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II Simpósio FarmPoint discute alternativas para a ovinocultura brasileira

postado em 22/04/2013

10 comentários
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Nos dias 17 e 18 de abril, o FarmPoint realizou o II Simpósio FarmPoint – Custos, Mercado e Gerenciamento na USP de Pirassununga. O evento contou com um público formado majoritariamente por ovinocultores e vários assuntos foram discutidos visando o fortalecimento da cadeia.

A mesa de abertura foi composta por Raquel Maria Cury Rodrigues, coordenadora do FarmPoint, pelo Professor Doutor Enrico Lippi Ortolani, Diretor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, pelo Professor Doutor Francisco Palma Rennó, Chefe do Departamento de Nutrição e Produção Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, e pelo Professor Doutor Augusto Hauber Gameiro, Coordenador do Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal, o LAE da FMVZ/USP.

Foto 1 - Abertura do evento.



No dia 17, ocorreram 5 palestras proferidas por profissionais da área. Robson Leite, proprietário da Savana Food, falou sobre as exigências dos consumidores de carne ovina nos mercados e restaurantes e destacou que precisamos de alternativas para legalizar o abate de pequena escala. Para ele, o trabalho de vender 1 caixa de cordeiro é o mesmo de vender 1 carreta de boi.

A professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Alda Lúcia Gomes Monteiro, mostrou os resultados produtivos e econômicos de sistemas de produção de cordeiros. “A mão-de-obra e a alimentação apresentaram maior participação no custo de produção em todos os sistemas”, frisou ela.

Rodrigo Emediato, zootecnista com mestrado e doutorado nas áreas de nutrição e produção de ruminantes (Unesp Botucatu) e consultor da Progeny Consultoria Pecuária, palestrou sobre a viabilidade econômica da ovinocultura de leite e derivados no Brasil e concluiu que precisamos identificar o paladar dos brasileiros.

Na sequência, a zootecnista, produtora de ovinos, mestre e doutora pela Universidade de São Paulo (USP) de Pirassununga, Camila Raineri, discorreu sobre as características técnicas e econômicas de sistemas de criação no Estado de São Paulo. “Hoje na produção de ovinos temos problemas graves de soluções simples”, disse ela.

A última palestra foi ministrada pelo zootecnista, consultor na área de ovinocultura e gerente nacional de fomento da ovinocultura de corte da VPJ, Walter Celani Jr., que falou sobre as diferenças, o mercado e as implicações dos Animais de elite x Animais de produção. De acordo com ele, nós precisamos ajudar o produtor a ganhar dinheiro. “Hoje a ovinocultura é uma realidade e não uma experiência”, finalizou o palestrante.

No dia 18, ocorreu um mesa redonda com ovinocultores e a discussão foi pautada por novas ideias visando o desenvolvimento da ovinocultura nacional.

Foto 2 - Mesa redonda.



Dentro da porteira, foram destacados alguns itens:

1 – A base de uma ovinocultura sólida está na renda do produtor;
2 – Necessidade de melhoria de indicadores zootécnicos;
3 – Desafio na identificação de um sistema de produção apropriado;
4 – Gestão do custo de produção.

Fora da porteira:


5 – O sucesso da ovinocultura depende do sucesso da cadeia de suprimentos até o consumidor final;
6 – Integração vertical (criador + processador) e horizontal (criador + criador) parecem ser determinantes para o sucesso;
7 – Segmentação e diversificação de mercado parecem ser as estratégias dominantes a serem seguidas.

Na mesa redonda, Edson Siqueira Filho, médico veterinário da Pecora – Assessoria de Pecuária, destacou que precisamos posicionar a carne pois estamos há anos luz dos bovinos, que hoje têm preços diferenciados para diferentes cortes. “Queremos que a carne seja usada nos churrascos dos brasileiros. É um produto com alto valor agregado e além de produzirmos com qualidade, precisamos apresentar a carne com qualidade para o mercado”. Ele ressaltou que os animais de elite são criticados mas que fizeram um bom serviço quando fala-se de marketing da espécie. “Em 2008, tivemos o maior número de leilões e também, o maior consumo de carne ovina no Brasil. O que temos que aproveitar desse meio é a visibilidade e a promoção da carne. A elite esqueceu a base da cadeia, por isso, hoje temos que pensar em tecnologias para aumentar a eficiência de produção, nos custos e no melhoramento genético aplicado, pois não temos animais para produzir carne”. Ele finalizou o assunto comentando que o mercado está ávido por carne de qualidade e se quisermos aumentar a produção com qualidade, temos que fazer um trabalho de base, pensando na sanidade, melhoramento genético, nutrição e gestão empresarial do negócio.

