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Estiagem leva agricultor a substituir bovinos por caprinos e ovinos no Nordeste

postado em 26/01/2015

5 comentários
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O problema da desertificação vem preocupando muito os produtores de carne do Nordeste brasileiro, principalmente do interior do Ceará. Os últimos três anos foram de chuvas irregulares por lá, o que obrigou alguns produtores de bovinos a passarem para o lado da criação de caprinos e ovinos.

Eles continuam observando se realmente fica mais em conta criar um animal menor, já que ele come e bebe menos, além de ocupar um menor espaço. O que eles querem saber é se, financeiramente, a troca do bovino pelo caprino ou ovino é boa ou não. A prática mostrou que onde se cria 10 vacas, dá para se criar 50 ovelhas.

Para conversar sobre o assunto, o programa Nossa Terra entrevistou o médico veterinário Olivardo Facó, pesquisador da Área de Melhoramento Genético Animal da Embrapa Caprinos e Ovinos no Ceará, que falou aos ouvintes da Rádio Nacional da Amazônia sobre as vantagens da criação de caprinos e ovinos nos períodos de mudanças climáticas e quais os cuidados que os agricultores devem tomar nesses períodos para não prejudicar a produção de carne.

Olivardo Facó explicou que em regiões com problemas de desertificação, como o semiárido nordestino, que sofre com longos períodos de estiagem, é mais vantajoso criar animais de pequeno porte, que apresentam mais resistência às variações climáticas. Além disso, quanto menor o organismo do animal, menor será a preocupação com a disponibilidade de alimento.

No entanto, o médico veterinário ressaltou que não é todo ovino ou caprino que possui resistência às mudanças no clima. Segundo ele, existem raças dentro dessas espécies que são extremamente especializadas, seja para a produção de carne ou para a produção de leite, por exemplo. Isso porque essas raças especializadas foram selecionadas em um outro ambiente, com grande disponibilidade de alimento e água para produzirem em nível elevado. Logo, elas não possuem o mesmo grau de adaptação que aquelas chamadas de raças localmente adaptadas.

De um modo geral, Olivardo Facó destacou que os caprinos e ovinos são mais adaptáveis às mudanças climáticas que os bovinos, apesar de também existirem raças localmente adaptadas na espécie bovina.

As informações são da Agência Brasil, resumidas e adaptadas pela Equipe FarmPoint.
 

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Comentários

Walderi Francisco de Carvalho OLiveira

Palmas - Tocantins - Produção de ovinos de corte
postado em 26/01/2015

Seria interessante se o autor tivesse relacionado as raças de ovinos localmente adaptadas para a região, de forma a facilitar a tomada de atitude do  criador.

Celso Fernando Veiga

Barreiras - Bahia - Consultoria/extensão rural
postado em 02/02/2015

Fico preocupado quando o quesito quantidade é o mais abordado quando se fala em trocar o criatório de bovinos de corte por caprinos ou ovinos.
Temos que levar em conta que a capacidade de selecionar um alimento melhor onde pouco existe por parte dos ovinos e principalmente os caprinos, os fazem parecer verdadeiros magos da transformação de pouco ou quase nada em carne.
Ovinos e principalmente caprinos são muito mais exigentes em termos nutricionais que os bovinos.
Todo o nosso problema esbarra no sistema de produção acertado para cada região.
A Austrália produz bovinos em regiões onde o clima é muito mais severo que a nossa caatinga nordestina.
É uma questão de se usar a técnica certa para o local certo...

Walderi Francisco de Carvalho OLiveira

Palmas - Tocantins - Produção de ovinos de corte
postado em 02/02/2015

Muito bem delinear sua preocupação Celso, agora, se puder esclarecer, diga qual sistema de produção seria adequado para o nordeste brasileiro e quais seriam as técnicas que alavancaram esse sistema naquela região.

Celso Fernando Veiga

Barreiras - Bahia - Consultoria/extensão rural
postado em 02/02/2015

Um sistema que pudesse adequar a produção do semiárido à sua realidade edafoclimática.
Existe um período chuvoso muito curto na caatinga, onde a cultura local conservadora e tradicional tenta cultivar milho.
Por que não se cultiva o que pode efetivamente ser produzido naquele ambiente?
Sorgo granífero (variedades desenvolvidas nos órgãos de pesquisa nordestinos), Milheto, Pé-de- Galinha e feijão gorotuba (cow pea) em consórcio com as gramíneas acima citadas para produção de grãos, feno e silagem.
O sertanejo sofrido e desassistido sempre que cai um pouco de chuva corre para seu roçado e planta milho. É mais fácil ganhar na loteria do que ter um boa colheita...
Um ponto de partida para tudo dar certo principalmente para a PRODUÇÃO de ovinos e caprinos no nordeste (produção não é sinônimo de criação) é lembrar:
Não há como atender todas a exigências nutricionais das várias categorias que compõem um rebanho caprino ou ovino só com forragem tropical.
Sempre haverá a necessidade de grãos que devem ser produzidos na região.
As gramíneas anuais e os pequenos grãos cultivados nos curtos períodos de chuva podem ser produzidos e estocados para alimentar estes rebanhos.

carlos dario araujo portela

Teresina - Piauí - Produtor Rural
postado em 03/02/2015

Sou do partido do Sr Celso- veja  caso da mandioca chega-se a colher até 10t.de raiz /ha(fora a parte de rama),onde na mesma área no PI(na minha região) o milho rende 1,5t de grão isto sem adubação ... e outros recursos agronômicos.

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