folhas, deixando o pasto a uma altura de 10-15cm (no caso do Aruana) o que permite máxima exposição do sol na base da planta e no solo, diminuindo a viabilidade dos ovos e das larvas que lá se encontram. À medida em que o capim vai crescendo e criando sombra, esse efeito vai diminuindo. A outra grande vantagem desse método, é que se for bem feito, você estará sempre dando um capim de qualidade para os animais (alto teor de folhas), o que aumentará a resistência deles.

A forrageira que constitui este pasto também é fator importante na viabilidade das larvas. Trabalho realizado em Nova Odessa, no Instituto de Zootecnia, mostrou que em uma variedade de Braquiária (cv. Mulato) foram recuperadas muito mais larvas do que no Aruana e no Áries (cultivares de Panicum maximum). Isso porque, mesmo nesse esquema de rotação de pastos, com alta lotação (para comer o máximo em menor tempo), havia uma maior sobra de folhas ou parte delas na Braquiaria, o que favorecia o sombreamento do solo e da base da planta, colaborando para a sobrevivência de ovos e larvas na pastagem.

- Pastagem conjunta com outra espécie que não hospede o Haemonchus contortus, a espécie mais patogência a ovinos e caprinos. O pastejo alternado ou conjunto com outras espécies (bovinos adultos ou equinos) também ajuda a controlar este parasita.

- A outra forma, ainda não disponível no comércio, é o controle biológico, com fungos nematófagos (fungos que são dados aos animais através da ração ou sal mineral, e que ao saírem nas fezes, crescem se alimentando das larvas dos nematóides, entre eles, Haemonchus contortus).

Cordeiros criados na pastagem devem sempre ter acesso a creepfeeding (com concentrado com cerca de 18% de PB), e sua infestação por parasitas deve ser sempre monitorada com OPG e/ou Famacha (a cada 15 dias), e utilização de vermífugo com eficácia superior a 90%, sempre que necessário. Se você não tiver um vermífugo com boa eficácia, então a melhor opção é confinar os cordeiros até o abate e as fêmeas até 5-6 meses, quando são gradativamente adaptadas às pastagens. Após 45 dias em que foram soltos no pasto com suas mães foi necessário vermifugar cordeiros de várias idades, em trabalho realizado no IZ, no verão de 2008."

Clique aqui para ler mais opiniões sobre este assunto.

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