O professor doutor Augusto Hauber Gameiro, Coordenador do Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal, o LAE, da FMVZ/USP, disse que os agricultores são mais organizados que os pecuaristas. “Nós precisamos pensar de forma empresarial. Hoje o agricultor é o novo pecuarista. Se ele não tiver produtividade, ele pode produzir alimentos para os animais que muitas vezes são da sua própria propriedade.

Camila Raineri lembrou que o produtor precisa dar atenção para as ovelhas, pois esquecem da qualidade genética delas. “Às vezes os produtores não descartam as ovelhas porque acham que elas servirão para quem está começando. Digo que vale a pena investir em qualidade genética de matrizes para não ocorrer prejuízo na etapa posterior, como falta de leite depois da parição, problemas no parto, etc. A genética da fêmea é tão importante quanto a genética dos machos”, completou ela.

Sérgio Savassi, produtor de ovinos de Patos de Minas/MG, citou a falta de opção do pequeno produtor em vender as ovelhas e borregas para os açougues tradicionais. “Temos uma demanda boa e não podemos colocar o produto no açougue por causa da vigilância sanitária e perseguição política na comercialização da carne clandestina. Se todos os municípios tivessem um frigorífico municipal, seria uma ótima saída. O que empurra nós hoje são os grandes frigoríficos. Falta incentivo para a agricultura familiar e se não encontrarmos a solução doméstica para nós mesmos, não tem jeito”.

Gameiro deu sequência comentando que hoje temos o preço do cordeiro mas não temos o índice de custos de produção das regiões, algo que seria muito interessante. “A agropecuária é altamente concorrencial, se conseguir remunerar todos os seus fatores de produção e ainda der poupança está bom”.

Marcos Ronca, zootecnista, produtor de ovinos e consultor da Via Verde Consultoria, frisou que a maior margem que temos para mexer são os custos. “Quando eu comecei, há 5 anos atrás, o que mais impactou minha produção foram as ovelhas, pois foram as que mais deram problema. Com base nisso, fui atrás de produtores que possuem dados sobre DEP, o que é muito difícil. Partindo desse princípio, resolvi começar novamente do zero e fazer um controle rígido do rebanho, índices, etc. Hoje já tenho uma parceria com a USP e algumas características estão sendo avaliadas na minha propriedade para gerar DEP´s. Além disso, diversifico a minha produção com outras culturas como café e eucalipto”. Marcos também destacou que temos que nos atentar para a certificação da carne. “Alguns donos de frigoríficos não são parceiros. Normalmente colocam um prazo de 45 dias para pagar e algumas vezes não arcam com esse compromisso e você tem que ficar cobrando. A indústria deveria enxergar o produtor como algo fundamental”.

O produtor de ovinos de São João da Boa Vista/SP, Isaías Valim, contou a sua história na ovinocultura e disse que hoje está agregando valor no que está produzindo. “Estou aproveitando tripas e couro. Antes eu jogava a barrigada fora. Consegui também levar o jovem aprendiz do SENAR na minha propriedade e já tenho alguns alunos trabalhando meio período. Busco constantemente maneiras de reduzir os custos. Um dos meus problemas é que não tenho um médico veterinário especializado para tratar da saúde dos animais”.

No fim da mesa redonda, os participantes também discutiram a falta de comunicação entre universidade e produtores. No período da tarde, o grupo fez uma visita para uma cabanha de ovinos.

Foto 3 e 4  - Visita técnica. 





Raquel Maria Cury Rodrigues, Equipe FarmPoint.

 

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Comentários

Luciano Piovesan Leme

Barbacena - Minas Gerais - OUTRA
postado em 22/04/2013

Prezada Raquel,

Parabéns pelo evento e a permanente discussão de temas como os que foram abordados são muito importantes para toda cadeia.
O NUCCORTE e todos associados colocam-se ao inteiro dispor para de forma conjunta trabalharmos iniciativas que fortaleçam a ovinocultura nacional.
Atenciosamente,

Luciano Piovesan Leme
Presidente do NUCCORTE
Barbacena - MG

José Oton Prata de Castro

Divino das Laranjeiras - Minas Gerais - Produção de ovinos de corte
postado em 22/04/2013

Raquel.
Mais uma vez voce surprendeu a todos com o seu dinamismo. Parabens. Infelizmente não pude comparecer, mas gostaria, se possível, receber o conteudo das palestras para divulgá-las na ACCOLM - Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos do Leste Mineiro.
José Oton Prata de Castro.
Presidente da ACCOLM.

Eduardo Inojosa

Pirassununga - São Paulo - Estudante
postado em 23/04/2013

Parabéns Rachel, belo evento.
Foi um grande privilégio poder participar deste simpósio.
Admirei a forma como foi conduzida as palestras e principalmente a mesa redonda, que foi objetiva no sentido de identificar os gargalos e discutir a soluções dos problemas do setor.  
Quero parabenizar também, o Prof. Dr. Augusto Gameiro que conduziu com primazia a mesa redonda, pontuando as dificuldades dentro e fora da porteira.
Obrigado e parabéns turma do LAE e do Farmpont.
  

Vinicius Ribeiro da Silva

Vila Velha - Espírito Santo - Consultoria/extensão rural
postado em 23/04/2013

Eventos como esses servem para fortificar a cadeia produtiva, somando com a disseminação de conhecimento e experiência, fazendo com que o setor suba sempre mais um degrau.

Meus Parabéns a equipe organizadora,

Espero que muitos outros estejam por vim.

Raquel Maria Cury Pereira

Piracicaba - São Paulo - Mídia especializada/imprensa
FarmPoint - postado em 23/04/2013

Olá pessoal, boa tarde!

Agradeço demais os comentários e as parabenizações de vocês! Fico muito contente com isso, pois vejo que há muitas pessoas que, assim como o FarmPoint, acreditam na atividade e buscam o seu desenvolvimento e rentabilidade no Brasil.

Aguardem as próximas edições dos simpósios!

Forte abraço! Raquel

Alexandre Alarcão Gomiero

Buritizeiro - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 24/04/2013

Parabéns Raquel e toda equipe Farmpoint pela qualidade do evento!

Gostaria também de lembrá-los de uma idéia que surgiu durante a mesa redonda: encontros mais freqüentes para discutir a cadeia da ovinocultura, devido à urgência dos criadores na solução dos seus problemas, incluindo também Dias de campo para a capacitação da mão de obra. Excelente idéia!

Ficamos na espera das próximas edições! Grande abraço!

Luciano Piovesan Leme

Barbacena - Minas Gerais - OUTRA
postado em 25/04/2013

Prezado José Oton,

Solicito seu email de contato para enviar-lhe convite da VI Exposição de Caprinos e Ovinos de Barbacena - MG.
Atenciosamente,

Luciano Piovesan Leme
Presidente do NUCCORTE (Núcleo de Criadores de Caprinos e Ovinos dos Campos das Vertentes e Zona da Mata)
Barbacena - MG

Rafael Baggio - Médico Veterinário

Curitiba - Paraná - Produção de ovinos de corte
postado em 26/04/2013

Raquel,

Pelo que estou percebendo o evento foi muito bom, gostaria novamente de parabenizar essa fantástica equipe do Farmpoint, continuem assim, sensacional.

Eu infelizmente não pude comparecer, mas gostaria muito de ter acesso ao material do evento e aos vídeos (se houve gravação), se possível. Você irá disponibilizar?

Fico no aguardo

Saudações ovinocaprinocultoras!!!!

Rafael

Raquel Maria Cury Pereira

Piracicaba - São Paulo - Mídia especializada/imprensa
FarmPoint - postado em 08/05/2013

Alexandre, Luciano e Rafael! Muito obrigado pelos comentários!

Alexandre, já vou começar a mexer os pauzinhos para tentarmos encontros mais frequentes. Só para deixá-los a par, realizaremos o III Simpósio do FarmPoint no mês de outubro em Cuiabá/MT. Antes disso, quem sabe não conseguimos marcar alguns dias de campo? Vou reunir em um email o pessoal que participou do evento.

Rafael, por favor, me mande um email solicitando o material para eu te mandar!

Vamos nos falando!! Abração e obrigado pessoal!

jose neves sobrinho

Iguatu - Ceará - Indústria frigorífica
postado em 13/11/2013

temos uma granja e queremos . ver uma  empresa de consultoria para fazer um projeto de um frigorifico para abate de bovinos sulinos   caprino ovinos aves e outros animais e industrialização de produtos embutidos e outras conservas de origem animal e  e outros produtos industrializado de origem animal e precisamos de um projeto e planta baixa e projetos executivo e com equipamento e planta industrial completa e o projeto sócio económico   financeiro  com viabilidade de negócio que tenha boa margem de lucratividade nas atividades afim fico no aguado de uma resposta o mas breve porsível e para que posamos inicia uma negociação no  projeto Jose Neve Sobrinho  

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